segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ciclismo de 3a feira - feriado

6:57 - no renato estrela
7:28 - relógio do Leblon ( Zózimo )
7:15 as 9hs na mesa do imperador com a Profa. Rita



Percurso montanha: loja renato estrela / joá / Niemeyer / Leblon / praia de Ipanema / princesa isabel / praia de botafogo / rua alice / sumare / cx d agua / paineiras / cristo / paineiras / alto / vale / mesa .

Percurso plano: 80kms nas américas ( TT / Ironman)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Liege Bastogne Liege

A ultima das grandes provas clássicas de um dia que encerram a temporada da primavera e a mais antiga desta categoria. Terá a presença de 25 equipes e suas estrelas. Confirmada a presença de Nibali , vencedor no dia 19/4 do Giro del Trentino.

Será realizada no próximo domingo, dia 21 de abril.

Antecede o Giro de Itália com inicio previsto para ter inicio em 4 de maio ate 26.





quinta-feira, 18 de abril de 2013



SABADO

·        IRON 2013  - planilha master

·       70.3  de brasilia - 100km

·        Tri short ou olímpico - 60kms

·        Le Etape 2013 / GRAN FONDO

rio magé - 150kms

 

·       CICLISMO  ou Le Etape / NY

barra 40kms + alto + desce p tijuca + sobe pela estrada velha + prefeito + guarita asa + desce canoas + sobe canoas + mesa

padaria sec XX - mesa + alto + desce p tijuca + sobe pela estrada velha + prefeito + guarita asa + desce canoas + sobe canoas + mesa

 prof Rita - INICIANTES

6:45  na loja renato estrella  

6:30 no forza - triathlon

6:45 no forza - ciclismo

7:30  na padaria sec XX

7:30 na mesa do imperador - direto la em cima neste horário - Profa Rita

DOMINGO

 

AQUARIO 7:15 POSTO 6 EM COPA
Corrida : 7:15 POSTO 6 EM COPA
maratona do rio: 21kms
1/2 do rio: 16kms
corredores demais : 10km

 CICLISMO

inicio: 7:30 no leblon / 7:48 na nissan em são conrado

trajeto:

canoas + cristo + cx d agua + heliponto + alto

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Propriocepção na reabilitação e prevenção de lesões no esporte

fonte: http://www.gease.pro.br/principal.php
autor Bruno Fischer

Introdução

Segundo estatísticas, anualmente, 3,1% de todos os adultos ou 5,6% daqueles engajados em algum tipo de atividade física recreativa recebem tratamento médico para lesões decorrentes da prática esportiva(1) . As lesões esportivas são consideradas a segunda maior causa de lesões, ficando atrás apenas dos acidentes domésticos, que acometem 3,7% dos indivíduos(2). As lesões mais comuns, cerca de 60%, são os estiramentos, luxações e roturas ligamentares que ocorrem em tornozelos, joelhos, ombros, cotovelos e mãos(3). Lesões e dores na coluna também são muito comuns durante a prática esportiva. As lesões são o principal fator de afastamento de atletas em treinos e competições, causando queda no desempenho físico, técnico e psicológico, e podem levar ao abandono precoce da carreira. Sendo assim, é de suma importância a utilização de estratégias que visem prevenir lesões esportivas, ou acelerar a recuperação das mesmas. Estudos tem apontado o treinamento proprioceptivo como uma ferramenta importante na reabilitação de lesões ortopédicas, e possivelmente na prevenção (4,5)

Propriocepção é o termo utilizado para descrever a percepção do próprio corpo e inclui a consciência da postura, sensação do movimento e posicionamento articular(6). Essa percepção nos permite manter o equilíbrio postural. As articulações necessitam de informações precisas e rápidas sobre o correto posicionamento articular, o grau de amplitude e alinhamento corporal. Os movimentos ou mudanças na posição de uma articulação estimulam uma variedade de receptores que permitem a apreciação consciente da posição dos membros no espaço. O objetivo dessa complexa rede de informações é manter a estabilidade articular, determinando forças e grupos musculares específicos para prover a atuação dos indivíduos nas atividades diárias e esportivas (7).

Fisiologia da propriocepção

A informação proprioceptiva se origina de alguns órgãos terminais sensoriais (denominados proprioceptores) localizados dentro dos músculos, tendões e complexos articulares, incluindo ligamentos, fáscias e a pele(8). O termo somatosensorial é o que melhor descreve a combinação de estímulos provenientes do próprio corpo (musculotendíneos, articulares e cutâneos) e da sua resposta ao ambiente. Os estímulos somatosensoriais são combinados com informações visuais e vestibulares para manter o equilíbrio, representando 70% do controle postural na posição em pé(9). Os receptores sensoriais localizados nos músculos, tendões e articulações são denominados de mecanoreceptores e são acionados em resposta aos estímulos mecânicos oriundos da posição estática (orientação corporal) ou do movimento (força, velocidade, amplitude e direção). Uma das principais funções dos mecanoreceptores é transmitir a deformação mecânica por meio de sinais elétricos que acionam o potencial de um nervo. Os mecanoreceptores que atuam no controle proprioceptivo do movimento são: órgãos tendinosos de Golgi, fusos musculares, fibras intrafusais, corpúsculos de Ruffini, corpúsculos de Pacini e as terminações nervosas livres.

Os impulsos nervosos originados nesses receptores podem ser conscientes ou inconscientes. Os inconscientes não despertam sensação, sendo utilizados pelo Sistema Nervoso Central (SNC) para regular a atividade muscular através do reflexo miotático ou dos vários centros envolvidos na atividade motora, em especial o cerebelo. Os impulsos proprioceptivos conscientes atingem o córtex cerebral e permitem a um indivíduo ter percepção corporal (noção espacial, atividade muscular e movimento articular), sendo responsáveis pelo sentido de posição e de cinestesia (10).

As articulações e músculos adjacentes têm uma inervação aferente direta, ou seja, qualquer informação sobre um movimento das estruturas articulares é sinalizada pelos receptores sensoriais (mecanoreceptores) e enviadas para o sistema nervoso central. A informação aferente da articulação é a seguir projetada para os centros de processamentos centrais no cérebro, por reflexos não perceptíveis, e após serem processadas, essas informações retornam para regular o posicionamento articular, o grau de amplitude e alinhamento corporal, bem como a atividade muscular (através do reflexo miotático).

Em resumo os receptores sensoriais, ou mais especificamente os proprioceptores, são essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição dos membros, e por sua vez, esta informação de posicionamento corporal é essencial para o controle adequado do movimento. A capacidade e velocidade em que podemos executar correções nos padrões de movimentos são treináveis, e os exercícios proprioceptivos parecem contribuir significativamente para atingir a excelência no controle neuromotor. Teoricamente, estimular os mecanoreceptores articulares aumenta a atividade motora gama, o que resulta em um aumento da sensibilidade dos fusos musculares nas adjacências das articulações, e que por fim levam a um maior estado de “alerta” dos músculos para responder a perturbações nos movimentos (11). Nesse sentido, os mecanoreceptores agem como gatilho de alerta, emitindo impulsos para o sistema nevoso central, que aciona mecanismos reflexos que, por sua vez, protegem a articulação, previnem os movimentos inadequados, sensibilizam a orientação espacial do indivíduo e ativam os estabilizadores dinâmicos musculares.

Exercícios proprioceptivos

Usualmente os exercícios proprioceptivos são executados com a finalidade de causar propositalmente desequilíbrio e instabilidade durante a execução de determinados exercícios, ativando ao máximo os órgãos terminais sensoriais e também fibras musculares, de uma maneira que não poderiam ser estimulados com a estabilidade proporcionada por máquinas ou piso com superfície rígida e regular. Os treinos proprioceptivos devem ser compostos por exercícios dinâmicos, multidirecionais e com instabilidade. Dessa forma, saltos, corridas, mudanças abruptas de direção e exercícios resistidos realizados em superfícies instáveis fazem parte de um programa proprioceptivo. Diversos equipamentos podem ser utilizados, tais como: bolas suíças, giro-plano, bosú, cama elástica, balancinho, e pisos irregulares (areia, gramado, terrenos acidentados), etc.

Propriocepção e lesões de Joelho

Os membros inferiores são o maior sítio de lesões no esporte, perfazendo cerca de 84,5% do total, e em segundo lugar aparecem as lesões em coluna com 7,4%. Em membros inferiores o joelho é a articulação mais acometida com 35,4% de todas as lesões (12). Um recente estudo estadunidense(13) avaliou mais de 6,6 milhões de lesões nos joelhos entre os anos de 1999 a 2008, e relatou uma incidência de 2,29 lesões de joelhos para cada 1000 habitantes, sendo que indivíduos entre 15 e 24 anos são os mais acometidos. Os principais tipos de lesões foram as luxações e entorses (42,1%), contusões e desgastes (27,1%), e lacerações e perfurações (10,5%). Esportes e atividades recreativas são as maiores causas de lesões nos joelhos, totalizando 42,1% de todas lesões. Lesões ligamentares são as mais comuns no joelho (40%), seguido por lesões patelares (24%) e lesões dos meniscos (11%)(14).

Roberts et al(15) analisaram a propriocepção da articulação do joelho e sua relação com o nível de atividade física, frouxidão ligamentar, lesões (meniscos, ligamentos colaterais e cartilagem), idade e funcionalidade subjetiva em indivíduos com instabilidade no ligamento cruzado anterior (LCA). Os autores concluíram que lesões cartilaginosas, frouxidão ligamentar e idade avançada são fatores associados com pior propriocepção. Por outro lado, um maior nível de atividade física antes da lesão foi correlacionado com maior propriocepção após a lesão de LCA. Os autores ainda concluíram que a funcionalidade subjetiva do joelho está diretamente relacionada com os níveis de propriocepção.

Uma recente meta-análise conduzida por Smith, King & Hing (16) concluiu que programas compostos por exercícios proprioceptivos foram capazes de promover melhoras funcionais em indivíduos com osteoartrose de joelhos. Entretanto, esses benefícios foram similares aos encontrados com outras modalidades de exercícios (treino resistido, atividades aquáticas, etc.). Quando comparado com outras formas de exercício, o treino proprioceptivo se mostrou superior apenas na melhora do senso de posicionamento articular.

Gstoettner et al(17) conduziram um estudo com objetivo de avaliar se o treino proprioceptivo prévio a uma artroplastia total de joelho influenciaria a recuperação no período pós cirúrgico, em parâmetros da estabilidade postural e funcionalidade nas atividades de vida diária. Trinta e oito indivíduos com artrose grave no joelho, e que seriam submetidos a artroplastia total, foram aleatoriamente divididos em grupo treinamento (n=18) e grupo controle (n=20). Todos os pacientes foram examinados 6 semanas antes da cirurgia e 6 semanas após o procedimento cirúrgico, sendo que o grupo treinamento também foi avaliado no dia anterior ao procedimento. Os testes incluíam medidas de equilíbrio postural, velocidade de marcha e avaliação da funcionalidade nas atividades de vida diária. 6 meses após o procedimento cirúrgico, ambos os grupos obtiveram resultados similares na velocidade de marcha e no desempenho funcional, mas apenas o grupo submetido ao treino proprioceptivo apresentou melhora na estabilidade postural.

Mandelbaum et al(18) avaliaram, nos anos de 2000 e 2001, um total de 5703 jogadoras de futebol com idades entre 14 e 18 anos. As atletas foram dividas em dois grupos; o grupo intervenção realizou um programa de treinamento neuromuscular e proprioceptivo com o intuito de reduzir o índice de lesões do LCA, enquanto o grupo controle continuou sua rotina normal de treinamentos. Durante as temporadas de 2000 e 2001, o grupo que realizou o treino proprioceptivo apresentou respectivamente 88% e 74% de redução na incidência de lesão do LCA quando comparado com o grupo controle. Os autores do estudo concluíram que o treino neuromuscular e proprioceptivo pode gerar benefícios diretos na redução da incidência de lesões ligamentares (em especial do LCA) em jogadoras de futebol do sexo feminino.

Van Beijsterveldt et al(19) investigaram os efeitos de um programa preventivo na incidência e severidade de lesões em jogadores de futebol na categoria amador. Um total de 456 atletas foram aleatoriamente divididos em dois grupos; intervenção (n=223) e controle (n=233). O grupo intervenção realizou um programa constituído de exercícios de estabilidade do core, treino excêntrico de membros inferiores, exercícios proprioceptivos, pliométricos e de estabilização dinâmica, enquanto os atletas do grupo controle mantiveram suas atividades desportivas rotineiras. No total foram reportadas 427 lesões na temporada, sendo que incidência de lesões foi igual nos dois grupos (9.6 por 1000 horas de atividade no grupo intervenção e 9.7 por 1000 horas de atividade no grupo controle). Não houve diferença na severidade das lesões entre os dois grupos, no entanto, foi observado uma diferença significativa no local das lesões. O grupo intervenção apresentou uma menor incidência de lesões nos joelhos. A partir dos resultados, os autores concluíram que um programa de exercícios preventivos não promoveu redução na incidência e severidade das lesões em atletas de futebol amador

Os resultados de uma revisão sistemática realizada em 2005 (20) demonstraram que exercícios proprioceptivos são eficientes na reabilitação de indivíduos com deficiência ou que foram submetidos a reconstrução do LCA. Os autores desse estudo concluíram que exercícios proprioceptivos e de equilíbrio parecem ser uma forma segura de reabilitação, visto que nenhum estudo utilizando esse método relatou diminuição da força ou aumento na frouxidão ligamentar, quando comparado com programas de reabilitação padrão.

Hewett, Ford e Myer(21) em uma meta-análise realizada em 2006, relataram que treinos de equilíbrio e proprioceptivos auxiliam no aumento da força de membros inferiores, reduzindo o déficit de força e desequilíbrio bilateral, que é um fator de risco para lesões de LCA. Sendo assim, o resultado desses estudos apoiam a inclusão de exercícios proprioceptivos nas intervenções de tratamento e prevenção de lesões do LCA. No entanto, parece que exercícios de equilíbrio realizados em superfícies instáveis por si só, podem não ser suficientes para reduzir o risco de lesão do LCA. Se faz necessário também a inclusão de exercícios resistidos, pliométricos e de flexibilidade.
Uma das lesões mais comuns no meio esportivo é o entorse de tornozelo em inversão (ou lateral), e estima-se que entre 70-80% dos atletas acometidos por essa lesão sofrerão um entorse recorrente. Sinais de instabilidade residual ocorrem em 20-40% dos indivíduos após terem sofrido esse tipo de entorse, e essa instabilidade a longo prazo pode predispor ao surgimento de artrose na articulação do tornozelo(1). A instabilidade residual parece ser a principal causa da recorrência do entorse em inversão, sendo que essa instabilidade pode ser de origem mecânica ou funcional(2). A instabilidade mecânica ocorre quando existe uma anormalidade anatômica da articulação do tornozelo, como por exemplo uma frouxidão ou movimentação excessiva da articulação subtalar, talocrural ou tibiofibular, resultante de danos ligamentares da articulação(2). Já a instabilidade funcional é descrita como uma sensação de “falseios” ou instabilidade do tornozelo(3) que ocorre sem necessariamente uma lesão ligamentar, mas que pode estar relacionada com danos nos mecanoreceptores dos ligamentos laterais ou tendões de músculos adjacentes ao tornozelo, o que acaba interferindo negativamente no reflexo proprioceptivo. Mais da metade dos pacientes com instabilidade crônica do tornozelo não tem evidência clínica ou radiológica de instabilidade mecânica.

Hupperets et al(4) conduziram um estudo com 522 atletas que sofreram entorse do tornozelo (256 no grupo intervenção e 266 no controle) e verificaram que um programa de exercícios proprioceptivos realizados em casa por 8 semanas reduziu em 35% o risco de recorrência do entorse.
Verhagen e colaboradores(5) acompanharam 116 equipes de voleibol durante a temporada de 2001-2002, sendo que do total 66 equipes fizeram parte do grupo intervenção e outras 50 foram do grupo controle. As equipes do grupo intervenção, além da rotina normal de treinamento, realizaram exercícios de equilíbrio no giro-plano (tábua de propriocepção). Ao final da temporada, quando comparado com o grupo controle, notou-se uma menor taxa de entorses de tornozelo no grupo que realizou treino proprioceptivo, entretanto essa redução no risco de entorse só foi significativa nos indivíduos com histórico prévio de entorses. Os resultados deste estudo levaram os autores a concluir que exercícios proprioceptivos no giro-plano apenas são eficazes para reduzir o risco de entorses recorrentes, mas não o primeiro entorse. Uma possível explicação para esse fato é que os exercícios de equilíbrio (propriocepção) apenas beneficiaram os jogadores com alterações nos mecanismos proprioceptivos.

McGuine e Keene(6) realizaram um estudo com objetivo de verificar a incidência de lesões no tornozelo de atletas escolares nas modalidades futebol e basquetebol quando submetidos a treino proprioceptivo. No total 765 atletas foram aleatoriamente direcionados para um dos dois grupos: o grupo intervenção (373 atletas) participou de um programa de treinamento de equilíbrio enquanto o grupo controle (392 atletas) manteve suas atividades desportivas rotineiras. Os resultados desse estudo demonstraram que a taxa de entorse de tornozelo foi significativamente menor nos indivíduos do grupo intervenção. Ao comparar indivíduos com história prévia de entorse de tornozelo, se percebeu que esses indivíduos tinham duas vezes mais chance de sofrer novo entorse, e quando eram submetidos ao treinamento proprioceptivo esse risco caia pela metade. A taxa de entorse de tornozelo em atletas sem história prévia de lesão foi menor após o treino proprioceptivo, entretanto não foram encontradas diferenças estatísticas entre os grupos controle e intervenção.

Uma meta-análise conduzida por Postle e colaboradores(7) concluiu que a adição de exercícios proprioceptivos durante um programa de reabilitação não foi capaz de prevenir lesões recorrentes em indivíduos com lesões ligamentares em tornozelo. Entretanto a inclusão de treinamento proprioceptivo reduziu de forma significativa a percepção de instabilidade no tornozelo e promoveu melhoras funcionais. Os autores desse estudo concluíram que ainda não existe um consenso na literatura acerca das vantagens em se incluir treino proprioceptivo na reabilitação do tornozelo.

Propriocepção e fortalecimento do CORE

O termo core tem sido utilizado para se referir aos músculos e outros tecidos da região do tronco, mais especificamente da região lombo-pélvica. A estabilidade da região lombo-pélvica é crucial para permitir uma movimentação harmoniosa de membros inferiores e superiores, para suportar carga, e principalmente proteger a coluna vertebral de danos que possam comprometer a integridade da medula espinhal e raízes nervosas (8). A estabilidade do core pode ser definida como a capacidade que os músculos, ligamentos e órgãos proprioceptores tem em manter a zona intervertebral neutra dentro de limites fisiológicos (9). A perda do controle da zona neutra pode causar lesões, discopatias degenerativas e fraqueza muscular. Um déficit no controle neuromuscular da região core também pode comprometer a estabilidade dinâmica de membros inferiores, resultando em maior torque do joelho em abdução, causando maior tensão ligamentar e aumentando de maneira significativa o risco de lesões nos joelhos.

A estabilidade dinâmica do joelho de um atleta depende da habilidade da articulação em manter a trajetória programada após perturbações internas e externas, sendo para isso necessário respostas sensoriais e motoras apropriadas do tronco para interagir com as rápidas mudanças na posição corporal que ocorrem em diversas manobras esportivas, tais como arrancadas, freadas bruscas, aterrisagens, etc(10).

Diversos estudos tem demonstrado que exercícios direcionados para aumentar a estabilidade do core podem reduzir a propensão de lesões de membros inferiores e dores em coluna lombar (8,11-17). Exercícios proprioceptivos, ou seja, realizados em superfícies instáveis e/ou com perturbações parecem ativar com maior intensidade a região do core(8), fortalecendo e dando resistência aos músculos, bem como aprimorando as respostas proprioceptivas dessa região.

Behm e colaboradores demonstraram que exercícios direcionados ao tronco realizados na bola suíça resultaram em uma maior ativação dos músculos abdominais inferiores quando comparados com os mesmos exercícios realizados em superfície rígida(18). Da mesma forma Vera-Garcia e colaboradores compararam a execução de exercícios em superfícies rígidas com superfícies instáveis, e concluíram que exercícios realizados em superfícies instáveis promoveram uma maior ativação dos músculos abdominais e do oblíquo externo, levando a um maior estímulo para desenvolver força e estabilização da coluna (19).

Marshall e Murphy encontraram um aumento significativo na atividade eletromiográfica do reto abdominal, transverso abdominal e oblíquos internos durante a execução de exercícios para estabilidade do core realizados na bola suíça, valores superiores aos encontrados nos mesmos exercícios realizados em superfície estável(20). Vale ressaltar que o aumento na atividade eletromiográfica encontrada nesses estudos sempre comparou esses exercícios sendo realizados apenas com o peso corporal, ou com a mesma carga absoluta.

Behm e colaboradores também avaliaram a capacidade de produção de força e ativação muscular de exercícios realizados em superfície rígida e em superfície instável (bola suíça) e puderam observar que ao realizar os exercícios na bola suíça a força produzida na extensão de joelhos e flexão plantar era 70,5 e 20,2% menor do que em superfície rígida, respectivamente. A ativação eletromiográfica também foi 44,3% (quadríceps) e 2,9% (flexores plantares) menor nos exercícios realizados em superfície instável. Os autores do estudo concluíram que quando a superfície é muito instável a produção de força periférica (ex. membros inferiores) é reduzida enquanto a força na região core é aumentada, dessa forma esse tipo de exercício é insuficiente para ganhos de força nos membros, mas parece aprimorar o equilíbrio, estabilidade e capacidade proprioceptiva (21).

Uma revisão publicada em 2010 avaliou diversos estudos que incluíam exercícios realizados em superfícies instáveis e em superfícies rígidas, tendo como o foco a ativação do core. Os autores concluíram que apesar de exercícios realizados em superfícies instáveis se mostrarem eficientes para reduzir a incidência de dor lombar e aumentar a eficiência sensorial de tecidos moles, eles não são recomendados como exercícios primários para hipertrofia, força absoluta ou potência, especialmente em atletas. Para praticantes avançados ou atletas, exercícios com peso livre realizados em superfícies rígidas com nível moderado de instabilidade (ex. agachamento livre executado com barra ao invés de executado no Smith ou hack) devem formar a base de exercícios para treinar a musculatura do core. Exercícios em superfícies instáveis podem ter uma importante função para indivíduos iniciantes ou em reabilitação, ou como alternativa de exercícios para indivíduos com pouco interesse em se exercitar com pesos livres (22).

Os exercícios de musculação tradicionais podem ser considerados funcionais e com grande capacidade de desenvolver a estabilização do core. Para isto basta realizar algumas alterações na forma de executá-los, tais como: preferir peso livre ao invés de máquinas, realizar os exercícios em pé ao invés de sentado, exercícios unilaterais ao invés de bilaterais, e por fim, escolher exercícios básicos como agachamento, levantamento terra, stiff, desenvolvimento com halteres, etc.

Atletas e indivíduos saudáveis que realizam os exercícios básicos já recebem estímulo suficiente para o fortalecimento do core, não necessitando de exercícios em superfícies instáveis ou com perturbação externa.

Considerações finais

A partir do exposto no presente artigo pode-se concluir que os proprioceptores tem um papel fundamental no controle neuromotor, permitindo uma adequada manutenção da estabilidade articular e proporcionando proteção contra lesões. O treino proprioceptivo parece ter um papel importante na reabilitação de lesões no esporte, visto que os órgãos proprioceptores são danificados nos processos lesivos e precisam ser novamente treinados durante o processo de reabilitação. No entanto, o papel do treino proprioceptivo na prevenção de lesões ainda é controverso, visto que a maioria dos estudos não demonstrou efeitos significativos na redução da incidência de lesões em atletas sem histórico de lesão prévia. Além disso, a maioria dos estudos não isola o treino proprioceptivo de suas intervenções, e sim, o utiliza em conjunto com treinos neuromusculares, que são compostos na maioria das vezes por exercícios resistidos, pliométricos, treinos de flexibilidade e outros.

Será que apenas os exercícios proprioceptivos isolados, ou melhor, exercícios com perturbações externas e/ou em superfícies instáveis, tem um papel importante para a prevenção de lesões no esporte? Os treinos esportivos tradicionais já não apresentam componentes suficientes para treinar os proprioceptores? Quando observamos um treino ou jogo de futebol notamos uma gama de movimentos capazes de treinar os proprioceptores com maestria, uma vez que essa modalidade é basicamente composta de arrancadas, mudanças bruscas de direção, saltos, trombadas, terreno irregular, etc.
O que notamos hoje em dia é que muitos profissionais estão numa constante e desenfreada busca por métodos ou treinos “diferentes” e muitas vezes tais metodologias são infundadas ou mal aplicadas. As academias foram invadidas por “treinos funcionais”, dessa forma não é incomum vermos jovens, que buscam melhora da força e hipertrofia, trocando o agachamento com barra livre por um agachamento sem peso realizado em cima do bosú. Os exercícios básicos já são totalmente eficientes para promover melhoras funcionais na maioria das pessoas, da mesma forma os gestos esportivos dos treinos convencionais parecem ser suficientes para treinar os mecanismos proprioceptores. Certamente treinos em superfícies instáveis tem a sua aplicabilidade, entretanto essa parece ser restrita a reabilitação de lesões ou direcionada para indivíduos com determinadas restrições.

Referências bibliográficas

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2. Hertel J. Functional instability following lateral ankle sprain. Sports Med. May 2000;29(5):361-371.
3. Freeman MA. Instability of the foot after injuries to the lateral ligament of the ankle. The Journal of bone and joint surgery. British volume. Nov 1965;47(4):669-677.
4. Hupperets MD, Verhagen EA, van Mechelen W. Effect of unsupervised home based proprioceptive training on recurrences of ankle sprain: randomised controlled trial. BMJ. 2009;339:b2684.
5. Verhagen E, van der Beek A, Twisk J, Bouter L, Bahr R, van Mechelen W. The effect of a proprioceptive balance board training program for the prevention of ankle sprains: a prospective controlled trial. The American journal of sports medicine. Sep 2004;32(6):1385-1393.
6. McGuine TA, Keene JS. The effect of a balance training program on the risk of ankle sprains in high school athletes. The American journal of sports medicine. Jul 2006;34(7):1103-1111.
7. Postle K, Pak D, Smith TO. Effectiveness of proprioceptive exercises for ankle ligament injury in adults: a systematic literature and meta-analysis. Manual therapy. Aug 2012;17(4):285-291.
8. Willardson JM. Core stability training: applications to sports conditioning programs. Journal of strength and conditioning research / National Strength & Conditioning Association. Aug 2007;21(3):979-985.
9. Panjabi MM. The stabilizing system of the spine. Part I. Function, dysfunction, adaptation, and enhancement. Journal of spinal disorders. Dec 1992;5(4):383-389; discussion 397.
10. Zazulak BT, Hewett TE, Reeves NP, Goldberg B, Cholewicki J. The effects of core proprioception on knee injury: a prospective biomechanical-epidemiological study. The American journal of sports medicine. Mar 2007;35(3):368-373.
11. Caraffa A, Cerulli G, Projetti M, Aisa G, Rizzo A. Prevention of anterior cruciate ligament injuries in soccer. A prospective controlled study of proprioceptive training. Knee surgery, sports traumatology, arthroscopy : official journal of the ESSKA. 1996;4(1):19-21.
12. Fitzgerald GK, Axe MJ, Snyder-Mackler L. The efficacy of perturbation training in nonoperative anterior cruciate ligament rehabilitation programs for physical active individuals. Physical therapy. Feb 2000;80(2):128-140.
13. McGill SM, Grenier S, Kavcic N, Cholewicki J. Coordination of muscle activity to assure stability of the lumbar spine. Journal of electromyography and kinesiology : official journal of the International Society of Electrophysiological Kinesiology. Aug 2003;13(4):353-359.
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15. Myklebust G, Engebretsen L, Braekken IH, Skjolberg A, Olsen OE, Bahr R. Prevention of anterior cruciate ligament injuries in female team handball players: a prospective intervention study over three seasons. Clinical journal of sport medicine : official journal of the Canadian Academy of Sport Medicine. Mar 2003;13(2):71-78.
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17. Wedderkopp N, Kaltoft M, Lundgaard B, Rosendahl M, Froberg K. Prevention of injuries in young female players in European team handball. A prospective intervention study. Scandinavian journal of medicine & science in sports. Feb 1999;9(1):41-47.
18. Behm DG, Leonard AM, Young WB, Bonsey WA, MacKinnon SN. Trunk muscle electromyographic activity with unstable and unilateral exercises. Journal of strength and conditioning research / National Strength & Conditioning Association. Feb 2005;19(1):193-201.
19. Vera-Garcia FJ, Grenier SG, McGill SM. Abdominal muscle response during curl-ups on both stable and labile surfaces. Physical therapy. Jun 2000;80(6):564-569.
20. Marshall PW, Murphy BA. Core stability exercises on and off a Swiss ball. Archives of physical medicine and rehabilitation. Feb 2005;86(2):242-249.
21. Behm DG, Anderson K, Curnew RS. Muscle force and activation under stable and unstable conditions. Journal of strength and conditioning research / National Strength & Conditioning Association. Aug 2002;16(3):416-422.
22. Behm DG, Drinkwater EJ, Willardson JM, Cowley PM. The use of instability to train the core musculature. Applied physiology, nutrition, and metabolism = Physiologie appliquee, nutrition et metabolisme. Feb 2010;35(1):91-108.

Descendo como um Profissional.


La Flèsche Wallone 2013, resultados e ultimos kilometros

1Daniel Moreno Fernandez (Spa) Katusha  
2Sergio Luis Henao Montoya (Col) Sky Procycling  
3Carlos Alberto Betancur Gomez (Col) AG2R La Mondiale  
4Daniel Martin (Irl) Garmin-Sharp  
5Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma-Quick Step  
6Joaquim Rodriguez Oliver (Spa) Katusha  
7Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team  
8Igor Anton Hernandez (Spa) Euskaltel-Euskadi  
9Bauke Mollema (Ned) Blanco Pro Cycling Team  
 10 Rinaldo Nocentini (Ita) AG2R La Mondiale



 



La Flèche Wallone 2013

Mais uma prova clássica do circuito mundial. 205 kms, com 12 setores de subidas , que apesar de curtas , a maior tem 2,7 kms, os gradientes de inclinação são altos. (ver quadro abaixo).

25 equipes estarão na prova destacando- se , Contador, Sagan, Joaquim Rodriguez,Valverde, Nairo, Phillipe Gilbert, Ryder Hesjedal, Cunego, Dennis Vanendert e a forte equipe da Colômbia, pais que tem se destacado com vários atletas nas equipes dos Pro Tour.

Esta prova também tem uma edição feminina no mesmo dia com 22 equipes.

                 
                                                              Video da prova de 2012


Últimos vencedores

2012 Joaquim Rodriguez (Spa) Katusha 194km in 4.45.41 (40.74 km/h)
2011 Philippe Gilbert (Bel) Omega Pharma-Lotto 201km in 4.54.57 (40.888 km/h)
2010 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 195.5km in 4.39.24 (41.98 km/h)
2009 Davide Rebellin (Ita) Gerolsteiner 204km in 4.41.15 (41.56 km/h)
2008 Kim Kirchen (Lux) Team High Road 199.5 km in 4.35.29 (43.45 km/h)
2007 Davide Rebellin (Ita) Gerolsteiner 202.5 km in 4.48.06 (42.173 km/h)
2006 Alejandro Valverde (Spa) Caisse d'Epargne 202.0 km in 4.42.45 (42.865 km/h)
2005 Danilo Di Luca (Ita) Liquigas-Bianchi 201.5 km in 4.44.55 (42.43 km/h)
2004 Davide Rebellin (Ita) Gerolsteiner 199.5 km in 4.31.33 (44.08 km/h)
2003 Igor Astarloa (Spa) Team Saeco 198 km in 4.39.17 (42.86 km/h)
2002 Mario Aerts (Bel) Lotto-Adecco 198 km in 4.42.04 (42.117 km/h)
2001 Rik Verbrugghe (Bel) Lotto Adecco 198 km in 4.50.03 (40.958 km/h)
2000 Francesco Casagrande (Ita) Vini Caldirola 198 km in 4.53.08 (40.53 km/h)

MOUNTAIN PASSES & HILLS
Binche Huy - 205 km
Km 76.5 - Côte de Naninne - 2.6 km climb to 3.7 %
Km 90.0 - Côte de Groynne - 2.0 km climb to 3.5 %
Km 108.5 - Mur de Huy - 1.3 km climb to 9.3 %
Km 127.5 - Côte d'Ereffe - 2.1 km climb to 5.9 %
Km 146.0 - Côte de Peu d'Eau - 2.7 km climb to 3.9 %
Km 151.0 - Côte de Bellaire - 1.0 km climb to 6.8 %
Km 158.5 - Côte de Bohisseau - 1.3 km climb to 7.6 %
Km 161.5 - Côte de Bousalle - 1.7 km climb to 4.9 %
Km 173.5 - Mur de Huy - 1.3 km climb to 9.3 %
Km 190.0 - Côte d'Amay - 1.5 km climb to 6.7 %
Km 196.5 - Côte de Villers-le-Bouillet - 1.2 km climb to 7.5 %
Km 205.0 - Mur de Huy - 1.3 km climb to 9.3 %

PROFILE OF THE STAGE
Binche Huy - 205 km


terça-feira, 16 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os Pneus da Paris Roubaix

Matéria enviada pos Alexandre Zulu

fonte:http://velonews.competitor.com/2013/04/news/under-pressure-tire-tech-from-paris-roubaix-2013_281135/attachment/tires-of-roubaix

Tire tech from Paris-Roubaix 2013




ROUBAIX, France (VN) — There is a sphere of physical force within which most cycling gear is designed to excel. Paris-Roubaix is nowhere near it.

The equipment used on this single Sunday in April is special, so much so that it is rarely touched for the hundreds of other racing days on the calendar. There is no race on the planet that is tougher on equipment than Paris-Roubaix.

Wheels and tires bear the brunt of the brutish day, and receive special attention as a result. Riders and mechanics spend days on the cobbles, fine-tuning product choice and tire pressure.

The conclusions they draw, though, are somewhat varied. Pressures range from the low 60psi to nearly 90. Tire widths can be as narrow as 24-25mm and as wide as 30mm. Rim types span from box section to 50mm aerodynamic shapes and nearly everything in between.

Under pressure

Tire pressure receives more attention than any other variable, becoming something of a technology in and of itself. Many teams refused to share specific pressure figures, stating bluntly that they didn’t feel the need to let other teams in on the fruits of their research.

Team Sky even went as far as to test the effects of filling its FMB Paris-Roubaix tubulars with nitrogen rather than regular air (which is 78 percent nitrogen anyway). The goal is to solve a problem that has plagued racers for decades: preventing the slow drop in tire pressure that occurs with the high-end, hand-built, latex-tubed tubulars used at Roubaix.
Nitrogen molecules migrate through rubber more slowly, theoretically slowing the decrease in tire pressure teams see throughout the race. But filling a tire with 100 percent nitrogen is a time-consuming process, and Sky decided to skip the hassle come race day.

“We tried it. These tubulars lose a lot of air; they lose up to a bar (15psi) over the course of a race,” said Sky mechanic Gary Blem. “That’s a lot. We tested to see if filling the tires with nitrogen would slow that down. We didn’t see much change. Or anything, really. Not enough to make it worth the effort.

“But we will keep looking into it. The way we inflate them could change, and maybe make it more effective.”
In the end, Sky ended up running regular old air, and would not provide specific pressure figures. Blem said only that all his tires were “under 5.5 bar,” or about 80psi.

“We didn’t have a single puncture last year,” he said. “So we know what they can handle, and we know how low they can go.”

Tire choice

Just as they did at the Tour of Flanders, most teams ignored sponsor obligations at Roubaix. Continental and Vittoria were relatively successful at keeping its squads sponsor-correct, but only because both make an adequate pavé tire — the 27mm Competition and 27mm Pavé, respectively.

Once again, the two French handbuilt brands, FMB and Dugast, stole the day. Cancellara swapped out the FMB 25mm tires he used at Flanders for a 27mm set, giving the small company its second win in as many weeks.

Cancellara inflated his FMBs to a relatively high 81psi (front) and 88psi (rear).
“He tends to run high pressure, on and off the cobbles,” said Trek team liaison Jordan Roessingh.

Dugast was found throughout a number of French squads, among them Europcar, FDJ, and Cofidis, but never covered every wheel. The Dugast Roubaix tires feature a tall, sharp tread that is generally preferred for those editions of Roubaix that see a bit more precipitation; this year, the course was in good condition. Relatively speaking, of course.

A few riders went with the massive 30mm Dugasts anyway, likely just for the extra cushion they provide, paved sections be damned.

Runner-up Sep Vanmarcke and the rest of his Blanco squad were on unlabeled, but certainly handmade, 27mm tubulars. The tread pattern appears to be off a Veloflex Roubaix, but the casing doesn’t match their current offerings; it’s entirely possible that the black casing was a special run, of course.

Team equipment selection

Few teams would provide precise tire pressures. Listed pressures are a “team average” provided by a mechanic, except where otherwise noted.

Team Sky
Wheels: Shimano Dura-Ace C50
Tires: FMB Paris Roubaix 27
Tire size: 27mm (28mm actual size)
Pressure: Precise numbers are secret, “every tire is under 5.5bar (80 psi)”


FDJ
FMB Paris Roubaix 27
Wheels: Shimano Dura-Ace C35
Tires: Unlabeled. Appear to be Dugast
Tire size: 27 and 30mm
Pressure: 70 front, 80 rear


Saxo Bank-Tinkoff Bank
Wheels: Zipp 303 Firecrest
Tires: FMB Paris Roubaix (rebadged as Specialized)
Tire size: 27mm
Pressure: secret


AG2R
Wheels: Fulcrum Racing Speed XLR
Tires: FMB Paris Roubaix
Tire size: 27
Pressure: 63 front, 75 rear


RadioShack-Leopard
Wheels: Bontrager Aeolus 5 D3
Tires: FMB Paris Roubaix
Tire size: 27mm
Pressure: Cancellara used 5.6bar (81psi) front and 6.1bar (88bar) rear


Omega Pharma-Quick Step
Wheels: Zipp 303 Firecrest
Tires: Specialized labeled, appear to be FMB Paris Roubaix
Tire size: 27
Pressure: Terpstra had less than 60psi front and under 65 rear


Katusha
Wheels: Mavic Cosmic Carbone and M40
Tires: Unlabeled, appear to be FMB Paris Roubaix
Tire size: 27mm
Pressure: Less than 6 bar (87psi)


Cannondale
Wheels: Vision Metron 40
Tires: Unlabeled, appear to be FMB Paris Roubaix
Tire size: 27mm
Pressure: secret


Astana
Wheels: Corima Viva S, custom built with stronger rims
Tires: FMB Paris-Roubaix
Tire size: 27mm
Pressure: secret


Vacansoleil-DCM
Wheels: FFWD F2R and F4R
Tires: Veloflex Ardennes
Tire size: 27mm
Pressure: secret


Endura NetApp
Wheels: Oval
Tires: Vittoria Pave 2
Tire size: 27mm
Pressure: 81psi front, 87 rear


Bretagne-Seche Environnement
Wheels: Miche
Tires: Michelin Pro4 Service Course
Tire size: 25mm
Pressure: 75 front, 82 rear


Movistar
Wheels: Campagnolo Hyperon
Tires: Vittoria Pave
Tire size: 27
Pressure:


Euskaltel-Euskadi
Wheels: Shimano Dura-Ace C35
Tires: Vittoria Pave
Tire size: 27
Pressure: “less than 6 bar (87psi)”


Europcar
Wheels: Campagnolo Bora Ultra
Tires: Unlabeled, appear to be mixed Dugast and FMB
Tire size: 27-30mm
Pressure: “variable”


Argos-Shimano
Wheels: Shimano Dura-Ace C35 and C50
Tires: Unlabeled, appear to be Veloflex Roubaix
Tire size: 27mm
Pressure: John Degenkolb ran 5 bar (72psi) front and 5.3 bar (76psi) rear


Orica-GreenEdge
Wheels: Shimano Dura-Ace C35
Tires: Continental Competition
Tire size: 27mm
Pressure: 72 to 87psi, depending on rider


BMC
Wheels: Shimano Dura-Ace C35 and C50
Tires: Continental Competition
Tire size: 27
Pressure: Under 6bar (87psi)


Lampre-Merida
Wheels: Fulcrum Racing Light XLR, with some riders in aluminum Ambrosio Nemesis rims
Tires: Continental Competition ProLtd
Tire size: 28mm
Pressure: around 6bar (87psi)


Lotto-Belisol
Wheels: Campagnolo Hyperon
Tires: Continental Competition
Tire size: 27
Pressure: secret


Blanco
Wheels: Shimano Dura-Ace C50
Tires: Unlabeled, appear to be Veloflex Ardennes
Tire size: 27mm
Pressure: Under 72psi front, under 80psi rear


Cofidis
Wheels: Mavic Cosmic Carbone
Tires: Unlabeled, mostly FMB Paris Roubaix, some Dugast
Tire size: 27mm, some 30mm
Pressure: 70-80 psi, depending in rider


Garmin-Sharp
Wheels: Mavic Cosmic Carbone and M40
Tires: FMB Paris Roubaix
Tire size: 27
Pressure: 5-6 bar (72-87psi)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

70.3 OCEAN SIDE - por Carlos Cintra

Chegamos na Califórnia na quarta feira depois de uma exaustiva viagem com direito a perder conexão e tudo, mas pelo menos bikes e malas chegaram todas sem problemas.

Viajar com bike é sempre uma tensão, na ida já começou a discussão sobre o tamanho da mala bike se era ou não passível de pagamento de sobretaxa.
Pelo menos nos eua as estradas são ótimas com varias pistas nas interestaduais mais importantes na I5 que liga Los Angeles a San Diego são 7 pistas de cada mão, bem parecido com nossa Dutra.



Paramos numa cidade no meio do caminho para almoçar e visitar uma loja que Rafael queria comprar uma palmilha pra correr, não diferente das outras a loja é mega descontos com força até nos lançamentos, galera que gosta comprou o Nimbus 15 mais barato que o 14.
Combinamos com o Nuno e Carol de nos encontrarmos na Nytro, chegamos faltando 10minutos pro fechamento e o pessoal da loja ja tava impaciente, mas quando viram os gastos da brazucada abriram sorriso.

No dia seguinte após a montagem das bikes fizemos um rolé muito legal indo do nosso hotel até a Nytro , pela PCH onde os triatletas top do mundo treinam nos meses de inverno,  estando lá descobre-se pq é a meca do triathlon, estradas perfeitas com bike lane enorme por toda a via, mais de 150km só costeando o mar, só fomos pro interior de carro e percebemos a bike lane o tempo todo.

Como podemos observar na foto ficamos com muito medo do frio, mas na verdade era só falta de costume rodamos 20km e no final já tava quente.

Nossa maior preocupação era a agua fria, depois do terror que o Fernandinho pegou em Alcatraz, mas no dia seguinte fomos à feira e demos um mergulho no mar sem roupa de borracha, alias como todos na praia e podemos constatar que nem estava tanto frio assim, pelo menos não era pânico como pensávamos.

Kits pegos, bikes checadas e sacolas arrumadas, agora era só descansar e curtir o momento,  mas antes de dormir tivemos uma discussão sobre qual era a melhor maneira de irmos pra prova. Nosso hotel ficava a uns 700m da largada então alguns queriam arrumar a bike e voltar pro hotel pra descansar e esperar sua bateria, o que se tornou muito difícil, pois 2.500 atletas aprontando a bike ao mesmo tempo leva tempo. Fato que me impressionou foi o patriotismo dos americanos em plena arrumação da transição maior barulheira e de repente começa o hino nacional, todos sem exceção pararam o que estavam fazendo e ficaram virados para a bandeira em silêncio total, emocionante...

Tinha decidido usar um manguito no pedal, mas o locutor anunciou que a temperatura da agua havia subido de 60 para 62,8 graus F. enfatizando o 0,8, nós adoramos, porém um americano do meu lado ficou visivelmente preocupado, indagando o porquê ela disse que se o mar esquentava era sinal de calor principalmente na parte do ciclismo que não costeia o mar, ou seja uns 70km, desisti do manguito confiando no local boy.

Nosso maior medo era a natação, agua fria e etc como já comentei, bem esta foi a melhor e mais fácil parte da prova, fiz muito bem me sentindo forte quando sai da agua. Bike começou bem com poucas subidas e muitas curvas, algumas partes em bike lanes o que diminuiu muito o espaço pra pedalar e alguns pelotões, mas nada demais por causa da largada da natação em baterias (waves). Até o km 35/40 não muda muito, depois... . Depois o bicho pega com força varias subidas fortes com até 13% de inclinação e vento forte principalmente nas descidas, quem optou por rodas aero teve que ter habilidade pra controlar a bike, até o km70/75 foi assim sobe e desce interminável, com falsas retas que tinha que fazer muita força para sair do lugar, cruel, muito cruel. Nos últimos 15km realmente e finalmente apareceram retas onde pude desenvolver bem puxando 40km/h ultrapassei bastante gente neste momento e cheguei forte na transição. Apesar do percurso bem difícil o visual das montanhas com descampados e mar realmente ficou uma paisagem bonita, agradável de pedalar e o tempo também ajudou ceu lindo azul, com sol sem esquentar muito.

Na corrida a coisa mudou, começou a esquentar logo na largada, muita gente nas ruas incentivando parecia desfile de carnaval tinha muita gente fantasiada também, todo posto de hidratação era uma festa. Na parte das casas os gringos deram um show, com varias casa onde tinha som, agua, banho de mangueira e muita festa.  Lembro-me de uma casa que tocava o musica do Rocky Balboa, e tinha uma senhora com luvas de boxe cor de rosa, passei por lá dando uns jabs e a galera foi ao delírio, o que me incentivou a correr mais forte. O calor só melhorava nas esquinas quando batia um vento mais gelado, achei que tinha postos de hidratação demais praticamente de 2,5 em 2,5k nem parei em todos. Como comecei a correr forte paguei no final quebrei no 15, me arrastei até o 18 e fui pra morte até o final, deu tudo certo.

A prova é maravilhosa apesar de o pedal ser difícil, mas com visual incrível, natação show e corrida apesar de não ser fácil não tem nada do outro mundo. Um público impagável é diversão na certa. Com vários amigos fazendo a prova e curtindo o local juntos foi realmente uma viagem fantástica, só tenho a agradecer ao Walter pelos incentivos nos treinos e aos companheiros de treino e trip pelo carinho e companheirismo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

REVIEW DE PNEUS DE ESTRADA

PRODUCT REVIEWS: TIRE TEST: KENDA, MICHELIN, CONTINENTAL AND MAXXIS
Road Bike Action

Fonte:http://www.roadbikeaction.com/Product-Reviews/content/65/4964/Tire-Test-Kenda,-Michelin,-Continental-and-Maxxis.html

A famous tire guy once said, “There’s a lot riding on your tires.” He’s quite right, even if it was just the Michelin Man that said it. Speed, handling and comfort are all things that are directly affected by the rubber you’re rolling on. We chose top-level competition tires from four major brands— Continental, Kenda, Maxxis and Michelin—to put through a road test, capped off with a trip to the San Diego Velodrome for a rolling-resistance test.

TEST PROTOCOL
 
Each pair of tires was ridden approximately 200 miles, not enough to send each tire to its final resting place, but enough to realize its ride qualities. The tires were tested with between 100–120 psi on the same pair of wheels to ensure consistency. We rated the tires on a scale of one to five (one being poor and five being excellent) on comfort, cornering, durability and rolling resistance.

San Diego’s outdoor concrete velodrome gave us the ability to get objective data on the tires’ rolling resistance in a relatively controlled environment. We tested all the tires within a one-hour window to minimize changes in heat and wind conditions, keeping the results consistent. For the rolling-resistance test, each pair of tires was tested on the same pair of wheels at 110 psi. For our test, we performed the same protocol each time. After crossing the start line at exactly 25.0 mph, we coasted and timed how long it took to slow to 10.0 mph (the longer it took to slow, the better). We stayed on the black line at the bottom of the track and kept our body position the same to ensure wind resistance and distance accuracy for each test. We performed three tests on each pair of tires and averaged the results together (each test of the same tire stayed within one second of each other). Although our test was not as scientific as a drum test in a lab, it still gave us a good indication of how fast each tire is.
 
MICHELIN PRO3 RACE
 
The Pro3 Race comes into the Michelin line as their premier high-performance tire, replacing the Pro2 Race. It has a dual-compound tread, which features a 6mm band of rubber on the sides that has a lower durometer (measurement of rubber hardness—the lower the number, the softer the compound) for cornering traction and a higher durometer in the center to reduce rolling resistance and boost tread life. The Pro3 Race is currently the only clincher tire that can boast about being used in ProTour races. Every team at the ProTour level uses tubulars, with the exception of AG2R. The French team uses the Pro3 Race in the majority of their races. The Pro3 Race comes in 20c, 23c, and 25c widths and a myriad of color options.

RATINGS - MICHELIN
Comfort: 4
Between 100–105 psi (165-pound rider) was the ideal pressure for Pro3 Races. At that pressure, they stuck to the ground over rough pavement rather than bounce across the road like they would if they were overinflated. Even at 100 psi, they didn’t feel squishy or slow.

Cornering: 5
These things could carve a turkey at Thanksgiving. When leaning hard into a turn or setting up for the final corner in a crit, the Pro3’s dual compound shine through and give you the confidence to push it a bit faster and lean over a bit more.

Durability: 3
Durability is the big question mark with the Pro3 Race. Although they came through the test without any slices or cuts, we have had durability issues in the past with the older Pro2s.

Rolling resistance: 5
The Pro3 Race took 43.7 seconds to drop 15 mph on the velodrome, setting the benchmark for all the tires we tested.

BOTTOM LINE - MICHELIN
The Pro3 Race is nearly unbeatable when you factor in weight, price and ride quality. It’s already a proven tire at the top professional level, and we can see why. Also, they come in so many colors there’s sure to be one that matches your ride.
Weight: 205 grams
TPI: 127
Price: $69
Contact: Michelin Tires
 
KENDA KALIENTE PRO
 
The Kaliente is Kenda’s racing tire they developed with the help of their namesake professional racing team, Kenda/5-Hour Energy. Making the absolute lightest tire wasn’t their ambition; rather, they wanted to create a tire that was adequate in weight but still had puncture resistance of the Iron Cloak material, which runs from bead to bead, not just under the tread. Similarly to the Pro3 Race, the Kaliente Pro gets a dual rubber compound called R2C; this gives the sides a softer durometer than what’s used in the center. Kenda is known for offering a full line of performance tires at prices well below the competition, and the Kaliente is no exception. Although it comes in three color options, it’s only available in a 23c width.

RATINGS - KENDA
Comfort: 3
At similar pressures to other tires in the test, the Kaliente didn’t have quite the same suppleness. While the Iron Cloak puncture-prevention material is great for durability, it doesn’t lend itself to supple sidewalls.

Cornering: 4
Its R2C dual rubber compound provided a stable feel in the corners. Since most of the racing feedback Kenda received was from criteriums, it’s no surprise that the Kaliente had a controlled feel when being laid into a turn.

Durability: 5
The Kaliente is in it for the long haul. It is one of the few competition evel tires that provide puncture resistance across the entire tire, not just under the tread.

Rolling resistance: 2
A roll time of 40.1 seconds puts the Kaliente Pro 8.24 percent away from the top spot.

BOTTOM LINE - KENDA
The least expensive tire in the test had the highest rolling-resistance numbers, but held its own in the road test. It’s a good choice for a long-lasting tire that can be raced on the weekend and trained on all week too.
Weight: 230 grams
TPI: 120
Price: $50
Contact: Kenda Tires
 
MAXXIS CORMET
 
The Cormet takes the lightweight award. Coming in at 202 grams puts it 3 grams less than
the Continental GP 4000S and Michelin’s Pro3 Race’s 205- gram weight. Just as Kenda uses their pro teams for tire development, Maxxis works in conjunction with the UnitedHealthcare Professional team. The long-standing relationship between the two has helped develop Maxxis’ top-level clincher: the Cormet. A single rubber-compound tread with their nylon breaker, used for puncture resistance, are over the top of the ONE70 (170 TPI) casing—the highest TPI casing in their tire line. If you want a Cormet tire but can’t decide on width or color, Maxxis makes it an easy choice; the Cormet only comes in black and 23c.

RATINGS - MAXXIS
Comfort: 4
The Cormet seemed to dampen the ride, which was especially noticeable once we turned off the fresh pavement and hit rough, worn-down country roads.

Cornering: 4
The Cormet was designed with the needs of American racing in mind. Keeping traction at 25 mph in a 90-degree turn is just routine.

Durability: 3
The nylon breaker under the tread did well to ward off any debris trying to rob us of our air, but we did scuff the rubber off the sidewalls in a couple of places, which caused the casing to show through.

Rolling resistance: 3
Stopping the clock at 41.4 seconds puts the Cormet into third place, 5.26 percent off the Pro3 Race.

BOTTOM LINE - MAXXIS
The Cormet was the lightest, as well as the highest TPI, out of all the tires in the test, which factored into its comfortable ride. UnitedHealthcare Pro Cycling Team helped Maxxis design a well-gripping tire for just about any application.
Weight: 202 grams
TPI: 170
Price: $76
Contact: Maxxis Tires
 
CONTINENTAL GRAND PRIX 4000S
 
The 4000S causes some confusion in the Grand Prix 4000 line. The 4000S looks identical to the 4000 (except for color), but the differences are more than meets the eye. A combination of synthetic and natural rubbers make up the Black Chili compound of the 4000S, which is claimed to have 26 percent lower rolling resistance, 30 percent better traction and a 5 percent increase in tread life versus the Activated Silica compound used in the standard 4000 tire. The Black Chili rubber compound was developed by Continental’s motorcycle racing division—you know, the guys that go 150-plus mph on two wheels. The 4000S gets a Vectran layer under the tread for puncture resistance, as well as wear indicators in the tread so you know when to retire it. Available in 23c and 25c widths.

RATINGS - CONTINENTAL
Comfort: 3
The GP 4000S has a firm feel at the same pressure we ran with the other tires. It wasn’t a rough ride, but “solid” is the best description.

Cornering: 4
Although we couldn’t push the Black Chili compound as hard as the motorcycle guys do, we were impressed with the consistent feel of the single compound rubber.

Durability: 4
We spent over 600 miles on the GP 4000S in the month of May during a bike test, all without any flats or cuts. In the first 100 miles of the tire test, we flatted from a thorn—go figure. This is a tire that should easily last 2000-plus miles and is equally as good as a race or everyday tire.

Rolling resistance: 4
A time of 42.5 seconds nets the GP 4000S a second-place finish, 2.76 percent off the winner.

BOTTOM LINE - CONTINENTAL
The GP 4000S is one of the best all-around performers out there. The Black Chili compound is superior to its predecessor, with lower rolling resistance and better durability.
Weight: 205 grams
TPI: Continental uses three plies that are each 110 TPI
Price: $75

Paris - Roubaix 2013 - The other side of the race - "Hell" With translat...

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