quinta-feira, 28 de junho de 2012

VÍDEO DO GRAN E MEDIO TOUR WT

COMO TROCAR UM PNEU DE BIKE

O que é o DesaFrio Urubici?

Relato de Gilberto Marques (Atleta WT)

Uma corrida pedestre individual ou em dupla num dos lugares mais frios do Brasil. Urubici é uma cidade próxima a Lages e São Joaquim. São 52Km de aclives e declives com paisagens deslumbrantes.

http://www.ecofloripa.com.br/desafrio/
É uma prova muito bem organizada pela ecofloripa. Tudo é bem pensado e planejado, tendo como objetivo principal, a segurança e o bem estar dos participantes.

Bem vamos ao relato.

Embarque no dia 22JUN rumo à Florianópolis e logo no aeroporto (RJ) -  pane na aeronave – não decolava de jeito nenhum. Troca-se de aeronave e, enfim, parti para Floripa. Chegando lá a organização dispôs um ônibus para nos conduzir até a Cidade de Urubici, (e lá se vão mais TRES horas de viajem até a Cidade).

Fiquei hospedado no Urubici Park Hotel que participa do evento cedendo o salão do hotel para o congresso técnico do evento. No congresso são repassados todos postos de checagem, os KM que devemos ter mais atenção, os postos de abastecimentos etc...

Dia 23JUN

Enfim, a tão esperada largada para prova. Frio de 5º com sensação térmica de uns 0º . Meus dedos das mão e pés, mesmo de luvas e meias, estavam congelados.

Começamos a correr pelas ruas da cidade até chegarmos na parte em que começa a estrada de barro, em direção aos intermináveis aclives. Passamos por rios, trechos repletos de lama, cascalhos, pedras, bois e vacas, cachoeira, etc...São 18KM correndo pelos mais diversos tipos de terreno, até chegar em uma estrada de asfalto. Já na estrada são mais 08 KM de asfalto com subidas íngremes até chegarmos na parte mais alta da montanha totalizando 26KM. Reabastecimento, uma olhadela no visual (pedra furada, morro da igreja e tudo mais) e, de volta para Cidade – correndo é lógico.

Acreditem. A volta/descida é pior do que a subida. Seu corpo já foi maltratado, e muito, para subir. Agora já totalmente desgastado você tem que ter reservas para descer.

As orientações do Walter Tuche foram determinantes para o meu desempenho. Alguns músculos, principalmente das pernas, doíam mas, caramba! Não fiquei cansado. O que mais me surpreendeu foi quando, no pé da montanha, já na parte plana, tinha a sensação que algo me empurrava. Minhas passadas após ter corrido 47 KM eram fortes e cadenciadas. Valeu ter seguido rigorosamente as planilhas do WT. Muito Obrigado Walter. Tenho um carinho e consideração enorme por você.

No total concluí a prova com 6h e 50min. Feliz da vida hehehehe

Há! Depois apareceu um solzinho mas, não dava para tirar as luvas

Gilberto Marques


quarta-feira, 27 de junho de 2012

MEDIO E GRAN TOUR

Neste ultimo fim de semana organizamos para nossos alunos um pedal diferente. Demos o nome de Medio Tour e Gran Tour. Um evento para nossos ciclistas mais experientes e especificamente para alguns que estao se preparando para o Le Etape 2012, Gran Fondo Pinarello e Haute Route.

Um desafio de 98 e 128km que iniciava na Estrada Rio Magé , onde habitualmente pedalamos indo em direção ao topo da serra de Friburgo, sendo que o Gran Tour entrava numa localidade chamada de Guapiaçu, aumentando o percurso em 30km.

Alugamos dois onibus, um saindoda barra e outro da zona sul e tivemso a presença de cerca de 90 ciclistas, dentreo os quais , várias mulheres do grupo.

Contamos com alguns alunos em seus carros particulares como apoio, sendo assim tinhamos 10 carros de apoio na estrada.

O percurso quase todo plano é coroado no final com a serra de Friburgo com aproximadamente 16km e on tivemos no total um desnível de 1600m



segunda-feira, 25 de junho de 2012

IRONMAN 2012 - POR FLAVIA BIONDI


Esse seria meu último Ironman ,  já estava decidido.
Fui pra Floripa com espírito de despedida e isso significava entrar na prova pra fazer o meu melhor....até hoje.
O clima estava perfeito, sem vento, mar calmo e temperatura amena. Sabia que seria um dia ideal para quem quisesse fazer tempo.

Cheguei na linha de largada sorridente como todas às vezes, me sentindo em casa e imensamente feliz por estar dividindo aquele momento com outros tantos amigos.

Nadei tranquila . Esse ano não havia marcação na praia entre as travessias e fiquei um pouco perdida para achar o local exato onde deveríamos sair.   " Tudo bem, tudo bem...preciso treinar mais isso ".

Transitei rápido e sai pra pedalar.

Dividi os 180 km em 6 partes de 30 km.  Parece  maluquice, mas pra minha cabeça funcionou maravilhosamente bem!!!!
 Queria pedalar forte, esse era o meu objetivo. E assim foi. Mas, no km 50  oq eu tinha mais medo aconteceu : minha bicicleta deu problema. Meu shifter que controla as catracas de trás,  quebrou na marcha mais pesada e logo numa subida. Achei que a minha prova tinha terminado alí....com tantas subidas não poderia pedalar sem usar as marchas. Parei , desci da Bike e puxei a corrente pra cima...voltei a pedalar e a corrente foi p a menor catraca novamente. Parei pela segunda vez , repeti o procedimento sem acreditar no que estava acontecendo... Nada funcionou. Pensei : f.... -se . Vou terminar essa prova ném que eu tenha que descer e empurrar a Bicicleta !!!!! Desistir...jamais. Comecei a rezar , fazer promessas ( nessas horas vale tudo !) e fui mexendo no shifter. De repente a corrente subiu uma vez....uns minutos depois, subiu mais uma...depois outra e outra.  Foi um milagre!!!!!  Uma ducha de esperança e alegria! Eu poderia continuar, mesmo variando somente do pratinho pro pratão sem mexer nas outras marchas. E ali eu renasci ... ainda estava no páreo . Quando passei nos 90 km estava com 2h:30  de pedal e lembrei do que vc falou :  "se passar com esse tempo vai quebrar na corrida". Tudo bem, queria pagar pra ver. Na segunda perna do pedal já estava sentindo as coxas e reduzi o ritmo. Fechei o pedal em 05h 07 min e quando entreguei a Bike, o autofalante anunciou minha colocação....não acreditei no que ouvi.

 Transitei rapidinho e fui correr. Sabia que vc estaria ali o tempo todo guiando meus passos, mesmo de longe.

Os primeiros 21 foram relativamente tranqüilos, ritmo mais lento que o habitual, mas nada demais. Peguei a pulseira, passei pela nossa calorosa torcida ( Que delícia! Que injeção  de ânimo!) e vi vc  chorando... Um choro tipicamente seu em nos ver felizes, conquistando nossos objetivos.......  "pqp para de chorar!!!! Se eu me emocionar, como vou correr mais  21km ???" , pensei feliz.

Me alimentei bem durante a prova, hidratei todo o tempo e estava consciente que pagaria caro na corrida  pelo pedal que havia feito. Ainda faltavam 10 km . Nessa hora já estava com uma dor de barriga astronômica....(parar p ir ao banheiro ném pensar!) e acontecesse oq acontecesse eu não ia parar de correr. Meu equilíbrio estava começando a se alterar e achei que fosse desmaiar a qualquer momento , mas enquanto eu  estivesse correndo em pé e pra frente, tava tudo certo!!!

Corri os últimos kms o mais rápido que as minhas poucas pernas e forças permitiram.  Quando avistei o pórtico, ném acreditei. Estava radiante...imensamente feliz....E cruzei  a linha de chegada leve.....sentindo a vitória no corpo e na alma. Eu queria vencer sim, não por mim,  mas por todos nós! Estávamos em primeiro !!!!Os laranjas estariam em KONA.

Fechei a prova no meu melhor tempo, com a minha melhor colocação numa prova de ironman e de quebra pegamos a vaga pro mundial.

E eu só tenho a agradecer por tudo isso......sozinhos não somos nada.

  Obrigada coach  mais uma vez , pelo carinho e dedicação que vc sempre teve e tem por mim. Sem a sua competência  jamais poderia estar aqui, realizando tudo isso. Tenho muito orgulho de vestir a nossa camisa todas às vezes que subo no pódio... E sempre será assim.
Obrigada aos meus pais por terem  me criado sem medos, sem frescuras e com vontade de vencer. Obrigada ao meu marido pela paciência eterna, a toda Assessoria, em especial ao professor Felipinho pelos ensinamentos técnicos de corrida, ao Lauro Wollner pela amizade e apoio nos treinos, à minha nutricionista Laura Breves por me manter viva!,   a Daniela da REI pelas roupas maravilhosas de competição, aos meus amigos que me estenderam a mão desde o inicio da minha entrada no grupo e tanto me ajudaram com dicas e orientações, aos amigos fantásticos do quarteto  pelos excelentes treinos juntos e a todos aqueles que torceram e vibraram por mim.

E é isso! Os laranjas estão em KONA, gente!!!!!
Vamos invadir o Hawaii!!!!!
E pelo visto esse não foi o meu último ironman!
Alohaaaaaaaa!!!!!!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

GRAN FONDO NY 2012

O que se esperar de uma prova em NY? Um local onde a variedade cultural é enorme e uma cidade "viva " a cada minuto do dia.
Pensa-se numa prova em um local cheio de carros , prédios e pessoas, visto que a maratona e a meia maratona assim ocorrem. Mas no ciclismo tudo é diferente.
Ano passado estivemos por aqui com 6 atletas e uma prova com 1800 inscritos. Mas em 2012, somos 30 atletas da nossa assessoria e uma prova com quase 5000 atletas.
A prova é dividida em duas, a médio fondo (100kms ) e a gran fondo (177kms)
Largamos pontualmente as 7 da manha numa ponte , George Waashington, uma temperatura agradável de 17 graus ( mas o vento..... ) e percorremos diversos locais ( em breve as fotos ) , que nos remetem a cenas de filmes. Cidades pequenas, estradas margenado rios cheios de barcos e uma bela montanha de 10km no retorno da prova.
Alguns alunos esse ano debutavam em provas de ciclismo longas , Michele Lube, Tania Bispo, Luiz Cabeça, Mariana Pizarro, Camila Negri, Fernando Martins e Cris Barboza, onde um misto de medo e ansiedade tomavam conta, porém sabíamos que eles eram capazes de vencer tal desafio.

Atípicamente, esta prova conta o tempo dos atletas em trechos de montanha pré determinados para a classificação geral, onde neste ano tivemos nosso atleta ERIK CRUZ , com a 55a posical geral, sendo o 2o brasileiro.
O transito em alguns trechos é aberto e os cruzamentos providencialmente fechados pela policia local quando o ciclista quer ultrapassar.
Ao longo do percurso, 8 posto de alimentacao para os atletas.
O percurso deste ano mudou, ficando além de maior , bem mais dificil. Enquanto no ano passado haviam trechos mais planos, neste ano, era um percurso de sobe e desce a todo momento. Poucos trechos planos e os que acidentalmente achavamos que eram planos , eram aqueles famosos " falso planos".

A chegada , neste ano , foi de fato uma chegada , com pórtico, medalha para os que terminavam a prova e uma área de dispersao bem organizada ( no ano passado nao havia nada disso), porém é necessário muita atenção no último trecho pois temos cerca de 12kms no meio do transito.
E no final da prova, para abrilhantar a festa, nosso aluno, Fernando Martins , pediu a sua namorada, Camila Negri, em casamento, com direito a aliança, no palco da prova.
Sem dúvida, uma prova para voltar todos os anos e VIVER essa emoção.
Estiveram presentes na prova:
Camila Negri
Fernando Martins
Daniela Santos
Melinda
Tania Bispo
Andre Junqueira
Michele Lube
Isabel Faveret
Veronica Madureira
Nathalie Schwebel
Cris Barboza
Fabio Brandao
Luiz Cabeça
Erik Cruz
Arnaldo Varella
Alberto Pitigliani
Marcelo Morgado
Laerte Mazza
Claudio Kligerman
Joao Muricy
Renata Saboya
Sonalia Oliveira
Cesar Lynch
Adriana Dex
Leonardo Aranha
Luiz Felipe Guerra
Mariana Pizarro
Karina Brito
Mauricio Motta
Walter Tuche

sexta-feira, 18 de maio de 2012

GRAN FONDO NEW YORK

Estamos de novo aqui. Chegamos em NY na 5a feira pela manha e viemos direto ao hotel. Como de praxe , tivemos que aguardar algumas horas para entrar no quarto. Desta maneira, após deixar nossas coisas no hotel e as bikes encaminhadas para montagem , fomos dar uma volta.

Praticamente todos vieram no mesmo voo e neste ano , não eramos apenas Eu, Moçamba, Fernando César , Alberto e Brasilia na prova.

A turma deu uma ligeira crescida, Andre Pocoto, Michele, Veronica, Tania, Isabel Faveret, Sonalia, Cris Barboza, Morgado, Claudio K, Muricy, Laerte, Alberto Pit, Mauricio Motta, Moçamba, Daniele, Melina, Adriana Dex, Cesar Lynch, Arnaldo Varella, Camila Negri , Felipe Guerra, Fernando , Nathalie, Veronica Madureira, Mariana Pizarro, Karina Brito, Erik Cruz, Renata Saboia, Luiz Cabeça e Fabio Brandao. Contando comigo sao 31 pessoas. Número este que nos levou hoje a um papo com a assessoria de imprensa da prova querendo saber quem nós éramos.

A prova é divididade em 2 formatos, o médio fondo e o granfondo. O primeiro com cerca de 100km e o segundo 177km.

a largada ocorre as 7 da manha e a temperatura estimada em torno de 14 graus . O cenário da prova é muito bacana passando por diversas cidades pequenas e grande parte do percusrso ao longo do rio Hudson.

Estamos todos prontos e ansiosos pela prova

Segue uma foto do final do pedal de agora a pouco , sexta feira, no central park e voltando no hotel pela 5a avenida.

Esta viagem conta com a organizacao da Rende Vouz Travel.


terça-feira, 15 de maio de 2012

FELIZ COMO UMA CRIANÇA.....

........ o primeiro pódio a gente nunca esquece    por Gustavo Nogueira

Tá, tudo bem, foi uma prova pequena, um duathlon com 5km corrida / 15km ciclismo / 2.5km corrida. Mas foi a primeira vez que subi ao pódio. E não esperava o resultado. Então, tenho mais é que comemorar!
Depois de um 2011 conturbado, com treinos irregulares e sem participar de uma competição sequer, decidi que voltaria a treinar sério e participar de algumas provas. Decisão tomada, montei um pequeno calendário que logo foi aprovado pelo nosso querido treinador Walter Tuche.
2012 começou e junto com ele uma nova postura perante as planilhas e treinos a serem feitos. Concentração em cada prova planejada, aprendendo a treinar sozinho e a treinar para mim e mais ninguém.
Então vieram um short triathlon, um aquathlon e a evolução nos treinos. O foco principal, a meia maratona de Floripa no mês que vem.
E aí, nesse caminho, veio no último sábado a terceira prova, o duathlon com as distâncias que mencionei lá em cima.
Parti para o desafio com a minha meta pessoal, que era terminá-lo em menos de uma hora, e nenhuma intenção a mais. Corri o tempo todo concentrado, sabendo que estava inteiro e dentro do planejado.
Completei com 58'26". Satisfação total!
Dever cumprido, hora de bater papo com os amigos atletas e preparar para ir embora. Mas então, eis que começa a premiação e, de repente, escuto meu nome sendo chamado! Pódio pelo primeiro lugar na faixa etária. Alegria total! Na hora só lembrei de dar um jeito de frisar bem o casaco e o logo da WT Assessoria, para destacar bem o orgulho por fazer parte desse grupo.
Sei que foi uma conquista bem pequena, mas para mim foi grande o suficiente para me encher, mais ainda, de motivação e continuar em frente sonhando com os próximos desafios. E na volta pra casa, um pensamento: obrigado Walter Tuche pela orientação, agradeço também ao Schubert Abreu pela dedicação ao triathlon mineiro e pelo empenho em tornar o Circuito Trilogia cada vez melhor!,  e motivação e um obrigado mais que especial à minha irmã, Luciana, que esteve presente comigo o tempo todo, tirando fotos e torcendo por mim! =)


sábado, 12 de maio de 2012

Treino de Domingo no aquario e corrida

O treino Iniciara as 7:15 da manha . A Natação sera ate as 8hs e após a mesma todos devem correr cerca de 14 a 22km

Os que correram sabado fazem a distancia mínima e os que nao correram fazem a maior distancia

local: posto 6, copacabana

sábado, 28 de abril de 2012


DOMINGO

natacao : aquario = 7:30 posto 6 copacabana

corrida : posto 6 copa somente para corredores em suas distancias da planilha

ciclismo as 7:30 posto 6 copacabana , aterro, laranjeiras, sumare , cristo e vale encantado

TERÇA feira feriado

ironman - 60km de bike + 20 km de corrida no plano

1/2 iron - 60km de bike + 12 corrida no plano

olimpico e short - 60km de bike + 6km de corrida no plano

saida as 7:00 na barrinha

ciclismo:

7:30 na sec XX no JB - vista . mesa . floresta, vale , cx d agua , heliponto ,alto

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FACA NA CAVEIRA - ILHA BELA 80K

O Relato de um dentista que virou corredor.
Estávamos lá!!! Simpósio técnico, os 80 corajosos atletas, doidos por qualquer informação sobre a prova.
     O dia começa e a tensão vai aumentando, quando 13:15 da tarde largamos a humildes 6min/km eu e meu amigo e parceiro Fabrizio. Roger e Ashbel dispararam na frente mas os mantínhamos no visual. Coração começou a ficar acelerado e diminuímos o ritmo para 6:30. No km 5 de prova, sofria do estômago com muitas dores mas mesmo assim alcançamos o Roger que já estava em sua marcha habitual que garantiria percorrer seus 80k, seu parceiro careca Ashbel, sumira nas ladeiras a frente. Muito calor e finalmente ponto de hidratação no km 10 - Gatorade gelado – OBA-  estávamos sobre a escolta do experiente André Guarischi, agora éramos 3 amigos mantendo o ritmo embora eu e Guarischi sofrendo e diminuindo a velocidade em busca de alguma recuperação. Foi tomada a decisão, Fabrizio deveria seguir sozinho na frente, eu estava muito lento e precisava parar de correr um pouco, não conseguia forçar nas subidas e não estava me alimentando. A essa altura nosso terceiro elemento, caminhava lentamente e acabou dessa vez parando sozinho. Preocupado, resolvi parar no alto da trilha por longos 5 mim, me hidratei e aos pouco fui melhorando e aí desci a trilha como uma lesma. HAHAHA
     Já com 2 horas e meia de prova estava renovado, sentia-me melhor, era asfalto debaixo dos meus pés, o ritmo aumenta. Nesta hora, sou acompanhado em pensamento por pessoas queridas, na Alynne que certamente estava ansiosa por qualquer noticia, na galera dos treinos, no WT. Eu estava correndo cada vez mais rápido.
     Pensei do alto de mais uma ladeira conquistada – Agora sim sou um corredor, estava treinado. E falei em voz alta para que eu mesmo pudesse ouvir: MAS QUE VELHO FILHO DA PUTA, ELE É FODA!!! Estava surpreso por esta ali encarando os 80k passando todos os corredores que me passaram quando estive parado há 1 hora atrás e pensando em desistir. Sigo pensando e me lembrei do Senna que disse: “Se você está na metade, você ainda não fez nada.” Quer moleza não sai de casa!!! HAHAHA
     Veio a noite, trazendo com ela a dificuldade de correr na trilha bastante técnica, hora de fortalecer o espirito e agradecer a todos que participaram para que eu chegasse até ali. Mantinha um ritmo lento, estava completamente sozinho, imaginava estar no caminho errado, chuva leve e neblina temperavam o ambiente sombrio. Condições PÉSSIMAS de corrida!!! Consultas e mais consultas no garmin, cálculos frenéticos para chegar no tempo limite (no km 45), com o meu ritmo, não daria tempo.
     Já estava no automático e triste por estar tão lento, tentava acelerar e era tombo atrás de tombo pois não tinha lanterna. Foi quando fui alcançado pelo amigo Bruno Reis e sua lanterna fodástica, falamos palavras de incentivo como: seu viado escroto e arrombado. Fizemos contas e falamos que estávamos no limite do cu da mãe, rimos muito e aceleramos rumo a escuridão. Éramos corredores novamente, pulávamos pedras e riachos, estávamos no ritmo necessário para chegar a tempo no km 45. – Agora Brunão, é só descida!!! Voamos ladeira a baixo, praia, areia, luzes e lá estava o alvo, a tenda do special needs. Que máximo encontrar o Ashbel, fiz meu cumprimento habitual, um berro AAAASSSSHHHBBBEEELLLL!!!!! Fiquei muito emocionado ao encontra-lo e nos abraçamos, ele estava bem! Mas para minha completa surpresa, ouço meu parceiro desgarrado chamar meu nome – FILIPE??? Ele repete!!! E eu mudo, sem responder porque estava sem palavras.  Fabrizio estava ali também, meu parceiro de treino, meu brother. E sem usar meu special needs, e ele sem acreditar que eu estava ali, seguimos juntos para o próximo desafio 15k de trilhas até o próximo corte 60k. Tínhamos 4 horas para cumprir a missão.
     Fabrizio demostrava sinais claros de câimbras e muito desconforto nos pés. Parada para cuidar dos pés de Fabrizio. Passa Ashbel que seguiu subindo motivados por nós. Tudo pronto, seguimos viagem e alcançamos  Ashbel que já estava sofrendo com os 50k da dura corrida, estávamos correndo a mais de 7 horas. Nossos corpos já não nos pertenciam mais. Agora, era a tempestade que veio para castigar, a trilha virou um rio, tombos e mais tombos, escuridão total, preocupação com os amigos.
      Com a tempestade assolando, pensamos não haver mais condições de prova, ela seria cancelada. Velocidade mínima, os kms não passavam. Minha dupla escorregava muito com seu novo e poderoso tênis North Face, até que a trilha desabou com ele, eu em pânico ouço ele do fundo do barranco berrando para meu conforto – Estou bem cara! Pensei pqp, está muito perigoso!!! Passo a passo confirmávamos a navegação. Estávamos próximos dos 60km, atingimos a praia de Castelhano - Vai dar cara, estamos no limite mas vamos terminar a prova!! Energia lá no alto novamente. A organização confirmou - Podemos seguir para os últimos 20k.
      Maçã, gel, água, tudo pronto, podemos seguir. Meia noite e o tênis do Fabrizio insistia em acabar com ele, para piorar ele estava passando mal, não conseguia se alimentar. Pensei intimamente – Caramba, ele esta sofrendo muito.  Agora, não eram os 20k que me preocupavam e sim meu parceiro. Ele estava lutando para continuar e  ponderei se não seria melhor desistir... Ele se limitou a seguir em frente. Lance estava nos nossos pensamentos, “a dor é passageira, mas desistir é para sempre”. Parada técnica para vaselina, dois babacas em frangalhos, mortos-vivos passando vaselina no escuro, credo!!! QUE FAAASE!!! 10k de subida em 2 horas, éramos os últimos da prova e do ponto mais alto, uma rápida conversa com os staffs de prova e ladeira abaixo até a cidade. O frio da madrugada estava nos desgastando ainda mais. Saímos do confortável ritmo de 12 min por km e passamos a correr de verdade, 7 mim por km (hahahahaha) era a nossa velocidade máxima, Sprint final. No frio e no silêncio da madruga, estávamos sendo seguidos pela moto da organização, já passava das 3 da manhã. Corremos por quilômetros completamente mudos, estávamos exclusivamente correndo lado a lado, sabíamos o que estávamos fazendo, nada mais importava. Avistamos a luz da cidade deserta e silenciosa, adentramos em suas ruas de pedra, direita, esquerda, direita de novo, um cara de carro nos incentiva – Guerreiros, guerreiros!!! Só olhávamos para frente e a emoção nos assolava, estávamos na praia, o relógio já marcava 80km, seguimos rumo a linha de chegada. Ciclovia, ponte e nossos olhos cheios de emoção avistaram poucos torcedores, o pórtico de chegada à 200 metros, 14horas e 30 min de prova e muito garra para chegar até ali, focalizamos o pórtico!! Agora, eram 100 metros para glória, sobreviventes malucos... CHEGAMOS!!!!!  Nos parabenizamos muito emocionados...
82k de pura adrenalina. Afinal parceiro, MISSÃO DADA, É MISSÃO CUMPRIDA!!! É SELVAAAA!!!!!!!!!!!!!!
Muito obrigado Walter Tuche essa ficou pra hitoria.

segunda-feira, 23 de abril de 2012


X-Terra Endurance 80K: Qual O Limite?

Foto postada no facebook. Medalha, camisa oficial da prova e inúmeras congratulações. Uma delas em especial, feita pelo meu amigo Fabiano Lima, chamou-me atenção: qual o limite?

Fazia todo sentido. Normalmente iniciamos no mundo esportivo da corrida em provas de 5 e 10 quilômetros. O sonho de correr uma meia-maratona nos incentiva a ficar no esporte. Há aqueles que por ali coerentemente estacionam. Há outros mais destemidos que sonham em completar a prova mais clássica: a maratona.

É neste momento que eu percebo que há uma clara divisão de águas. Muitos se dedicarão à tentativa de quebras de marcas pessoais de tempo nessas provas citadas e outros que irão se submeter a desafios em provas de longa duração.

O treinamento, por óbvio, é completamente diferente. Para o ultramaratonista, nada de treinos avassaladores. Como leigo, resumo: vai girar por aí. Esqueça o número de quilômetros. Programe-se para simplesmente correr por muito tempo.

E provas deste quilate não param de aparecer e de se consolidarem: as famosas ultramaratonas (algumas chegam ao limite de 217Km)!

Enfim, esta introdução para que você entenda o que aconteceu neste último final de semana quando um grupo de amigos partiu para mais uma ultramaratona. Filipe, Roger, Ashbel e eu queríamos completar a primeira edição da prova de 80 quilômetros que seria realizada em Ilhabela, São Paulo.

Saímos sexta-feira do Rio. A viagem durou aproximadamente 6 horas de carro. Ao chegarmos em Ilhabela, encontramos nosso professor Eduardo Gomez que estava lá para participar da edição do triathlon que ocorreria pela manhã do dia seguinte.

Como havíamos decidido fazer essa prova com apenas três semanas de antecedência (uma longa estória) só encontramos vaga no “Hotel Pelicano”, um estabelecimento abandonado a própria sorte há pelo menos vinte anos (rs). Devidamente instalados na nossa “suíte” composta de dois beliches, um ventilador de teto e inúmeros insetos, fomos assistir ao congresso técnico. Kit de prova em mão, pizzaria, encontro com nosso amigo Rodrigo Tramontina, muitas risadas. Era hora de dormir. Ou de pelo menos tentar. Eu dormi no máximo umas três horas. O colchão, o estrado, a rinite, nada ajudava.

Após assistirmos Eduardo Gomez completar seu triathlon, partimos para o almoço. Hora conferir as roupas e os equipamentos. Todos alinhados para a largada às 13h15min: Iazaldir Feitosa, André Guarishi, Rosália Camargo, Manuela Vilaseca, Chico Santos, entre tantos outros.

Eu e Filipe decidimos largar sob o ritmo de 6:30min/km. Era nesse ritmo que estávamos acostumados a iniciar nosso treinamento. Normalmente levaríamos 40 minutos para começarmos a “soltar a perna”.

Ainda nos primeiros 10 quilômetros, Filipe reclamava da má digestão do almoço. Sentia-se mal. Diminuímos muito o ritmo. Chegamos a parar. Fiquei preocupado com a possibilidade dele não conseguir completar a prova em virtude dos “cortes de tempo” previstos pela organização. Outro fator que me preocupava era a possibilidade de encararmos boa parte da prova (trilhas muito difíceis) à noite. No meu pensamento teríamos que correr bem durante o dia para podermos encararmos a corrida à noite com mais calma.

Mas a coisa não ia bem. Seguidas paradas, caminhadas muito lentas. Chegava o momento para a decisão mais difícil: seguir sozinho ou esperar Filipe melhorar? A decisão tinha que ser conjunta e consensual. Parti sozinho.

Depois de alguns trechos de “single track”, ao chegar ao asfalto acelerei o ritmo. Para minha surpresa encontrei Rosália Camargo se queixando de não estar passando bem. Havia diminuído o ritmo mas se mantinha na prova. Nos despedimos.

Alguns quilômetros depois encontro Ashbel Almeida. Estava bem. Conversamos um pouco. Causou-me uma boa surpresa vê-lo tão bem ainda naquele momento da prova. Como estava sem o Garmin calculo que naquele momento estávamos com uns 25 quilômetros de prova.

Mais a frente encontrei um grupo de ultramatonistas de Brasília e do Espírito Santo. Ultrapassei-os. Mais do que estar se sentindo bem, as horas passavam e eu sabia que teríamos uma trilha para percorrer.

Cheguei ao quilômetro 35. Eram 16h45min. A primeira parada da prova para a troca de equipamento (special needs) estava a 10 quilômetros. Imaginei que chegaria neste local antes do pôr-do-sol. Ledo engano. Sem imaginar, teria que ficar neste trecho da prova sem lanterna.

A trilha do Bonete era muito técnica e não demorou muito para a luz do sol me forçar a diminuir meu ritmo. O grupo de ultramaratonistas encostou e formamos um pelote com uns 5 corredores, sendo que apenas dois tinham lanternas. Todos, alternadamente, tombavam. Exceto Rosália que, recuperada, passou como um tufão. Todos nós na trilha já completamente escura. A preocupação comum era o fato de que tínhamos poucas horas para vencer a trilha, caso contrário seríamos cortados. Imperava a solidariedade de todos.

Três horas depois chegávamos ao posto de parada. Troquei de roupa, conferi hidratação e alimentação. Eis que chega Ashbel. Fiquei feliz por vê-lo ali. Ele estava muito bem. Estava me preparando para partir quando escuto alguém gritar: “aaaaaasssssshhhhbel!”.

Não acreditei! Demorei a realizar que só podia ser o Filipe ali gritando. Fui cumprimentá-lo. Ele me relatou que desceu muito bem a trilha acompanhado do Bruno Reis (monstrinho que uma semana antes havia feito Volta À Ilha em dupla). Partimos os quatro para mais quinze quilômetros até o próximo posto de parada (60km). Bruno e Ashbel se lançaram mais a frente enquanto eu fazia uma rápida troca de meias.

Minutos antes, havíamos perguntado para aqueles que estavam como seriam os tais quinze quilômetros pela frente. Uma senhora respondeu: “Tranquilo! Estradão de terra!”. Ahã. Deus tenha pena da alma daquela senhora...

A chuva fina que caía já havia deixado tudo muito pior do que poderíamos imaginar. Não era mais uma corrida, mas uma expedição. Eu e Filipe alcançamos e ultrapassamos Ashbel. Ele já demonstrava estar esgotado.

E todos sabem que se houver uma chance de piorar, piora mesmo! Desabou um temporal. Subidas inacreditáveis, descidas terríveis. Momento de muito perigo quando um trecho da trilha simplesmente desmonorou. Ao tentar passar, escorreguei e fui parar 5 metros ladeira abaixo. Por muita sorte não me machuquei.

Retomamos o que havia deixado de ser uma corrida. Estávamos esgotados. Conforme o cronograma da organização teríamos que percorrer esses 15 quilômetros em 4 horas. Fácil, né? Rs. Da sua cadeira aí você não pode imaginar o que é atravessar o que horas antes seria um simples córrego, mas que a chuva pesada havia transformado numa perigosa corredeira para atravessar.

Por volta de meia-noite, guiados por nossa lanterna e por uma garra inacreditável eu e Filipe alcançamos o posto dos 60Km. Nos perguntaram: vão querer seguir? Filipe ponderou: “se a organização nos permitir, sim”. Mas, ali percebemos algo estranho. Apesar de estar no tempo previsto pela organização para seguirmos em frente, teríamos que percorrer os últimos 20 quilômetros em apenas 1 hora (?).

Conversamos e decidimos terminar a prova. Não nos perguntem o por quê. Não há uma explicação racional para essa decisão. O próximo trecho (Castelhanos) não seria tão complicado. Partimos. Por nós passaram alguns carros da organização. Nos ofereceram carona se quiséssemos desistir da prova. Filipe me consultou. Limitei-me a voltar a andar em frente. Filipe estava muito bem, mas agora era a minha vez de passar mal. O estômago estava revirado. A fraqueza se aproximava. Apesar de não conseguirmos correr, andávamos sob um ritmo forte. Após 10 quilômetros fomos avisados que éramos os últimos corredores na prova. Quem havia ficado para trás já havia desistido ou tinha sido impedido de continuar (Roger e Ashbel).

Uma moto da organização nos seguia. Faltavam uns 3 quilômetros quando chegamos na cidade. O silêncio só era quebrado pelo barulho do nosso escudeiro. Um carro particular se aproximou. Eram 3h45 da manhã. O cara abriu a janela e nos gritou palavras de incentivo. Chegou a nos acompanhar no nosso trote a 7min/km. Eu, heim...

Cruzamos a rua principal. Passamos pela pequena ponte de madeira. 100 metros de areia. Dois staffs da organização sentados ali por perto. 4h da manhã. O pórtico. No relógio, 82 quilômetros percorridos. Não foi só o magnificio Iazaldir Feitosa quem venceu a prova. Eu e Filipe também vencemos.

Ah, e o limite? Eu ainda não sei. Quando eu descobrir eu prometo que conto...

Fabrízio Rubinstein – pai do Pedro – aluno da Walter Tuche Assessoria Esportiva.

Obs1: fontes não oficiais nos relataram que apenas 20% dos atletas que largaram completaram a prova.

Obs2: eu e Filipe dedicamos essa prova ao querido amigo e Professor Walter Tuche.