quinta-feira, 21 de março de 2013

Thomaz Magalhaes, atleta WT no Vale encantado empurrando sua SPZ SL4 S works

Como calcular a inclinacao de uma montanha

No inicio da temporada de ciclismo e consequente etapas de montanha, começam a surgir comentários sobre como se calcular a inclinação de uma montanha e como se categorizam as montanhas

Amanha estaremos postando a classificação das montanhas, mas, o assunto abordado hoje é de como se calcular a inclinação de uma subida, mesmo sabendo que a maioria dos aparelhos de GPS os fazem automaticamente , segue o cálculo.

O cálculo é simples , ja que parte de uma relação trigometrica (desenho abaixo) chamada de seno. O Seno de um angulo é o divisão entre o cateto oposto e a hipotenusa ( cateto oposto ao angulo reto) . Levando isso para o ciclismo e a prática, nada mais é que a divisão entre a altimetria da montanha pelo comprimento da mesma. 


No Le etape do Tour deste ano, a última montanha tem 10.700m  de comprimento em 910m de desnível, , sendo assim 910/ 10700 = 0,85 .Como a inclinação é expressa em percentagem , multipica-se por 100, resultando em 8,5% de media 

Outra forma de se calcular é considerando a distancia da montanha como 100% do valor percorrido . O desnivel da montanha terá um percentual da distancia total, assim , aplica-se uma regra de tres imples. 

distancia 10700m  ---> 100/%
desnivel 910m ---------> x

x = 910 x 100 / 10700 = 8,5% 

bons cáculos e bons treinos

quarta-feira, 20 de março de 2013

BIG BIKER ITANHANDU

 
por Diego Gomes
 
ainda tivemos nessa prova : Regina Luz,  Gabriel Paiva, Letacio, Claudia Kligerman, Gabriel Kligerman, Lucca Borges ( na foto no podium)  e Fabio Spina
 
A equipe WT saiu do Rio no sábado em três comboios separados. Dudu e Leandro Caram foram mais cedo e Luis, Diego Gomes e Gabo logo depois do almoço. A estrada estava tranquila e aproveitamos o tempo para repassar o trajeto da prova, discutir estratégias e lembrar algumas histórias do ano anterior.
Chegamos a Itanhandú  às 19hs e resolvemos pegar logo o kit de competição, encontramos  Dudu fazendo os últimos acertos na bike. Deixamos o Dudu por lá e partimos para o rango. Tradicionalmente nessa etapa do Big Biker, é montada uma barraca na praça central aonde um grupo de senhoras prepara uma massa com algumas opções de molhos, visando arrecadar recursos para o Lar dos Idosos. A Igreja da cidade fica anunciando a macarronada e todos os atletas costumam se alimentar lá. O prato é bem servido e o preço super justo: R$ 15.
Devidamente alimentados, voltamos para pegar o kit. A fila da categoria PRO estava muito maior do que da Sport, apesar de a PRO ter 1/3 dos inscritos na Sport. Com o kit em mãos, só faltava agora despedir do Dudu que continuava ajustando sua bike, encontrar o Leandro Caram que tinha acabado de comer também e partir para a pousada.
Partimos para a Pousada Pedra da Mina em Passa Quatro 11 km de Itanhandú. Uma bela pedida para ficar com conforto e próximo da Prova. Um lugar seguro, amplo e agradável e com boa receptividade, deixou a gente com tranquilidade para os preparativos.
Chegamos na pousada e partimos para  o ajuste das bikes. Este foi fundamental para não precisar ficar na correria no domingo antes da prova. No MTB é fundamental você ter uma mínima autonomia mecânica, já que existem muitos detalhes importantes para serem cuidados. Checklist foi completo, com calibragem de pneus e suspensões, lubrificação de corrente e câmbios, verificação das pinças de freios, ajuste fino das marchas, posição do canote e selim, além da famosa colinha da altimetria da prova devidamente grudada no quadro. ;-).  Depois de uma boa noite de sono restou apenas acordar, tomar um bom café da manhã e partir para Itanhandú.
Partimos às 7h10, o trajeto é rápido, 15 minutos da Pousada até a rua paralela a rua da largada. Estacionamos o carro próximo ao colégio, retiramos as bikes do carro, repassamos os ajustes, alimentação, ferramentas e partimos para alinhar na linha de largada.
Nas etapas do Big Biker é muito importante se alinhar bem cedo, devido a grande quantidade de participantes, nesta etapa da PRO 257 competidores. Se você larga bem a chance de chegar bem é grande, pois você “anda” com os competidores com o mesmo pace que o seu.
Largada às 8h30, ao som do hino do Big Biker a galera sai enlouquecida já disputando posição mesmo com a largada neutralizada. Esta etapa é a prova mais rápida do circuito, são 94 km com média de velocidade alta para uma prova de MTB, normalmente entorno de 20 km/h.
A prova se configura em estradões de terra com cadência alta e troca de marchas rápidas em função dos pequenos “sobe e desce”. No trajeto da categoria PRO tinham duas montanhas, a primeira com +/- 4 km após o KM 25 e a segunda, a chamada serra Palmital no KM 65, com +/- 8km bem íngremes. Esta última o divisor de águas da prova, os competidores com pace acima de 20km/h quebram o ritmo para vencê-la.
Após a serra o trajeto volta para os estradões “baladeiros”, cadência alta e “sobe e desce” até a linha de chegada.A organização do circuito Big Biker é espetacular. Postos de hidratação bem localizados e ao final da serra um posto GU com isotônico à vontade.
Para os competidores que fecharam a prova em mais de 4h30 ainda teve uma apimentada final, chuva. A serra foi o divisor da chuva. Os competidores que passaram na serra antes da chuva conseguiram fechar a prova “limpos” e sem o desgaste natural da lama do MTB, já os que passaram na serra com a chuva “caindo”, não é Gabo ;), foram premiados com muita lama e um trajeto final recheado de emoções!
Ao final, todos chegaram bem e, apesar das dores e desconfortos naturais de uma prova de MTB com pace alto, com o sorriso estampado no rosto devido a felicidade e a realização de estar em nossos habitat natural, a lama!
 A equipe WTMTB agradece ao Wéio treinador Walter Tuche, ao mestre da MTB, Dudu e aos companheiros de treino diários. Sem esquecer, lógico, da família que fica em casa apreensiva aguardando boas notícias.


BIG BIKER 2103
 
Leandro Karam, Diego Gomes, Gabriel Tavares
 e Luiz Magon na foto
 
 
HENRIQUE WERNECK - CAPE EPIC 2013
 
 

sexta-feira, 15 de março de 2013

MOUNTAIN BIKE




Semana passada começou a temporada de Mountain BIke, na cidade de São Pedro da Serra, com a prova Montanha Cup.
Infelizmente não pude participar, mas os que foram elogiaram muito, a organização e o percurso. Parabéns ao nosso amigo Orlando Mielle, organizador do Montanha Cup, e da famosa Escalada Serramar.

Esse fim de semana, teremos a abertura da famosa copa "BIGBIKER", com a primeira etapa na cidade mineira de Itanhandu.
Teremos vários "Laranjinhas" participando na prova Sport(64km/1043 asc.) e na prova Pró(94km/2063 asc.).
Estou um pouco ansioso, pois ainda não me recuperei direito do El Cruce Columbia, e também estou estreando com aro 29. Treinei pouco com a bike, mas percebí que é nitida a vantagem de se usar "rodas maiores". Ainda não acertei o ritmo, pois estou acostumado à uma cadência alta, e percebo que nessa bike pode ser vantajoso, pesar um pouco a marcha e diminuir o RPM. Vou testar(já tenho desculpa para dár uma de pangaré kkk).
Apesar de tudo, vamos nos divertir e curtir a natureza, entre amigos. 
Vamos com tudo.

Ps.: Começa também esse fim de semana, uma das maiores provas de Mountain Bike, o Cape Epic, oito etapas (698 km's/15650 asc.) Com a participação de nossos bravos Claudio Kligerman, Henrique Werneck e David Klabin. Boa Sorte.
2013 Absa Cape Epic Fact File Like, follow, share: http://www.cape-epic.com http://www.facebook.com/capeepic http://www.twitter.com/absacapeepic



SABADO

 
·        IRON 2013  - já enviado no email

·        70.3  de ocean side  - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km

·        70.3  de brasilia - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km

·        Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no plano

·        Treino com a Prof Rita no Alpha ( mapa abaixo) para iniciantes e as Meninas superpoderosas

         das 7:15 da manha as 9hs
 

·       Le Etape 2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -

130km magé

na barra 30km + alto / cx d agua / heliponto / ceat / d marta / paineiras / vale

na padaria sec XX: vista / mesa / vale / paineiras / cx d agua / heliponto / ceat / d marta / paineiras / mesa

 

ATLETAS QUE FOREM COMPETIR A PROVA DE CICLISMO DOMINGO  DESCANSO

 

saídas:

6:30 no forza da rio magé

6:45 na loja renato estrella

7:30 padaria sec XX

 

DOMINGO

 

aquario das 7 da manha as 7:10 - POSTO 6 COPA

 

Ciclismo: 8:00 no posto 6 em copa

quinta-feira, 14 de março de 2013

Violencia se combate com EDUCAÇÃO


Ha cerca de 10 dias atras um aluno nosso tomou 2 socos por tras pedalando na Av das
 
Americas no Rio de Janeiro. Anotou a placa do carro, localizou o infrator e comentou isto
 
comigo. A 1a reacao de todos é de revanche e vingança por tal covardia , mas
 
prontamente, telefonei para a empresa (o veiculo estava em nome de pessoa juridica) e
 
localizamos o dono. Havia sido o filho dele com dois colegas. Marcado um encontro no
 
sabado a tarde, 2 PAIS , levaram seus filhos e os garotos ( os tres de 20 anos) e passamos
 
uma boa licao nos mesmos de civilidade e educação. Pai nao é quem passa a mao na
 
cabeça, e sim quem expoem seus filhos a serem responsaveis por suas inconsenquencias e
 
Violencia é combatoda com inteligencia e aulas de Educação.
 
 

sexta-feira, 8 de março de 2013


 
 
 
 
 
SABADO

 
·        IRON 2013  - já enviado no email

·        70.3  de ocean side  - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km

·        70.3  de brasilia - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km

·        Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no plano

·        Meninas superpoderosas e Bonde do 32 a 34 km/h

·        Prof Germano na Barra - pelote 35 a 38km/h

·       Le Etape 2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -

4hs  de montanha direto / 120km magé / na barra 30km + alto / cx d agua / heliponto / vale

 

ATLETAS QUE FOREM COMPETIR A PROVA DE CICLISMO DOMINGO - DESCANSO

 

saídas:

6:30 no forza da rio magé

6:45 na loja renato estrella

7:30 padaria sec XX

 

DOMINGO

 

aquario das 7 da manha as 7:40 - POSTO 6 COPA

 

Corrida 8:00 - POSTO 6 COPA

maratona paris - planilha

meias ate julho - 14km

demais corredores  10km

maratona do rio - 16km

 

Ciclismo: 8:00 no posto 6 em copa

sumare - estrada para o cristo - mirante dona marta ( somente passar) - paineiras - estrada para a mesa - prefeito - guarita asa delta - desce canoas e sobe de volta ate a mesa.

terça-feira, 5 de março de 2013

Diario de uma Bicicleta

Caro motorista, vimos atualmente um numero crescente e carros, onibus, vans e um transito sem igual. Toda a cidade busca alternativas tentando minimizar o caos urbano com um numero maior de ciclovias, transporte urbano mais eficiente, rodizio de carros, pedagios em entradas de cidades grandes, reducao do numero de vagas para carros e um sem numero de alternativas que ajudem a solucionar este problema.

Antes de sermos ecologicamente corretas minimizando os poluentes, antes de ocuparmos um espaço menor nas vias , somos acima de tudo o primeiro objeto de desejo de qualquer criança, e isto é um fenômeno mundial, que desde cedo brilha nos olhos o desejo por nos ter. Em alguns países nosso uso no esporte, nos faz ser o esporte numero um de algumas nações.

Adultos, idosos, atletas, crianças, gordos, altos, magros e ate no circo nos usam e servimos das mais variadas formas aos nossos donos, como meio de transporte, lazer , profissão e esporte.

Somos utilizadas em diferentes horarios e desde cedo vemos em estradas e vias publicas trabalhadores nos usando , atletas treinando e crianças no vai e vem para as escolas.

Possibilitamos aos nossos dono, que nos usam como meio de transporte, uma economia de gastos em condução e diminuímos inclusive a quantidade de pessoas dentro dos serviços públicos e acima de tudo diretamente, geramos Saude.

Ao nos ver transitar na rua , divida o espaço conosco, e voce nem precisa saber que existe uma lei para isso, não atrapalhamos o transito, ajudamos.

Somos "pilotadas" por médicos, advogados, engenheiros, estudantes, psicologos, porteiros, motoristas e as mais diferentes profissões mas que no momento mágico de estar no guiando nos torna iguais.

Em cima de nós, há um Ser Humano que podera sofrer probelams fisicos caso não sejamos respeitados, pais de familia e pessoas que no seu dia a dia fazem parte de uma sociedade que pode estar lhe prestando um serviço.

Motorista , olhe -me e meu dono com o devido respeito, pois realmente, somos mais frágeis e estamos mais expostos e tenha absoluta certeza que um dia um ente de sua familia podera estar ali ou ate mesmo voce.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Fatos e Fotos


Nós vamos invadir sua praia!, por Gustavo Nogueira
Depois de uma participação satisfatória no Tristar 111 em 2012, comecei a pensar sobre qual seria minha próxima meta. Como a única certeza que tinha era a vontade de fazer em 2013 uma prova com a distância de meio ironman, comecei a pensar na possibilidade de encarar novamente um olímpico, que funcionaria como um degrau para chegar ao objetivo principal. O problema é que pensar na distância olímpica imediatamente me fez lembrar de um trauma: minha única prova nessa distância, feita em 2010, foi um desastre total!
Na época, com alguns poucos shorts completados e treinando para fazer o Long Distance de Pirassununga, acabei menosprezando a prova. Tracei uma meta de tempo ousada demais e ignorei o fato de ser a minha primeira vez em um olímpico. Também ignorei minha inexperiência como triatleta e minha péssima natação. Para piorar a situação, faltando poucos minutos para a largada meu óculos de natação arrebentou e tive que nadar com ele remendado. O resultado dessa combinação foi catastrófico e só terminei a prova porque tive apoio de uma grande amiga e dos professores e alunos da nossa assessoria. Tempo? 3h09min! Trauma total, que quase me levou a desistir do Long Distance que estava programado.
Bem, o tempo passou, fiquei afastado do triathlon em 2011 e em 2012 voltei a participar de algumas provas. Ganhei um pouco (pouquinho mesmo) de experiência e confiança e aprendi a me divertir mais com os treinos e provas. Então, como vários amigos triatletas daqui de BH estavam na pilha para fazer Santos, decidi embarcar no desafio.
O primeiro impacto do compromisso assumido foi passar as festas de fim de ano treinando e moderando nos comes e bebes. Foi difícil, mas descobri que é possível. Depois, foi preciso encarar um mês de janeiro cheio de compromissos sociais, com direito a visita da minha namorada e dos meus pais, festas de formaturas de grandes amigos, viagem com família e para fechar, o carnaval. Tive que me virar para conseguir conciliar os treinos com todos esses eventos e, fazendo um balanço do período, o resultado foi positivo, pois, apesar de não ter conseguido me dedicar aos treinos exatamente como eu queria, me sentia preparado para a prova.
Os dias se passaram e os preparativos se tornaram mais intensos, cada detalhe foi tratado com muito cuidado e atenção. Ainda assim, apesar de toda a dedicação, acabei esquecendo a roupa de borracha o que me rendeu preocupação para a viagem inteira! Viagem que, aliás, foi bastante atribulada... a queda da barreira na rodovia Imigrantes fez com que demorassemos mais de 15 horas no trajeto. Chegamos MUITO cansados em Santos e ainda tínhamos bastante coisa para fazer. Sorte que a galera do Triathlon BH é muito positiva e tornou muito mais fácil encarar as adversidades que surgiram.
Chegando em Santos, o esquecimento da roupa de borracha continuava martelando minha cabeça e como há algum tempo eu vinha pensando em comprar uma roupa sem manga, acabei optando pelo risco: comprar um equipamento e competir com ele sem nunca tê-lo utilizado. Normalmente sou contra esse tipo de decisão, mas como a ausência da roupa estava me perturbando, julguei que valeria a pena arriscar. E realmente não me arrependi.
No domingo, o sol deu as caras logo cedo e, ao contrário do dia anterior nublado e chuvoso, o tempo ameaçava esquentar e incomodar. Toda a programação foi seguida à risca: horário para acordar, café da manhã, check-in da bike, alimentação pré-prova, aquecimento na água e, enfim, hora da partida!
Apesar dos 1500m da natação, estava extremamente tranquilo na concentração para a largada e iniciei a prova sem afobação, preocupado apenas em nadar tranquilamente. No meio do percurso, uma pequena confusão com as bóias ainda ameaçou me perturbar, mas controlei o psicológico e saí da água com 30min... simplesmente inimaginável para mim! Rs
Fiz a transição com tranquilidade e comecei o pedal me sentindo extremamente bem. Como o primeiro gel estava programado para aproximadamente 40min de prova, tinha de tomá-lo logo no início do pedal. Nesse momento, quase deixei a ignorância estragar minha prova. Como estava me sentindo muito bem, pensei em não diminuir o ritmo para tomar gel e adiar a programação da alimentação. E aí a lembrança dos treinos fizeram a diferença: todas as vezes que havia tomado essa decisão, a alimentação ficava comprometida. Imediatamente reduzi o ritmo, tomei o gel, água e só depois soquei a bota!
Depois dessa decisão, o ciclismo percorreu sem maiores dificuldades. O restante da hidratação e alimentação foram seguidos à risca e no final do percurso, finalizado em 1h02min, continuava me sentindo muito bem. Entrei para a área de transição com a confiança lá em cima e quando saí para correr, ao ver o tempo de prova e estimar o meu tempo para concluí-la, quase não acreditei: terminaria a prova com menos de 2h30min.
O início da corrida foi tranquilo, mantendo o ritmo planejado com o Walter. O problema é que o sol não deixou barato e por volta do km 4 as pernas começaram a demonstrar cansaço. Um gel no km 5 ainda deu um gás extra, mas definitivamente não daria para buscar os 46min planejados. Segurei o ritmo, caminhei em alguns postos de hidratação, mantive o foco e fechei a corrida em 48'25”, encerrando a prova em 2:27'09”. Uau, totalmente inesperado! No meu melhor plano, imaginava concluir o desafio em 2h35min... baixar essa meta em 8min foi MUITO motivador!
No balanço geral dessa experiência, só constam pontos positivos, pois a viagem foi divertidíssima, a prova foi sensacional e o aprendizado para os próximos desafios foi imenso. E para finalizar, não poderia deixar de registrar o já batido agradecimento a todos que convivem comigo, que torcem, motivam e sempre me apoiam nessa brincadeira. Pai, mãe, Lu, Mari, MUITO obrigado! E Walter, é muito bom terminar a prova e perceber que você sabe e sua equipe sabem muito o que fazem! Parabéns e obrigado

sexta-feira, 1 de março de 2013


SABADO

 

·        IRON 2013  - já enviado no email

·        70.3  de ocean side  - barra 60kms + 10km de corrida no plano

·        70.3  de brasilia - barra 60kms + 10km de corrida no plano

·        Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no plano

·        Meninas superpoderosas e Bonde do 33 a 36 km/h - e Porfa Rita no Alpha ( email enviado hoje pela manha)

·       Le Etape 2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -

4hs  de montanha direto / 120km magé / na barra ate o lado de la da grota e volta , via vargem grande , vargem pequena e alto como opção

 

·       saídas:

6:30 no forza da rio magé

6:45 na loja renato estrella

7:30 padaria sec XX

 

MTB com o Professor Eduardo, postado no FB e enviado no email para os Alunos sem o mesmo

 

DOMINGO

 

Em função do rei e rainha do mar não havera aquario > Caso a prova seja cancelada em função do mar , o aquário irá acontecer no local e horario de sempre, mas olhe site amanha após as 19hs para saver se houve alguma alteracao.

 

Ciclismo: 7:30 no relogio do leblon :

o percurso sera postado no FB , no grupo , ou enviado no email para os atletas sem FB

 

Corrida

Maratona Paris : 24kms

Meias maratonas ate 30/6 : 14kms

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CICLISMO DIA 10 DE MARÇO

No dia 10 de março havera a 1a prova do ano da Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro. www.fecierj.com.br.
 
Varios atletas estao inscritos, ja fretamos um onibus e teremos um carro de apoio na prova
 
Uma prova bem dura, mas num local muito bom de se pedalr subindo a serra de Lídice e chegando em Rio Claro.
 
VAMOS PARTICIPAR

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

LESOES AGUDAS EM CICLISTAS


Lesões Agudas em Ciclistas

Thiago Ayala Melo Di Alencar1,2

Karinna F. de Sousa Matias1

Bruno do Couto Aguiar3

1Fisioterapeuta da Clínica Fisio Vitale e do Studio Bike Fit

2Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica

3Residente da Unidade de Traumatologia e Ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal

 artigo original e referencias bibliograficas em:
Texto publicado sob autorização do :
Equipe tudio Bike Fit® ; +55 62 39320333 ; Goiânia - GO - Brasil
Resumo: O crescente aumento do número de ciclistas associado à negligência ao uso dos equipamentos de segurança e do risco de queda tem favorecido o aumento da ocorrência de acidentes relacionados à prática do esporte. O objetivo desta revisão integrativa foi realizar o levantamento das principais lesões agudas que ocorrem em ciclistas. Foram revisados oitenta e um textos, entre artigos e livros selecionados segundo o critério de inclusão: (1) estudos que abordaram lesões agudas, acometendo estruturas musculoesquelética e/ou vascular em ciclistas; (2) publicados de janeiro de 1955 a julho de 2012; (3) escritos no idioma português e inglês. Os resultados encontrados revelaram que o uso de capacete é eficiente para proteger o ciclista contra lesões na cabeça, porém os modelos sem proteção facial deixam o ciclista exposto às fraturas de face, principalmente terço médio e inferior. Outros dados mostraram que para evitar escoriações, lacerações, contusões, fraturas e luxações, os ciclistas precisam usar os equipamentos de segurança devidos, como capacete, óculos e luvas de ciclismo, ser cauteloso em terrenos irregulares e desconhecidos e não abusar da habilidade conquistada. A maioria das lesões necessita de atendimento médico e a fisioterapia traumato-ortopédica apresenta função importante na reabilitação cinético-funcional para retorno ao esporte.

Palavras-chave: ciclismo, acidente, lesão.

INTRODUÇÃO

O ciclismo é uma atividade esportiva de muito baixo impacto cuja facilidade em adquirir condicionamento cardiovascular tem motivado, mais do que qualquer outro esporte, as pessoas a começarem a pedalar. Paralelo ao aumento na popularidade do ciclismo tem-se observado uma incidência crescente dos traumas relacionados à sua prática1-3, especialmente, em ciclistas que  negligenciam o uso de equipamento de segurança e os riscos de queda.

O objetivo desta revisão foi identificar as principais lesões agudas em ciclistas e discutir os hábitos que podem contribuir com a redução de suas ocorrências. Desta forma, este artigo pode favorecer a compreensão do mecanismo de trauma e cuidados iniciais pela equipe e profissionais que prestam primeiros socorros em eventos ciclísticos.

 MÉTODOS

A pesquisa foi realizada em periódicos indexados nos bancos de dados PubMed e ScienceDirect, mediante os descritores ciclismo, acidente, lesão e os correspondentes em inglês cycling, accident, injury. Foram revisados oitenta e um textos, entre artigos e livros selecionados segundo o critério de inclusão: (1) estudos que abordaram lesões agudas, acometendo estruturas musculoesquelética e/ou vascular em ciclistas; (2) publicados de janeiro de 1955 a julho de 2012; (3) escritos no idioma português e inglês. De posse dos artigos selecionados, procedeu-se à leitura integral dos mesmos para extrair a relação de tipos de lesões e topografia acometida, de forma a serem utilizados como referencial e marco teórico para a discussão e ampliação dos conceitos sobre o tema abordado.

RESULTADOS

De todas as lesões agudas, as escoriações apresentam maior incidência, seguidas pelas contusões, lacerações e fraturas. Os inúmeros relatos de casos referentes à ocorrência de lesões (e. g. lesão visceral, ruptura diafragmática, lesão da artéria femoral, paraplegia) em ciclista de montanha revelam que esta modalidade esportiva expõe mais o ciclista às lesões agudas se comparada às outras modalidades. Desta forma, apesar do ciclismo de montanha apresentar menor velocidade média, o risco de lesões mais graves é relativamente maior. As quedas em sua maioria devem-se à passagem em valas e buracos, perda de tração e controle, velocidade excessiva em curvas, falha mecânica, bem como à tentativa de evitar colisão com outro ciclista, carro ou objeto estacionário4-10.

Os resultados observados apontaram que o uso de capacete como medida de segurança contra lesões na cabeça é fundamental e que a utilização de capacetes com proteção facial é eficiente em reduzir os riscos de fraturas orofaciais6,11-14. Além disso, o uso de protetores bucais é uma alternativa para proteger o ciclista contra lesão dento-alveolar15. Quanto ao comprometimento motor, cinco casos de lesão medular foram relatados em ciclistas de montanha10,16. Dos órgãos lesionados destacaram-se: baço17,18, fígado, intestino delgado19, rins, pâncreas18 e pulmão20. Lesões mais incomuns são de artéria femoral21, artéria cavernosa22 e artéria pudenda23 além de desenvolvimento de síndrome compartimental24-26 e lesões oculares27,28.

As fraturas são as lesões mais temidas por ciclistas e os segmentos que apresentam maior incidência de fraturas são: clavícula, costela e extremidade distal do rádio. A primeira e a segunda decorrem de trauma direto do ombro e tórax contra o solo e a terceira deve-se à tentativa de apoio no solo durante a queda. As principais fraturas estão listadas na Tabela 1. O retorno ao esporte após lesão como fraturas (e. g. clavícula) e rupturas ligamentares no ombro geralmente é demorado, tendo em vista a necessidade de atendimento médico especializado e submissão a um procedimento cirúrgico, seguida por reabilitação cinético-funcional após período de imobilização.  

Tabela 1. Sumário das principais fraturas em ciclistas




 “Le Fort”: nomenclatura referente à associação de mais uma fratura na face; P. Odontóide: processo odontóide; C. do Rádio: cabeça do rádio; E. D. Rádio: extremidade distal do rádio; R. S. I. Pubis: ramo superior e inferior do púbis; T. Isquiática: tuberosidade isquiática; *: colo do fêmur.

DISCUSSÃO

De todas as lesões agudas, as escoriações apresentam maior incidência, seguidas pelas lacerações, contusões e fraturas30,34, sendo os membros superiores os segmentos mais lesionados, seguidos pelos membros inferiores, face, cabeça, cervical e tronco34. As lesões que afetam a continuidade óssea ou articulação ocorrem com maior frequência em membros superiores2,13 e a traumatologia está relacionada ao reflexo de proteção durante a queda.

As lesões decorrentes de queda em sua maioria devem-se à passagem em valas e buracos, em especial os encobertos por poça de água, perda de tração e controle (tanto no cascalho quanto no asfalto), velocidade excessiva em curvas, falha mecânica, bem como à tentativa de evitar colisão com outro ciclista, carro ou objeto estacionário4-10. Segundo Mellion1 e Kronisch, Pfeiffer e Chow36 a manutenção do equipamento em perfeitas condições de uso pode reduzir a incidência das lesões decorrentes de falha mecânica, principalmente em pneus4,5,36, comum na modalidade downhill36, guidão36, garfo4, suspensão dianteira36 e freios4. Das lesões por queda, 40% ocorrem em declives4 e fatalidades no ciclismo perfazem aproximadamente 6,3% dos acidentes, frequentemente associado a lesões na cabeça, as quais apresentam incidência de 31% a 65%50.

ESCORIAÇÕES, LACERAÇÕES E CONTUSÕES

No ciclismo profissional a maioria das colisões em competições resultam em escoriações, contusões ou lacerações18,28,34,36,51, lesões que, em geral, não são graves o suficiente para impedirem que o ciclista complete a prova52. As escoriações são mais comuns em face lateral do tronco e dos membros superiores e inferiores17,25,53. O uso de luva protege o ciclista contra escoriações nas mãos em caso de queda53; todavia se o ciclista apóia com o cotovelo ao invés de utilizar as mãos, a bursa olecraniana pode se lesionar, levando ao edema e bursite52,54. A lesão da bursa pré-patelar por trauma direto do joelho contra o solo leva a face anterior do joelho a um edema significativo, contudo este mecanismo de trauma é incomum no ciclismo55,56.

Escoriações em áreas com proeminência óssea, como trocânter maior, tendem a ser profundas e mais graves, principalmente quando expõe o osso subjacente, condição cuja conduta médica deve priorizar o tratamento da osteomielite25. Os casos mais graves de escoriações, conhecidos por road rash, envolvem grandes superfícies corporais com lacerações profundas contaminadas por detritos com sinais de eritema e presença de exsudato2,17,40,53,55.

Os traumas em tornozelo e pé provocados pelo raio da roda1,30,57 estão relacionados à realização de ajustes mecânicos com a bicicleta em movimento1 ou acidentes envolvendo grupos de ciclistas que pedalam lado a lado. Este tipo de lesão decorre de uma entorse do tornozelo entre os raios da roda da bicicleta, gerando escoriações de gravidade variável, podendo acompanhar-se de perda de pele, exposição dos tecidos profundos, como tendão de Aquiles, além de fraturas e amputações2,58,59.

FRATURAS E LUXAÇÕES

O programa de treinamento dos ciclistas raramente incorpora exercícios de impacto. Paralelamente a esta característica, a demanda nutricional exigida pelo ciclismo profissional pode levar a um desequilíbrio de minerais essenciais, incluindo o cálcio, quando a dieta estabelecida pelo ciclista não é balanceada. Essa condição, combinada à inatividade quando não estão treinando com a bicicleta, pode predispor o ciclista profissional ao desenvolvimento precoce de osteopenia, expondo-o a um maior risco de fratura60,61. Além da baixa densidade óssea, o risco de fratura aumenta proporcionalmente ao aumento da velocidade de impacto em quedas.

Quando o ciclista sofre uma queda é natural tentar proteger-se e minimizar o impacto levando a mão espalmada ao solo, todavia a sobrecarga axial sobre o punho hiperestendido deixa o escafóide mais vulnerável à fratura ou luxação62,63. A falta de um diagnóstico precoce de fratura do escafóide por levar o osso à pseudoartrose e osteonecrose63. Por outro lado, apesar de incomum, outra disfunção que também pode decorrer da descarga de peso associado à velocidade de impacto das mãos ao solo durante a queda é a luxação posterior da articulação gleno-umeral34,36,39,53,64. A falta de apoio das mãos, como reflexo de proteção, leva o ciclista ao contato direto do ombro contra o solo, condição que favorece a luxação da articulação acromioclavicular e fratura da clavícula31,34,39,40,48,64,65. Taylor e Shakespeare37 relataram um caso de múltiplas fraturas em membro superior esquerdo de um ciclista que foi atingido por um carro. As lesões se resumem em fratura de metacarpo, capitato e fratura de Galeazzi associada à luxação do trapezóide.

Um dos resultados mais proeminentes no estudo de Scheiman et al.10 foi o elevado número de lesões devido à queda ao subir ou descer da bicicleta, causando mais de 40% de todas as fraturas de fêmur e pelve. Bass e Lovell33 descreveram a ocorrência de fratura acetabular em dois ciclistas após caírem sobre o membro inferior esquerdo, por não conseguiram desprender o pé

do pedal. Segundo Barnett32 quando um ciclista cai diretamente sobre o trocânter maior o acetábulo pode sofrer fratura, como resultado do impacto desta estrutura contra a cabeça do fêmur.

Callaghan e Jane47 descreveram uma lesão atípica em ciclista de montanha. De acordo com os autores um ciclista sofreu uma queda e fraturou a base do terceiro metatarso e luxou a articulação tarsometatarsiana (Lisfranc). O mecanismo de trauma proposto pelos autores consiste na flexão plantar associado à tentativa de se equilibrar sobre a bicicleta e evitar a queda, todavia o ante-pé foi o primeiro a bater no chão sofrendo uma compressão longitudinal.

Lesões na cabeça e face atualmente são menos graves devido ao aumento do uso de capacete, todavia, alguns ciclistas ainda negligenciarem o uso deste acessório justificando que o mesmo despenteia, aquece a cabeça e seja desconfortável50,51,66. A ventilação, peso50,66, conforto e designe são variáveis que atualmente têm sido tratadas com mais afinco pelos fabricantes, visto que atualmente os capacetes apresentam mais aberturas para favorecer a ventilação, juntamente com sistemas de suspensão para proporcionar o ajuste necessário à perimetria cefálica50, absorver a energia cinética e amortecer o impacto em caso de queda48. Ajustar o capacete adequadamente à cabeça é imprescindível, pois, caso contrário, o capacete pode sair da cabeça durante a queda67,68.

Lesões graves na cabeça representam a maior parte dos óbitos causada por acidente ciclístico2, e quando fatalidades relacionadas ao esporte são reportadas, é comum que um acidente envolvendo automóvel e ciclista seja a causa2,12. Se após queda o ciclista apresentar sintomas de confusão, tontura, diplopia, perda de consciência, sonolência excessiva ou cefaléia o mesmo deve ser prontamente avaliado2, pois estes sintomas podem representar concussão cerebral, contusão ou hematoma, condições que exigem atendimento médico emergencial2,8,30,51. Em acidente que envolve trauma em cabeça é fundamental proceder a estabilização da coluna cervical até que exames de imagem comprovem ausência de fratura craniana ou vertebral, pois este segmento da coluna é o que apresenta maior mobilidade e consequentemente maior risco de lesão2,16,40,53. De acordo com Kathrein et al.38 um ciclista de montanha sofreu uma queda e bateu a cabeça contra o solo, vindo a procurar atendimento médico no dia subsequente à queda em decorrência da cervicalgia e sangramento pelo nariz e boca. Ao exame o médico diagnosticou fratura do processo odontóide (fratura tipo II), que foi reduzida e estabilizada com dois parafusos. Segundo os autores, após o período de reabilitação o ciclista apresentou amplitude de movimento da coluna cervical preservada. Heyde et al.43 também relataram um caso de fratura em coluna cervical em um ciclista com espondilite anquilosante. Apesar de o ciclista ter sido submetido à cirurgia para reparação da lesão e fratura, foi a óbito dias depois em decorrência de complicações. Os autores sugeriram que ciclistas com espondilite anquilosante sejam cautelosos com a prática do esporte, pois estão mais sujeitos à lesão em coluna cervical em decorrência da osteoporose, rigidez e cifose. Apesar da alta susceptibilidade da coluna cervical à lesão, a literatura científica tem registrado apenas cinco casos de paraplegia em ciclistas de montanha decorrente de queda10,16.

Um estudo de McDermott69 com 1710 ciclistas revelou que a utilização de capacete reduziu o risco de traumatismos cranianos em 39% e o risco de lesão facial em 28%. A diferença entre a incidência de fraturas de crânio comparadas às fraturas de face sugere que os capacetes convencionais de ciclismo oferecem significativa proteção contra lesão cerebral, entretanto pouca proteção contra fraturas faciais6,9,13,48. A utilização de capacetes com protetor facial reduz a incidência de lesões faciais6,11,13 (e. g. fratura do arco e complexo zigomático), do osso nasal12,14 e Le Fort14. Relacionado à topografia do zigomático, Saito et al.70 descrevem um caso de luxação da bigorna após queda.

Um estudo realizado na Áustria (de 1991 a 1996) revelou que os acidentes ciclísticos representaram 31% de todos os acidentes relacionados ao esporte e 48,4% de todos os acidentes de trânsito11. De acordo com a pesquisa as lesões em sessenta ciclistas de montanha pouco se assemelharam estatisticamente com as apresentadas pelos quinhentos e dois ciclistas de estrada (road bikers): 55% contra 34,5% de fraturas faciais, 22% contra 50,8% de lesões dento-alveolares e 23% contra 14% lesões em tecidos moles. A fratura em terço médio de face dominante nos ciclistas de estrada foi do zigomático (30,8%), dado que coincide com

achados de Yamamoto et al.9, enquanto os ciclistas de montanha obtiveram 15,2% de fraturas Le Fort I, II e III. Fraturas do côndilo mandibular foi a mais frequente, representando de 10,8 a 50% dos casos de fratura em terço inferior de face11,13.

De acordo com Müller et al.15 5,7% (27/473) dos ciclistas participantes da pesquisa havia sofrido lesões dentárias traumáticas na prática esportiva. Por outro lado, 52% (246) tinham consciência do fato de que o dente avulsionado podia ser reimplantado; 6,3% (30) tinham conhecimento sobre o kit salvamento para o dente; 71,9% (340) estavam familiarizados com protetores bucais e apenas 4,4% (21) eram usuários de protetores bucais, o qual, a propósito, deve ser incentivado no ciclismo devido ao considerável risco de lesões orofaciais15.

 LESÕES VISCERAIS

As lesões em abdômen e tórax são incomuns e costumam ser graves2. O baço é o órgão que apresenta maior ocorrência de lesão em acidentes ciclísticos17,18, seguido pelo fígado, intestino delgado19 e rim18. Karbakhsh-Davari, Khaji e Salimi18 relataram a realização de nefrectomia e esplenectomia em ciclistas hospitalizados após acidente. Na região abdominal é comum a ocorrência de hematoma hepático após colisão contra o bar end65,71, acessório colocado nas extremidades do guidão, em bicicletas de montanha, com função de oferecer ao ciclista uma segunda opção para o posicionamento das mãos. De acordo com Nehoda et al.71 a ocorrência de lesão hepática em oito ciclistas austríacos motivou a realização de uma campanha local inibindo a utilização deste acessório. Os resultados observados após campanha mostraram significativa redução de lesão hepática. O’Connor et al.20 relataram um caso de pneumotórax em ciclista decorrente de luxação retroesternal da clavícula, lesão rara e potencialmente capaz de lesionar grandes vasos, traquéia, esôfago e pleura.

Trauma direto do guidão na região abdominal pode ocasionar ruptura da musculatura da parede abdominal e levar à herniação da alça intestinal72,73. Magrill e Paterson74 descreveram laceração em fígado e pâncreas em ciclista de montanha após ter sido atingido pela extremidade do guidão sobre a margem inferior da última costela, na região abdominal. Alvarez-Segui, Castello-Ponce e Verdu-Pascual75 relataram um caso de ruptura diafragmática seguida de morte. Segundo testemunhas o ciclista estava a uma velocidade de 20 a 30 km/h quando parou repentinamente e foi arremessado sobre a mesa (avanço) e guidão. Aos primeiros socorros por transeuntes, o ciclista estava dispnéico e, embora não apresentava lesões externas evidentes, foi a óbito antes da unidade de resgate chegar. A autópsia identificou escoriações nas palmas das mãos e duas contusões no joelho, sem sinal de traumatismo crânio-encefálico e de coluna cervical. Na cavidade torácica e abdominal observou-se ruptura do diafragma costal e do tendão central, estando, os pilares preservados. Como conseqüência desta ruptura, as vísceras abdominais projetaram-se à cavidade torácica ocasionando uma compressão cardiopulmonar. O esterno, costelas e demais vísceras torácicas e abdominais não apresentaram lesões75.

QUEIMADURA POR SOL

Lesões de pele são comuns em queda, mas as decorrentes de queimadura pelo sol1,29,53 acometem 5,4% dos ciclistas, segundo estudo realizado por Weiss29. Os lábios, ombros, braços e coxas são as superfícies do corpo mais sujeitas à queimadura29,76, tornando o uso de protetor solar imprescindível53,77. O uso de protetor labial deve ocorrer principalmente no lábio inferior pela maior exposição ao sol. Envelhecimento precoce da pele pode ser um problema para ciclistas que não se protegem contra os efeitos nocivos dos raios solares53. Apesar dos benefícios do protetor solar contra queimaduras, de acordo com Weiss29 o seu uso pode diminui a capacidade de evaporação do suor da superfície da pele, resultando em um aumento na temperatura corporal e diminuição do desempenho. Todavia, se o protetor solar for aplicado apenas em braços, coxas e lábios, o desempenho esportivo, aparentemente, não sofre redução significativa29.

Moehrle76 avaliou a exposição de atletas aos raios ultra-violetas. O estudo foi realizado usando um dosímetro biológico (filme com esporos de Bacillus subtilis) em triatletas que participaram do Ironman no Havaí, em 1999. Os atletas apresentaram queimaduras pelo sol, apesar do uso de filtros solares resistentes à água (FPS 25+). A proteção adequada por meio de uso de camisetas de manga longa, filtros solares resistentes à água, bem como realização de treinos e provas que evitam ao máximo a exposição ao sol é uma medida preventiva que deve ser tomada por atletas e organizadores do evento ciclísticos.

LESÃO VASCULAR

Sarfati et al.21 descreveram um caso de lesão da artéria femoral por trauma agudo no ciclismo decorrente de queda, ocasião na qual o ciclista se projetou à frente da bicicleta colidindo a região inguinal com a extremidade de guidão, posicionado perpendicular ao plano frontal do ciclista. Galosh et al.22 e De Rose et al.23 relataram os três casos de priapismo por lesão vascular decorrente por trauma agudo, dois por impacto contra o quadro da bicicleta (tubo superior) e um contra o guidão.

SÍNDROME COMPARTIMENTAL E LESÕES OCULARES

A síndrome compartimental é uma disfunção rara no ciclismo24-26,78 e acomete principalmente o compartimento posterior profundo26 e anterior da perna24,25 como resultado de traumas diretos com objetos ou por esforço intenso (exercício-induzido)26,79. O aumento da pressão intracompartimental é característica da disfunção e pode levar à isquemia24-26 e neuropraxia24,26. Dor, parestesia, cãibras, edema e fraqueza muscular são sinais e sintomas comuns26 e o diagnóstico é confirmado pela mensuração da pressão do compartimento em três etapas: antes do exercício (≥ 15 mmHg), a 1 (≥ 30 mmHg) e 5 minutos após o exercício (≥ 20 mmHg). A fasciotomia é o principal método para estabilização em casos de síndrome compartimental diagnosticada24,80,81.

Lesões oculares por corpo estranho - inseto, poeira ou cascalho - são incomuns no ciclismo17,27,28, pois o uso de óculos costuma não ser negligenciado2,17. Quando o olho é atingido por um corpo estranho, alojando-o, a visibilidade fica temporariamente comprometida53, porque o contato do corpo estranho com o olho desencadeia o reflexo córneo-palpebral, responsável pelo fechamento das pálpebras bilateralmente, reação que pode levar o ciclista a sofrer um acidente. O risco de acidentes desta natureza é maior em estradas de fazenda, onde a quantidade de insetos é maior, comparado ao meio urbano e rodovias53.

CONCLUSÃO

Apesar do ciclismo ser um esporte de muito baixo impacto não é raro a ocorrência de lesões agudas, de gravidade variável, geralmente resultante de quedas. Todavia, medidas preventivas como controle da velocidade e não negligenciar o risco de queda, principalmente em percursos desconhecidos, pode ser útil em evitar acidentes. A evidência científica de que o capacete protege a cabeça e face de lesões mais graves está atualmente bem esclarecida, razão pela qual tem aumentado o número de usuário deste equipamento de segurança. Apesar da proteção oferecida pelo capacete a incidência de lesão em face não tem sido reduzida na mesma proporção dos traumatismos cranianos, pois os capacetes geralmente não oferecem proteção para terço médio e inferior de face.