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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CRUCE 04: "Dessa vez a prova não era minha"

Relato de Roger de Abreu Cardoso:

"Quando cheguei ao Chile Para correr pela terceira vez o Cruce de los andes, eu sabia que tinha uma missão diferente pela frente, e certamente a mais difícil para mim.

Dessa vez a prova não era minha.



O meu objetivo como já tinha relatado aos amigo mais próximos era fazer com que fosse possível a Leticia, que começou a correr há um ano e meio conseguisse correr os 100k de uma dificílima.

Fiz questão de chegar mais cedo em Puerto Varas que era a cidade sede para que houvesse tempo de aclimatar, mas isso só serviu para aumentar a tensão, por que o clima já se mostrava duro, temperaturas abaixo de 12 graus e chuva que insistia em cair o dia inteiro, só deixaram todos mais apreensivos com o que estava por vir.

No dia da largada, parecia que a chuva estava mais forte e que estava mais frio.

A margem do Lago Esmeralda onde ficava o pórtico de largada estava negra, não era possível enxergar nenhuma montanha quanto mais o grande OZORNO que era nosso destino. Após 40 minutos de espera foi dada a largada, todos largaram com tudo que tinham para se esquentar com a esperança de que quando começasse a correr fossem aquecendo, que engano, quando começamos a subir a encosta do vulcão o vento aumentava rapidamente e o frio fazia as mãos mesmo de luva doerem muito. Eu olhava para minha dupla e ela tinha uma certa expressão de pavor que ela não queria deixar transparecer.

Chegando na parte mais alta o vento de 50km/h junto com a chuva forte fazia a sensação térmica ficar por volta dos 7 graus negativos. E aí eu me dei conta de que o temido esforço pela subida nem tinha passado pela cabeça da Letícia. A concentração dela estava apenas em sobreviver aquilo.

Já passando aquela situação há umas duas horas avistamos um quadrícula e uma pick-up da organização. A Letícia falou para mim: "eu vou pedir para eles me levarem daqui, eu não estou aguentando" e eu respondi que prova de montanha não era assim, não adianta pedir para sair, tem que ir até o final sem desculpa. E completei dizendo que assim que virássemos o cume o clima melhoraria. Ela então começou a correr muito subindo com força que eu mesmo tive que me apressar para acompanhar.

Na descida da encosta a Letícia corria tanto que nós passamos mais de vinte duplas, tamanha a alegria dela de sair daquela situação.

Chegando ao posto de abastecimento encontramos Dudu e André, e a felicidade foi enorme, saímos dali combinado que correríamos o resto da prova juntos, mas na primeira subida cheia de lama o tênis da Letícia saiu do pé agarrado na lama e então nos separamos. Dali se seguiram 15 km d um lamaçal que muitas vezes chegava ao joelho e que diversas vezes fazia o esforço de dar um passo impossível. Em um momento duas pessoas tiveram que agarrar a Letícia para desatolar. Entramos em uma floresta fechada e de repente tudo parou, uma fila? Eu fui até a frente para saber o que acontecia, um barranco de lama com uma corda afunilava a passagem. Foram 2 horas parados ali, com muito frio, trocamos de roupa, pois havia levado camisas secas, a nossa roupa estava tão molhada que sem roupa estava até mais quente. Descemos o barranco e na subida do outro lado havia outro que as pessoas não conseguiam subir, ajudei algumas pessoas e fomos adiante. Chegando nos 10km finais o lamaçal ficou para trás e uma estracinha de terra batida tomou seu lugar podíamos finalmente correr, mas o esforço de superar os lamaçais já havia cobrado seu preço, o joelho que perturbou a Letícia após uma queda em janeiro, já estava estragado. A dor já não permitia que ela corresse, andamos forte até o acampamento, nesse momento mais tranquilo eu tive oportunidade de refletir sobre a prova. E percebi que uma prova de montanha sai de controle queira a organização ou não, por que quem manda na montanha é a natureza e ela é soberana. O competidor pode fazer apenas duas coisas se preparar o máximo possível e ser resignado e humilde para aceitar.

Chegamos finalmente ao acampamento depois de 10:30 de prova o joelho da Letícia nem dobrava mais, depois de esfriar, não dava para ela apoiar no chão.

A única opção era abandonar a prova. Apesar da tristes afica a certeza que ambos ano que vem estarão de volta para desfiar mais uma vez a natureza com a humildade de quem alcança a felicidade plena nas montanhas."

Parabéns Roger!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CRUCE 03: "Rumo aos vulcões invisíveis"

Relato de Carlos Cintra sobre sua participação no Cruce

"O El Cruce não é uma prova de corrida e sim uma prova de montanha. Não basta apenas estar bem fisicamente, temos que estar muito bem fisicamente, alguns anos de volume de corrida e uma parte mental igual a de lutador de boxe, tem que aguentar muita pancada para poder sobreviver. Alias sobrevivência na minha visão foi o tema deste Cruce, em momentos que o corpo pede pra parar a cabeça começa a fraquejar a única solução é correr, correr pra o corpo produzir mais calor, para nos esquentar, para poder passar mais rapido por aquele momento difícil.




O conhecimento de detalhes da etapa também são importantes, como saber a altitude máxima que passaríamos pelo 1 dia, fez com que tivesse noção de quanto sofrimento precisaria para passar por aqueles momentos de angústia que parecia nunca terminar, quando cheguei a 990m de altitude sabendo que o máximo seria de 1131m acelerei o passo, pois foi a única forma de comunicação possível já que a boca estava congelada e simplesmente não articulava direito, dedos, mãos e rosto na mesma situação, depois começamos a descer e tudo melhorou. Este dia acabou com 15 km de lama, e depois da chegada quando o corpo para o frio vem com força de novo. Esqueci-me de comentar, no alto dos 1131m passávamos pelo colo do vulcão Osorno, mas estava muito nublado e mal víamos a trilha a frente.

Na montanha temos que estar preparados pra tudo, mesmo que a organização da prova mude ou diminua o trajeto, ou apareça um solzinho pra animar, vi muita gente jogando agua fora, ou acelerando com força nos primeiros kms do 2 dia porque ouviu falar que a etapa seria de 22k e não de 31 como programado, esqueceram que em montanha não existe plano ou se sobe ou se desce. De novo esqueci-me de comentar passamos por outro vulcão este chamado de Pontiagudo, porém devido a neblina não vimos nada...


Sei que não é fácil uma montar uma estrutura para uma prova desta magnitude, mas não ter agua nem comida na chegada de uma etapa e depois com transporte de 3 horas num ônibus foi cruel, chegamos no acampamento quase 11h da noite, de novo chuva e frio. Outra coisa valeria um post só pra falarmos do acampamento devido as particularidades do tema.

No ultimo dia começou duro com chuva e frio durante toda a noite e na largada, subimos uma pista de ski chamada Antillaca e disseram que tinha um vulcão chamado Casablanca atrás de nós onde deveríamos passar se tivesse bom tempo, mas também não vi, alias neste dia a neblina impedia a visão além de 5/10m a frente. No alto da pista quem fez solo disse que tinha uma cratera, a organização chama aquela passagem de El Crater, também não via nada. A descida é alucinante parecendo como uma duna gigante de areia grossa e pedrinhas pretas (vulcânicas), que dava pra descer com velocidade, alias esta velocidade nos empolgou e entramos na floresta onde tinham single-tracks estreitos por toda a descida acelerando sempre e pedindo “permiso” pros Hermanos. Lembrei muito dos treinos do Walter em correr com joelhos levantados foram fundamentais neste dia com charcos e lama. Acabou o dia com 20km e sensação de quero mais.


Apesar da chuva, frio, neblina, roupa molhadas, fedidas, muito perrengue entre outras coisa chatas, nada me tirou o humor e aproveitei cada momento da prova. A escolha do parceiro no caso de duplas também é um ponto importante, pois ajuda muito nestas horas de aporrinhação, saber que não é só você que esta sofrendo, pois numa prova de 100km em 3 dias o sofrimento faz parte, ter uma cabeça boa e poder compartilhar com amigos melhora tudo. Valeu Xande Primo."

Parabéns Cintra!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CRUCE 02: "Direto na prova"

Relato de José Luiz de Oliveira sobre sua participação no Cruce:


"Todos os relatos do que antecedeu a prova seriam inúteis visto que a zona que fizemos no credenciamento e os almoços e jantares regados à muita risada são os mesmos em qualquer prova que fazemos junto com a família WT, portanto, meu relato começa direto na prova.

DIA 1
O dia da largada começou bem cedo já que os ônibus estariam alinhados pra embarque para a área de largada as 6:00. Depois de pular da cama, trocar de roupa, café da manhã e etc, partimos rumo à fila de ônibus com a roupa de prova com a rua totalmente escura e chuvosa, onde uma multidão de atletas agasalhados caminhava pela manhã fria.

Depois de pouco mais de uma hora num trajeto cheio de neblina, chegamos enfim à área de largada, um lugar muito bonito a beira do lago de Todos los Santos. Devidamente posicionados no funil de largada e lá se vão os atletas de elite, entre eles os irmãos André e Filipe Meireles, e o frio na barriga só ia aumentando.

Chegou a nossa vez e partimos, o frio na barriga já tinha ficado pra trás e minha dupla alternava entre correr e filmar a galera com a paisagem de fundo,onde por enquanto todos sorriam bastante, como se ignorassem o que vinha pela frente.

Quase 4km no plano e já entramos num vale onde o vento não dava folga, com inclinação desafiadora e chuva entrando de frente, pra apimentar o início da prova. A subida seria de quase 10km com o Vulcão Osorno sempre a nossa esquerda (totalmente encoberto no dia), passado algum tempo começamos a perceber que o vento, a chuva e o frio começavava a travar muitas duplas, e conseguímos manter um misto de trote e marcha acelerada na subida, vencendo enfim a maior subida. Um downhill técnico seguido de uma descida leve seguia até o km 20, e ditamos um ritmo bom pra tentar aquecer as pernas depois dos congelantes ventos a 1.250m de altitude.

Aí começava um trecho de subidas e descidas alternadas, sem mistério não fosse pela chuva que fez do barro um enorme lamaçal que atolava até o joelho, mas como não tinha jeito, soca a bota e segue chafurdando na lama e lavando os tênis nos rios que atravessamos, até que no fim de uma subidinha leve saímos da mata fechada e avistamos o camp 1. Mistura de adrenalina e felicidade pela proximidade da chegada, aceleramos o passo e imprimimos um ritmo bem forte, ainda com tempo suficiente de ultrapassar uma dupla argentina que comemorava faltando 1km.

Comemora, pega uma garrafa d'água e acabou a moleza, partiu organizar tudo porque no dia seguinte a batalha continua. Secar o equipamento na churrasqueira, se limpar e trocar de roupa pra almoçar e comemorar a chegada dos amigos!


DIA 2
A noite no camp foi tranquila, os 39km do primeiro dia que viraram 41 trataram de cansar e galera e fazer todo mundo dormir cedo.

Na manhã do dia 2, chuva fina e frio novamente, partimos pro café da manhã e entregamos as bolsas pra serem levadas pro camp 2 e ai veio a hora de vestir o uniforme molhado do dia anterior e descobrir que infelizmente a Leticia sentiu o joelho e teve que abandonar, assim como a Maria Cecilia passou muito mal com hipotermia a noite e foi forçada a desistir da prova.

Mais uma horinha de ônibus e lá fomos nós pra largada do dia 2, mas logo na descida do ônibus a organização avisava que por conta das más condições climáticas não poderíamos subir a montanha, e começou um período confuso onde ninguém sabia ao certo qual seria o trajeto ou a quilometragem. Depois da confusão, o diretor de prova deu o recado que seriam 23km num percurso de ida e volta quase todo plano. Diversos atletas, inclusive nós dois, esvaziavam um pouco o camelback para aliviar o peso já que seriam somente 23km, doce ilusão.

Com a suposta redução do percurso, largamos forte tentando imprimir um bom ritmo e evitar as filas formadas em caso de single track, e já de saída descobrimos que o "quase todo plano" do diretor de prova era subidas e descidas bem acentuadas porém curtas. Passados 20 minutos de prova o vento começou a mudar, e as nuvens de chuva se vão deixando um sol bem forte que castigaria até o final da prova, e com a chegada do km 12 sem nenhuma indicação de retorno começamos a nos preocupar com água e com a real quilometragem do percurso. Por volta do km 15 durante uma descida, lá vinham os atletas da elite subindo forte, o que confirmava a suspeita de que seriam mais do que os 23km anunciados.

O percurso era muito bonito e seguia pela margem de um lago, com a travessia de diversos riachos e um rio grande todos provenientes do degelo das montanhas, e num desses conseguímos abastecer o camelback e voltar pra prova. Num enorme descampado encontramos com a Val e o Thunder que gentilmente me deram um dorflex pra que eu aliviasse a dor que estava me incomodando na perna, e lá seguimos nós 4 em um downhill muito bom por um pasto que nos levaria novamente até a playa.

Mantivemos o ritmo constante e infelizmente no km 25 o Cadu começou a apresentar sintomas de enjoo e desidratação, e as cápsulas de sal que poderiam ajudar haviam caído em algum momento da prova, mas não estavam mais onde deveriam. Entendendo que não daria pra manter o ritmo forte, alternamos entre correr e andar (pra que ele aliviasse a ânsia de vômito) pelos 8km finais até que enfim fechamos a etapa com 34km aos trancos e barrancos.

O camp 2 ainda nos reservava mais surpresas, como uma viagem de 3 horas de ônibus morro acima, sofrida e bem difícil pra quem estava com dores musculares, e mais ainda pra quem estava passando mal. Chegando lá tivemos que usar bem o conceito de dupla, Cadu foi pra tenda médica e eu parti com as malas pra barraca pra tentar adiantar alguma coisa pra podermos jantar e descansar pro terceiro dia, e dentro das possibilidades, tudo funcionou razoavelmente bem e ele foi medicado e apagou.


DIA 3
Após uma noite de muita chuva e frio que castigou o camp 2, partimos pro café com o Cadu já inteiro e encontramos o Guilherme e a Pat, que nos avisaram que haviam abandonado a prova por conta de uma lesão no joelho dela. Tristeza por mais uma dupla de amigos sendo obrigada a abandonar mas estávamos focados e iríamos alinhar para o terceiro dia.

Em meio a um temporal e um frio que castigava, partimos com Dudu e Caula, Val e Thunder pra largada. Chegou a nossa vez e partimos tentando imprimir um ritmo bom no começo plano para nos distanciar da galera que havia largado na mesma onda que nós, para evitar mais uma vez as filas no single track, mas não tinha jeito, depois de poucos kms começava uma subida em single track onde era impossível ultrapassar e no final da primeira subida encontramos com o Dudu retornado com uma expressão de dor, ele nos avisou que o pé machucado e havia desistido da terceira etapa.

Chateados com a notícia seguimos viagem e logo depois o single track viraria um largo caminho de areia vulcânica com inclinações muito acentuadas que se estendia por doloridos 3km. Todos caminhando e nesse momento meu joelho que já vinha incomodando simplesmente travou, e a dor era muito forte, acabei me distanciando um pouco da minha dupla quando fui alcançado pela Val e Thunder novamente, que me ajudaram na subida até que chegasse no Cadu novamente. Chegamos ao cume do vulcão Cazablanca e um downill de quase 2km seguia-se, por onde manquei sem cerimônia até entrarmos numa mata fechada onde a inclinação era menos acentuada e pude voltar a trotar, mesmo com bastante dor.

O Cadu entendendo que não daria pra forçar já que eu tava com muita dor, deixou que eu ditasse o pace pra nossa corrida, e lá fomos nós, eu tentando correr o máximo que conseguia e o cadu seguindo o ritmo e me ajudando sempre que havia alguma descida mais íngreme.

Com bastante dor e levando muito mais tempo do que esperávamos, completamos o terceiro dia e assim vencemos o desafio do Cruce de los Andes.

Indescritível a experiência, o aprendizado e o auto conhecimento que levo na bagagem depois dessa prova, a montanha é soberana e impôs a nós uma condição muito severa de prova, mas como diz wt, quer passear vai pra Disney!

Os vulcões agora foram vencidos, que venham os próximos desafios."

Parabéns, José!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CRUCE 01: "Curtir ou sofrer, a escolha é sua"


Relato do Cadu Vigilia sobre sua participação no Cruce:

"Nesses 100km eu larguei na chuva, eu corri na areia, na pedra, na grama, no mato, subi 1 vulcão e depois outro.

Nesses 100km eu atravessei rio, ponte feita com 1 só tronco, pisei na lama, escorreguei, cai 1 vez, 2 vezes e não sei mais quantas. Mas me levantei em todas.

Eu passei frio, muito frio, eu fiquei sem sentir as pontas dos dedos e do nariz e vi cristais de gelo se formando nas minhas luvas.

Nesses 100km eu ultrapassei muita gente, fui ultrapassado por muita gente, dei passagem e pedi 'permiso'.

Eu fiz pace de 4:50 e também fiz pace de 17:00. Eu corri, andei, desci barranco de skibunda, peguei engarrafamento e parei para tirar fotos. Eu perdi uma gopro, eu achei a gopro. Eu perdi uma unha do pé e essa não achei mais.

Nesses 100km eu encontrei os amigos que treinaram comigo, dei força para eles e recebi o mesmo quando precisei.

Eu dormi mal, molhado e sem tomar banho. Eu vesti roupa gelada, molhada e fedida de manhã cedo. Eu perdi minhas cápsulas de sal no meio de uma etapa, passei mal, vomitei 1 vez, 2 vezes e 3 vezes. Eu tomei injeção para enjoo e vi os médicos tratando um atleta com hipotermia colocando bolsas de água quente em seu corpo.

Nesses 100km eu vi a tristeza de alguns em ter que abandonar e me lembrei do que senti 2 anos atrás quando tive que fazer o mesmo.

Eu vi os profissionais saltando pedras que nem gafanhoto, vi tiozinho se arrastando que nem lesma e amigos correndo na raça mesmo machucados. Eu vi cara de dor, vi cara de choro, vi cara de mau humor mas também vi sorrisos, aos montes.



Nesses 100km eu empurrei meu parceiro na reta, fui rebocado na subida, contei piada, xinguei, fiquei empolgado, deprimido, feliz ao ver o sol e o lugar incrível onde estava mas também fiquei de saco cheio em ver tanta chuva.

Nesses 100km eu fiz algumas amizades, fortaleci muitas, aprendi, ensinei, recebi dicas, dei dicas, me diverti e lembrei o tempo todo as palavras ditas antes da largada pelo diretor da prova: 'Curtir ou sofrer, a escolha é sua.'

Nesses 100km eu escolhi curtir."


Parabéns Cadu!




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Laranjas em ação

Neste fim de semana aconteceu o Rei e Rainha do Mar e tivemos a participação dos nossos laranjas em diversas provas.

Nas provas de natação, 25 atletas participaram, sendo a maioria na Challenge (4k).

Anna Amorim ficou feliz por não ter entrado em pânico, completando o 1k da Sprint em 00:27.

Classic (2k):
  • Pedro Cunha - 30:56, 19º no geral e 1º na categoria
  • Gilberto Marques - 36:00
  • Anna Vianna - 36:36, 2ª na categoria
  • Roger Cardoso - 41:01
  • Isabella Chame - 44:00
  • Isabela Arraes - 44:16
  • Rafael Godoy - 45:17
  • Michele Curvelo - 45:46
  • Pedro Pessoa - 46:33

Challenge (4k):
  • Marcello Caldas - 54:56, 4º na categoria
  • Ana Boccanera - 58:12, 1ª na categoria
  • Gustavo Costa - 01:05:18
  • Bueno - 01:11:27
  • Rodrigo Aquino - 01:13:45 no oficial
  • Rodrigo Duque - 01:13:56
  • Jefferson de Decco - 01:17 no oficial, mas seu relógio marcou 01:12
  • Marcus Vinicius Martins - 01:22:14
  • Roberto Mendes - 01:24:38
  • Flávio Millman - 01:24:51
  • Maria Teresa - 01:30
  • Pedro Roncisvalle - 01:32:09
  • Renato Cohen - 01:32:49
  • Eduardo Monteiro - 01:33
Guilherme Behrens e Roger Cardoso também participaram.


Na Beach Run (5k), Monica Bernardes foi a 2ª na categoria com o tempo de 30:23 e Fabio Carvalho fez em 29:45.

No Beach Biathlon (1k/2k), Sabrine Tosta, segundo suas próprias palavras: 

"Perdi um pouco do medo de nadar no mar e pra quem começou a nadar há menos de 2 meses e há 1 mês estava quase se afogando no mar, tá bom né?"

- Claro que sim Sabrine!

Enquanto o pessoal nadou e correu pela Praia de Copacabana, o Professor Eduardo Gomez levou os laranjas que estão se preparando para o Cruce de Los Andes 2014 a percorrer 23k de trail run por trilhas não técnicas, mas com uma boa ascensão acumulada pelo Caminho do Imperador em Petrópolis.



Estiveram presentes:

  • Zé Luiz
  • Carlos Vigilia
  • Rafael Brasilia
  • Fernanda
  • Otavio Calvet
  • Cristiano Beber
  • Carlos Cintra
  • Patricia Cintra
  • Patricia Barbula
  • Guilherme Beherns
  • Marcos Lindberg
  • Valeska Veloso
  • Alexander Ourvaney
  • André Caula
  • Roger Cardoso
  • Leticia Drusedau
  • e o nosso Prof. Eduardo Gomez




Parabéns a todos por seus resultados e dedicação!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Laranjas em ação

Bom, este fim de semana foi repleto. Tivemos a participação dos laranjas em provas no Paraná, em Campos do Jordão, Búzios, Niterói e no Rio de Janeiro.

Lívia Trivizol participou da 2ª Etapa da Night Run 10k obtendo o 2º lugar na sua faixa etária e 30ª posição no geral completando a prova em 01:16:48.

Em Búzios, Wislann foi para 42k solo. Iniciou a XC Run Búzios ao lado da Valeska Velloso e foi com ela até o km 30, encontrou o Marcos Thunder e juntos foram até o final, com Thunder completando a prova em 110º (20º na faixa etária) e  Wislann em 111º (26º na faixa etária) no geral, com 05:39:06 e 05:39:08 respectivamente.

Já a Val, apertou o passo chegando em 6º lugar no geral e em 1º na sua faixa etária com o tempo de 05:25:50.

Outra que optou pelo vôo solo dos 42k, Letícia Drusedau completou a prova em 07:09:21, obtendo a 27ª colocação no geral e o 2º lugar na faixa etária.

Não acabou por aí… Tivemos a participação em duplas e quarteto. A começar com Henrique Villela que percorreu sua perna do percurso em 01:56:36 e junto com seu parceiro Rafael completaram em 03:45:45 na 4ª posição geral nas duplas masculinas.


O Fabrizio Rubinstein junto com o Eduardo Fontes completaram a distância em 04:12:58, chegando em 11º lugar. Theo Battaglia completou o percurso com a sua dupla em 04:25:34 obtendo a 16ª colocação.



Maria Clara Daniel e Pedro Lorenzo Roncisvalle chegaram em 35º no geral nas duplas mistas com o tempo de 05:16:14, enquanto Maria Cecília Erthal e Marcus Vinicius obtiveram a 50º posição com 05:29:37. Pedro Scripilliti e Adriana Dex chegaram na 14ª posição geral em 04:50:48.

 

Melina Guedes (01:12:43), Raquel Loja (01:18:21), Lívia Quintela (01:28:32) e Michele Lube (01:33:49) completaram a prova em 05:33:25, obtendo a 12º lugar geral em 43 quartetos femininos. Janaina Mendonça (01:23:16), Luíza Fontes (01:26:31), Lucilia Gouvea Vieira (01:24:56) e Paula Villela (01:45:56) chegaram na 20ª colocação.


Marco Capitão (01:02:03), Maria Clara Junqueira (01:18:22), Maria Vasconcellos Rocha (01:19:46) e Fernando Junqueira (01:15:40) completaram a prova em 04:55:51 na 13ª posição.



Enquanto rolava isto tudo, Ricardo Ferreira estava em Tijucas do Sul, no Paraná participando da Trail Run dos Ambrósios. Fechou a prova na 17ª posição geral, 4º na faixa etária com o tempo de 01:29:50.

Na Copa VO2 2013, em Campos dos Jordão,  Antonio Marcelo , "Portuga " com 2:01 , Toti Cunha, que terminou a prova em 2º na sua faixa etária e 60º no geral com o tempo de 02:06. Eduardo Zayen fez em 02:22, Miguel Machado em 02:15 e  Mauro Costa em 02:41 fizeram bonito. E como de praxe  Eduardo Facó , foi destaque em sua categoria.


De volta ao estado do Rio de Janeiro, Laura Marques correu a Meia-Maratona Embratel na categoria dupla, fazendo 10k em 01 hora cravado.

No Rio Triathlon, Pedro Pessoa completou a prova em 01:23:08 e chegando na 203º geral e 45º na faixa etária. Marcello Netto fez em 01:06:19, sendo o 27º no geral e 5º na categoria. Cristiano Moreira foi o 77º no geral e 15º na faixa etária com o tempo de 01:11:32. 

Marco André foi 57º no geral e 11º na faixa etária, chegando com 01:09:25. Roberto Mendes foi 182º no geral e 30º na faixa etária com 01:21:48. O Avi também fez a prova, foi 197º no geral e 27º na faixa etária com o tempo de 01:22:51.

A Joana Figueiredo foi a 30ª no geral e 5ª na faixa etária com o tempo de 01:34:54. Priscila Paiva fez a prova em 01:44:27 chegando em 4º na sua faixa etária. Micheli Sobis fez a prova em 01:32:25, sendo a 27ª no geral e a 1ª na sua faixa etária.

Cláudia Kligerman completou a XCO Copa das Favelas em 5º lugar. Já Wellington de Oliveira Silva chegou em 29º no geral.

Parabéns a todos!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Laranjas em ação

Neste fim de semana um grande contingente de laranjas correram a Rio Up Run.

A mulherada mandou bem mais uma vez. Michele Curvelo chegou em 29º posição no geral e em 2º na categoria com o tempo de 50:14. Mesmo tempo da Maria Clara que chegou em 30º no geral e em 6º na sua faixa etária.
Melina Guedes Cavalcanti foi a 32ª no geral e 7ª na faixa etária fechando com 50:51. Já a Raquel Loja foi a 41ª no geral e 9ª na faixa etária completando o percurso em 52:48. Tempo esse que também foi feito pela Lucilia Gouvea Vieira chegando em 43º no geral e 5º na sua faixa etária. 

Theo Battaglia, Marco Capitão e Pedro Pessoa, também correram a prova. Theo chegou em 44º no geral e em 13º na sua faixa etária com o tempo de 38:18. Já o Capitão completou a prova em 46:10, enquanto o Pedro a completou em 149ª no geral, 19º na faixa etária com o tempo de 46:36. 


Lá fora, Diana Cabral tentou fazer um sub4, mas lá no km 35, suas pernas tomaram conta do ritmo e ela fechou a Maratona de Nova Iorque em 4:07, feliz com a prova que fez.

Além de todos os laranjas já citados, Priscila Paiva, participou, no domingo, da Ubatuba Trail Run 15k.

A prova começou na Praia de Ubatumirim, atravessou vária trilhas que dão acesso a outras praias menores e terminou no Promirim. Teve subidas técnicas, descidas tranqüilas e a travessias de dois rios, num deles a nado com tênis e mochila nas costas.

O tempo que ela fez, não importa… Segundo a própria Priscila "o dia estava especial com um lindo céu azul e o mar tranqüilo com águas cristalinas… O importante é que me diverti muito e curti cada minuto deste dia" e para nós é isso que importa.

Parabéns a todos os nossos alunos pelos resultados obtidos.