Thomaz Magalhaes, atleta WT no Vale encantado empurrando sua SPZ SL4 S works
quinta-feira, 21 de março de 2013
Como calcular a inclinacao de uma montanha
No inicio da temporada de ciclismo e consequente etapas de montanha, começam a surgir comentários sobre como se calcular a inclinação de uma montanha e como se categorizam as montanhas
Amanha estaremos postando a classificação das montanhas, mas, o assunto abordado hoje é de como se calcular a inclinação de uma subida, mesmo sabendo que a maioria dos aparelhos de GPS os fazem automaticamente , segue o cálculo.
O cálculo é simples , ja que parte de uma relação trigometrica (desenho abaixo) chamada de seno. O Seno de um angulo é o divisão entre o cateto oposto e a hipotenusa ( cateto oposto ao angulo reto) . Levando isso para o ciclismo e a prática, nada mais é que a divisão entre a altimetria da montanha pelo comprimento da mesma.
No Le etape do Tour deste ano, a última montanha tem 10.700m de comprimento em 910m de desnível, , sendo assim 910/ 10700 = 0,85 .Como a inclinação é expressa em percentagem , multipica-se por 100, resultando em 8,5% de media
Outra forma de se calcular é considerando a distancia da montanha como 100% do valor percorrido . O desnivel da montanha terá um percentual da distancia total, assim , aplica-se uma regra de tres imples.
distancia 10700m ---> 100/%
desnivel 910m ---------> x
x = 910 x 100 / 10700 = 8,5%
bons cáculos e bons treinos
quarta-feira, 20 de março de 2013
BIG BIKER ITANHANDU
por Diego Gomes
A
equipe WT saiu do Rio no sábado em três comboios separados. Dudu e Leandro
Caram foram mais cedo e Luis, Diego Gomes e Gabo logo depois do almoço. A
estrada estava tranquila e aproveitamos o tempo para repassar o trajeto da
prova, discutir estratégias e lembrar algumas histórias do ano anterior.
Chegamos
a Itanhandú às 19hs e resolvemos pegar logo o kit de competição,
encontramos Dudu fazendo os últimos acertos na bike. Deixamos o Dudu por
lá e partimos para o rango. Tradicionalmente nessa etapa do Big Biker, é
montada uma barraca na praça central aonde um grupo de senhoras prepara uma
massa com algumas opções de molhos, visando arrecadar recursos para o Lar dos
Idosos. A Igreja da cidade fica anunciando a macarronada e todos os atletas
costumam se alimentar lá. O prato é bem servido e o preço super justo: R$ 15.
Devidamente
alimentados, voltamos para pegar o kit. A fila da categoria PRO estava muito
maior do que da Sport, apesar de a PRO ter 1/3 dos inscritos na Sport. Com o
kit em mãos, só faltava agora despedir do Dudu que continuava ajustando sua
bike, encontrar o Leandro Caram que tinha acabado de comer também e partir para
a pousada.
Partimos
para a Pousada Pedra da Mina em Passa Quatro 11 km de Itanhandú. Uma bela
pedida para ficar com conforto e próximo da Prova. Um lugar seguro, amplo e
agradável e com boa receptividade, deixou a gente com tranquilidade para os
preparativos.
Chegamos
na pousada e partimos para o ajuste das bikes. Este foi fundamental para
não precisar ficar na correria no domingo antes da prova. No MTB é fundamental
você ter uma mínima autonomia mecânica, já que existem muitos detalhes
importantes para serem cuidados. Checklist foi completo, com calibragem de
pneus e suspensões, lubrificação de corrente e câmbios, verificação das pinças
de freios, ajuste fino das marchas, posição do canote e selim, além da famosa
colinha da altimetria da prova devidamente grudada no quadro. ;-). Depois
de uma boa noite de sono restou apenas acordar, tomar um bom café da manhã e
partir para Itanhandú.
Partimos
às 7h10, o trajeto é rápido, 15 minutos da Pousada até a rua paralela a rua da
largada. Estacionamos o carro próximo ao colégio, retiramos as bikes do carro,
repassamos os ajustes, alimentação, ferramentas e partimos para alinhar na
linha de largada.
Nas
etapas do Big Biker é muito importante se alinhar bem cedo, devido a grande
quantidade de participantes, nesta etapa da PRO 257 competidores. Se você larga
bem a chance de chegar bem é grande, pois você “anda” com os competidores com o
mesmo pace que o seu.
Largada
às 8h30, ao som do hino do Big Biker a galera sai enlouquecida já disputando
posição mesmo com a largada neutralizada. Esta etapa é a prova mais rápida do
circuito, são 94 km com média de velocidade alta para uma prova de MTB,
normalmente entorno de 20 km/h.
A
prova se configura em estradões de terra com cadência alta e troca de marchas
rápidas em função dos pequenos “sobe e desce”. No trajeto da categoria PRO
tinham duas montanhas, a primeira com +/- 4 km após o KM 25 e a segunda, a
chamada serra Palmital no KM 65, com +/- 8km bem íngremes. Esta última o
divisor de águas da prova, os competidores com pace acima de 20km/h quebram o
ritmo para vencê-la.
Após
a serra o trajeto volta para os estradões “baladeiros”, cadência alta e “sobe e
desce” até a linha de chegada.A organização do circuito Big Biker é
espetacular. Postos de hidratação bem localizados e ao final da serra um posto
GU com isotônico à vontade.
Para
os competidores que fecharam a prova em mais de 4h30 ainda teve uma apimentada
final, chuva. A serra foi o divisor da chuva. Os competidores que passaram na
serra antes da chuva conseguiram fechar a prova “limpos” e sem o desgaste
natural da lama do MTB, já os que passaram na serra com a chuva “caindo”, não é
Gabo ;), foram premiados com muita lama e um trajeto final recheado de emoções!
Ao
final, todos chegaram bem e, apesar das dores e desconfortos naturais de uma
prova de MTB com pace alto, com o sorriso estampado no rosto devido a
felicidade e a realização de estar em nossos habitat natural, a lama!
A
equipe WTMTB agradece ao Wéio treinador Walter Tuche, ao mestre da MTB, Dudu e
aos companheiros de treino diários. Sem esquecer, lógico, da família que fica
em casa apreensiva aguardando boas notícias.
segunda-feira, 18 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
MOUNTAIN BIKE
Semana passada começou a temporada de Mountain BIke, na cidade de São Pedro da Serra, com a prova Montanha Cup.
Infelizmente não pude participar, mas os que foram elogiaram muito, a organização e o percurso. Parabéns ao nosso amigo Orlando Mielle, organizador do Montanha Cup, e da famosa Escalada Serramar.
Esse fim de semana, teremos a abertura da famosa copa "BIGBIKER", com a primeira etapa na cidade mineira de Itanhandu.
Teremos vários "Laranjinhas" participando na prova Sport(64km/1043 asc.) e na prova Pró(94km/2063 asc.).
Estou um pouco ansioso, pois ainda não me recuperei direito do El Cruce Columbia, e também estou estreando com aro 29. Treinei pouco com a bike, mas percebí que é nitida a vantagem de se usar "rodas maiores". Ainda não acertei o ritmo, pois estou acostumado à uma cadência alta, e percebo que nessa bike pode ser vantajoso, pesar um pouco a marcha e diminuir o RPM. Vou testar(já tenho desculpa para dár uma de pangaré kkk).
Apesar de tudo, vamos nos divertir e curtir a natureza, entre amigos.
Vamos com tudo.
Ps.: Começa também esse fim de semana, uma das maiores provas de Mountain Bike, o Cape Epic, oito etapas (698 km's/15650 asc.) Com a participação de nossos bravos Claudio Kligerman, Henrique Werneck e David Klabin. Boa Sorte.
2013 Absa Cape Epic Fact File Like, follow, share: http://www.cape-epic.com http://www.facebook.com/capeepic http://www.twitter.com/absacapeepic
SABADO
·
IRON 2013 - já
enviado no email
·
70.3 de ocean side - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU
ESTRADA 80km
·
70.3 de brasilia - barra
60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km
·
Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no
plano
·
Treino com a
Prof Rita no Alpha ( mapa abaixo) para iniciantes e as Meninas superpoderosas
das 7:15 da manha as 9hs
das 7:15 da manha as 9hs
· Le Etape
2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -
130km magé
na barra 30km + alto / cx d agua /
heliponto / ceat / d marta / paineiras / vale
na padaria sec XX: vista / mesa /
vale / paineiras / cx d agua / heliponto / ceat / d marta / paineiras / mesa
ATLETAS QUE FOREM COMPETIR A PROVA DE CICLISMO DOMINGO DESCANSO
saídas:
6:30 no forza da rio magé
6:45 na loja renato estrella
7:30 padaria sec XX
DOMINGO
aquario das 7 da manha as 7:10 - POSTO 6 COPA
Ciclismo: 8:00 no posto 6 em copa
ipanema - leblon - canoas - prefeito - alto - 2x o vale
como chegar ao alpha a partir do Citta America
https://maps.google.com.br/maps?saddr=Av.+das+Am%C3%A9ricas-pista+Central&daddr=Av.+das+Am%C3%A9ricas-pista+Central+to:R.+Rachel+de+Queiroz+to:Av.+C%C3%A9lia+Ribeiro+da+Silva+Mendes+to:Av.+C%C3%A9lia+Ribeiro+da+Silva+Mendes&hl=en&ie=UTF8&ll=-22.998575,-43.381748&spn=0.020384,0.042272&sll=-22.999247,-43.387499&sspn=0.020582,0.0421&geocode=Ffz_oP4dlu1q_Q%3BFWkMof4dz1Nq_Q%3BFQ8fof4dHCJq_Q%3BFWIfof4dzvxp_Q%3BFSEgof4dXNFp_Q&t=h&mra=mi&mrsp=4&sz=15&z=15
como chegar ao alpha a partir do Citta America
https://maps.google.com.br/maps?saddr=Av.+das+Am%C3%A9ricas-pista+Central&daddr=Av.+das+Am%C3%A9ricas-pista+Central+to:R.+Rachel+de+Queiroz+to:Av.+C%C3%A9lia+Ribeiro+da+Silva+Mendes+to:Av.+C%C3%A9lia+Ribeiro+da+Silva+Mendes&hl=en&ie=UTF8&ll=-22.998575,-43.381748&spn=0.020384,0.042272&sll=-22.999247,-43.387499&sspn=0.020582,0.0421&geocode=Ffz_oP4dlu1q_Q%3BFWkMof4dz1Nq_Q%3BFQ8fof4dHCJq_Q%3BFWIfof4dzvxp_Q%3BFSEgof4dXNFp_Q&t=h&mra=mi&mrsp=4&sz=15&z=15
quinta-feira, 14 de março de 2013
Violencia se combate com EDUCAÇÃO
Ha cerca de 10 dias atras um aluno nosso tomou 2 socos por tras pedalando na Av das
Americas no Rio de Janeiro. Anotou a placa do carro, localizou o infrator e comentou isto
comigo. A 1a reacao de todos é de revanche e vingança por tal covardia , mas
prontamente, telefonei para a empresa (o veiculo estava em nome de pessoa juridica) e
localizamos o dono. Havia sido o filho dele com dois colegas. Marcado um encontro no
sabado a tarde, 2 PAIS , levaram seus filhos e os garotos ( os tres de 20 anos) e passamos
uma boa licao nos mesmos de civilidade e educação. Pai nao é quem passa a mao na
cabeça, e sim quem expoem seus filhos a serem responsaveis por suas inconsenquencias e
Violencia é combatoda com inteligencia e aulas de Educação.
sexta-feira, 8 de março de 2013
SABADO
·
IRON 2013 - já
enviado no email
·
70.3 de ocean side - barra 60kms + 10km de corrida no plano OU
ESTRADA 80km
·
70.3 de brasilia - barra
60kms + 10km de corrida no plano OU ESTRADA 80km
·
Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no
plano
·
Meninas superpoderosas e Bonde do 32 a 34 km/h
·
Prof Germano na Barra - pelote 35 a 38km/h
· Le Etape
2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -
4hs
de montanha direto / 120km magé / na barra 30km + alto / cx d agua /
heliponto / vale
ATLETAS QUE FOREM COMPETIR A PROVA DE CICLISMO DOMINGO -
DESCANSO
saídas:
6:30 no forza da rio magé
6:45 na loja renato estrella
7:30 padaria sec XX
DOMINGO
aquario das 7 da manha as 7:40 - POSTO 6 COPA
Corrida 8:00 - POSTO 6 COPA
maratona paris -
planilha
meias ate julho - 14km
demais corredores 10km
maratona do rio - 16km
Ciclismo: 8:00 no posto 6 em copa
sumare - estrada para
o cristo - mirante dona marta ( somente passar) - paineiras - estrada para a
mesa - prefeito - guarita asa delta - desce canoas e sobe de volta ate a mesa.
terça-feira, 5 de março de 2013
Diario de uma Bicicleta
Caro motorista, vimos atualmente um numero crescente e
carros, onibus, vans e um transito sem igual. Toda a cidade busca alternativas
tentando minimizar o caos urbano com um numero maior de ciclovias, transporte
urbano mais eficiente, rodizio de carros, pedagios em entradas de cidades
grandes, reducao do numero de vagas para carros e um sem numero de alternativas
que ajudem a solucionar este problema.
Antes de sermos ecologicamente corretas minimizando os poluentes, antes de ocuparmos um espaço menor nas vias , somos acima de tudo o primeiro objeto de desejo de qualquer criança, e isto é um fenômeno mundial, que desde cedo brilha nos olhos o desejo por nos ter. Em alguns países nosso uso no esporte, nos faz ser o esporte numero um de algumas nações.
Adultos, idosos, atletas, crianças, gordos, altos, magros e ate no circo nos usam e servimos das mais variadas formas aos nossos donos, como meio de transporte, lazer , profissão e esporte.
Somos utilizadas em diferentes horarios e desde cedo vemos em estradas e vias publicas trabalhadores nos usando , atletas treinando e crianças no vai e vem para as escolas.
Possibilitamos aos nossos dono, que nos usam como meio de transporte, uma economia de gastos em condução e diminuímos inclusive a quantidade de pessoas dentro dos serviços públicos e acima de tudo diretamente, geramos Saude.
Ao nos ver transitar na rua , divida o espaço conosco, e voce nem precisa saber que existe uma lei para isso, não atrapalhamos o transito, ajudamos.
Somos "pilotadas" por médicos, advogados, engenheiros, estudantes, psicologos, porteiros, motoristas e as mais diferentes profissões mas que no momento mágico de estar no guiando nos torna iguais.
Em cima de nós, há um Ser Humano que podera sofrer probelams fisicos caso não sejamos respeitados, pais de familia e pessoas que no seu dia a dia fazem parte de uma sociedade que pode estar lhe prestando um serviço.
Motorista , olhe -me e meu dono com o devido respeito, pois realmente, somos mais frágeis e estamos mais expostos e tenha absoluta certeza que um dia um ente de sua familia podera estar ali ou ate mesmo voce.
Antes de sermos ecologicamente corretas minimizando os poluentes, antes de ocuparmos um espaço menor nas vias , somos acima de tudo o primeiro objeto de desejo de qualquer criança, e isto é um fenômeno mundial, que desde cedo brilha nos olhos o desejo por nos ter. Em alguns países nosso uso no esporte, nos faz ser o esporte numero um de algumas nações.
Adultos, idosos, atletas, crianças, gordos, altos, magros e ate no circo nos usam e servimos das mais variadas formas aos nossos donos, como meio de transporte, lazer , profissão e esporte.
Somos utilizadas em diferentes horarios e desde cedo vemos em estradas e vias publicas trabalhadores nos usando , atletas treinando e crianças no vai e vem para as escolas.
Possibilitamos aos nossos dono, que nos usam como meio de transporte, uma economia de gastos em condução e diminuímos inclusive a quantidade de pessoas dentro dos serviços públicos e acima de tudo diretamente, geramos Saude.
Ao nos ver transitar na rua , divida o espaço conosco, e voce nem precisa saber que existe uma lei para isso, não atrapalhamos o transito, ajudamos.
Somos "pilotadas" por médicos, advogados, engenheiros, estudantes, psicologos, porteiros, motoristas e as mais diferentes profissões mas que no momento mágico de estar no guiando nos torna iguais.
Em cima de nós, há um Ser Humano que podera sofrer probelams fisicos caso não sejamos respeitados, pais de familia e pessoas que no seu dia a dia fazem parte de uma sociedade que pode estar lhe prestando um serviço.
Motorista , olhe -me e meu dono com o devido respeito, pois realmente, somos mais frágeis e estamos mais expostos e tenha absoluta certeza que um dia um ente de sua familia podera estar ali ou ate mesmo voce.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Fatos e Fotos
Nós vamos invadir sua praia!, por Gustavo Nogueira
Depois de uma participação satisfatória no
Tristar 111 em 2012, comecei a pensar sobre qual seria minha próxima meta. Como
a única certeza que tinha era a vontade de fazer em 2013 uma prova com a
distância de meio ironman, comecei a pensar na possibilidade de encarar
novamente um olímpico, que funcionaria como um degrau para chegar ao objetivo
principal. O problema é que pensar na distância olímpica imediatamente me fez
lembrar de um trauma: minha única prova nessa distância, feita em 2010, foi um
desastre total!
Na época, com alguns poucos shorts
completados e treinando para fazer o Long Distance de Pirassununga, acabei
menosprezando a prova. Tracei uma meta de tempo ousada demais e ignorei o fato
de ser a minha primeira vez em um olímpico. Também ignorei minha inexperiência
como triatleta e minha péssima natação. Para piorar a situação, faltando poucos
minutos para a largada meu óculos de natação arrebentou e tive que nadar com
ele remendado. O resultado dessa combinação foi catastrófico e só terminei a
prova porque tive apoio de uma grande amiga e dos professores e alunos da nossa
assessoria. Tempo? 3h09min! Trauma total, que quase me levou a desistir do Long
Distance que estava programado.
Bem, o tempo passou, fiquei afastado do
triathlon em 2011 e em 2012 voltei a participar de algumas provas. Ganhei um
pouco (pouquinho mesmo) de experiência e confiança e aprendi a me divertir mais
com os treinos e provas. Então, como vários amigos triatletas daqui de BH
estavam na pilha para fazer Santos, decidi embarcar no desafio.
O primeiro impacto do compromisso assumido
foi passar as festas de fim de ano treinando e moderando nos comes e bebes. Foi
difícil, mas descobri que é possível. Depois, foi preciso encarar um mês de
janeiro cheio de compromissos sociais, com direito a visita da minha namorada e
dos meus pais, festas de formaturas de grandes amigos, viagem com família e
para fechar, o carnaval. Tive que me virar para conseguir conciliar os treinos
com todos esses eventos e, fazendo um balanço do período, o resultado foi
positivo, pois, apesar de não ter conseguido me dedicar aos treinos exatamente
como eu queria, me sentia preparado para a prova.
Os dias se passaram e os preparativos se
tornaram mais intensos, cada detalhe foi tratado com muito cuidado e atenção.
Ainda assim, apesar de toda a dedicação, acabei esquecendo a roupa de borracha
o que me rendeu preocupação para a viagem inteira! Viagem que, aliás, foi
bastante atribulada... a queda da barreira na rodovia Imigrantes fez com que
demorassemos mais de 15 horas no trajeto. Chegamos MUITO cansados em Santos e
ainda tínhamos bastante coisa para fazer. Sorte que a galera do Triathlon BH é
muito positiva e tornou muito mais fácil encarar as adversidades que surgiram.
Chegando em Santos, o esquecimento da roupa
de borracha continuava martelando minha cabeça e como há algum tempo eu vinha
pensando em comprar uma roupa sem manga, acabei optando pelo risco: comprar um
equipamento e competir com ele sem nunca tê-lo utilizado. Normalmente sou
contra esse tipo de decisão, mas como a ausência da roupa estava me
perturbando, julguei que valeria a pena arriscar. E realmente não me arrependi.
No domingo, o sol deu as caras logo cedo e,
ao contrário do dia anterior nublado e chuvoso, o tempo ameaçava esquentar e
incomodar. Toda a programação foi seguida à risca: horário para acordar, café
da manhã, check-in da bike, alimentação pré-prova, aquecimento na água e, enfim,
hora da partida!
Apesar dos 1500m da natação, estava
extremamente tranquilo na concentração para a largada e iniciei a prova sem
afobação, preocupado apenas em nadar tranquilamente. No meio do percurso, uma
pequena confusão com as bóias ainda ameaçou me perturbar, mas controlei o
psicológico e saí da água com 30min... simplesmente inimaginável para mim! Rs
Fiz a transição com tranquilidade e comecei o
pedal me sentindo extremamente bem. Como o primeiro gel estava programado para
aproximadamente 40min de prova, tinha de tomá-lo logo no início do pedal. Nesse
momento, quase deixei a ignorância estragar minha prova. Como estava me
sentindo muito bem, pensei em não diminuir o ritmo para tomar gel e adiar a
programação da alimentação. E aí a lembrança dos treinos fizeram a diferença:
todas as vezes que havia tomado essa decisão, a alimentação ficava
comprometida. Imediatamente reduzi o ritmo, tomei o gel, água e só depois
soquei a bota!
Depois dessa decisão, o ciclismo percorreu
sem maiores dificuldades. O restante da hidratação e alimentação foram seguidos
à risca e no final do percurso, finalizado em 1h02min, continuava me sentindo
muito bem. Entrei para a área de transição com a confiança lá em cima e quando
saí para correr, ao ver o tempo de prova e estimar o meu tempo para concluí-la,
quase não acreditei: terminaria a prova com menos de 2h30min.
O início da corrida foi tranquilo, mantendo o
ritmo planejado com o Walter. O problema é que o sol não deixou barato e por
volta do km 4 as pernas começaram a demonstrar cansaço. Um gel no km 5 ainda
deu um gás extra, mas definitivamente não daria para buscar os 46min
planejados. Segurei o ritmo, caminhei em alguns postos de hidratação, mantive o
foco e fechei a corrida em 48'25”, encerrando a prova em 2:27'09”. Uau,
totalmente inesperado! No meu melhor plano, imaginava concluir o desafio em
2h35min... baixar essa meta em 8min foi MUITO motivador!
No balanço geral dessa experiência, só constam
pontos positivos, pois a viagem foi divertidíssima, a prova foi sensacional e o
aprendizado para os próximos desafios foi imenso. E para finalizar, não poderia
deixar de registrar o já batido agradecimento a todos que convivem comigo, que
torcem, motivam e sempre me apoiam nessa brincadeira. Pai, mãe, Lu, Mari, MUITO
obrigado! E Walter, é muito bom terminar a prova e perceber que você sabe e sua
equipe sabem muito o que fazem! Parabéns e obrigado
sexta-feira, 1 de março de 2013
SABADO
·
IRON 2013 - já
enviado no email
·
70.3 de ocean side - barra 60kms + 10km de corrida no plano
·
70.3 de brasilia - barra
60kms + 10km de corrida no plano
·
Tri short ou olimpico - barra 60kms + 6 km de corrida no
plano
·
Meninas superpoderosas e Bonde do 33 a 36 km/h - e Porfa
Rita no Alpha ( email enviado hoje pela manha)
· Le Etape
2013 / GRAN FONDO / CICLISMO -
4hs
de montanha direto / 120km magé / na barra ate o lado de la da grota e
volta , via vargem grande , vargem pequena e alto como opção
· saídas:
6:30 no forza da rio magé
6:45 na loja renato estrella
7:30 padaria sec XX
MTB com o Professor Eduardo, postado no FB e
enviado no email para os Alunos sem o mesmo
DOMINGO
Em função do rei e rainha do mar não havera aquario > Caso a
prova seja cancelada em função do mar , o aquário irá acontecer no local e
horario de sempre, mas olhe site amanha após as 19hs para saver se houve alguma
alteracao.
Ciclismo: 7:30 no relogio do leblon :
o percurso sera
postado no FB , no grupo , ou enviado no email para os atletas sem FB
Corrida
Maratona Paris : 24kms
Meias maratonas ate
30/6 : 14kms
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
CICLISMO DIA 10 DE MARÇO
No dia 10 de março havera a 1a prova do ano da Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro. www.fecierj.com.br.
Varios atletas estao inscritos, ja fretamos um onibus e teremos um carro de apoio na prova
Uma prova bem dura, mas num local muito bom de se pedalr subindo a serra de Lídice e chegando em Rio Claro.
VAMOS PARTICIPAR
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
LESOES AGUDAS EM CICLISTAS
Lesões Agudas em Ciclistas
Thiago Ayala
Melo Di Alencar1,2
Karinna F. de Sousa Matias1
Bruno do Couto Aguiar3
1Fisioterapeuta da Clínica Fisio Vitale e do Studio Bike
Fit
2Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica
3Residente da Unidade de Traumatologia e Ortopedia do
Hospital de Base do Distrito Federal
Texto publicado sob autorização do :
Equipe tudio Bike Fit® ; +55 62 39320333 ; Goiânia - GO - Brasil
Resumo:
O crescente aumento
do número de ciclistas associado à negligência ao uso dos equipamentos de
segurança e do risco de queda tem favorecido o aumento da ocorrência de
acidentes relacionados à prática do esporte. O objetivo desta revisão
integrativa foi realizar o levantamento das principais lesões agudas que
ocorrem em ciclistas. Foram revisados oitenta e um textos, entre artigos e
livros selecionados segundo o critério de inclusão: (1) estudos que abordaram
lesões agudas, acometendo estruturas musculoesquelética e/ou vascular em
ciclistas; (2) publicados de janeiro de 1955 a julho de 2012; (3) escritos no idioma
português e inglês. Os resultados encontrados revelaram que o uso de capacete é
eficiente para proteger o ciclista contra lesões na cabeça, porém os modelos
sem proteção facial deixam o ciclista exposto às fraturas de face,
principalmente terço médio e inferior. Outros dados mostraram que para evitar
escoriações, lacerações, contusões, fraturas e luxações, os ciclistas precisam
usar os equipamentos de segurança devidos, como capacete, óculos e luvas de
ciclismo, ser cauteloso em terrenos irregulares e desconhecidos e não abusar da
habilidade conquistada. A maioria das lesões necessita de atendimento médico e
a fisioterapia traumato-ortopédica apresenta função importante na reabilitação
cinético-funcional para retorno ao esporte.
Palavras-chave:
ciclismo, acidente, lesão.
INTRODUÇÃO
O
ciclismo é uma atividade esportiva de muito baixo impacto cuja facilidade em
adquirir condicionamento cardiovascular tem motivado, mais do que qualquer
outro esporte, as pessoas a começarem a pedalar. Paralelo ao aumento na
popularidade do ciclismo tem-se observado uma incidência crescente dos traumas
relacionados à sua prática1-3, especialmente, em ciclistas que negligenciam
o uso de equipamento de segurança e os riscos de queda.
O
objetivo desta revisão foi identificar as principais lesões agudas em ciclistas
e discutir os hábitos que podem contribuir com a redução de suas ocorrências.
Desta forma, este artigo pode favorecer a compreensão do mecanismo de trauma e
cuidados iniciais pela equipe e profissionais que prestam primeiros socorros em
eventos ciclísticos.
A
pesquisa foi realizada em periódicos indexados nos bancos de dados PubMed e
ScienceDirect, mediante os descritores ciclismo, acidente, lesão e os
correspondentes em inglês cycling, accident, injury. Foram
revisados oitenta e um textos, entre artigos e livros selecionados segundo o
critério de inclusão: (1) estudos que abordaram lesões agudas, acometendo
estruturas musculoesquelética e/ou vascular em ciclistas; (2) publicados de
janeiro de 1955 a julho de 2012; (3) escritos no idioma português e inglês. De
posse dos artigos selecionados, procedeu-se à leitura integral dos mesmos para
extrair a relação de tipos de lesões e topografia acometida, de forma a serem
utilizados como referencial e marco teórico para a discussão e ampliação dos
conceitos sobre o tema abordado.
RESULTADOS
De
todas as lesões agudas, as escoriações apresentam maior incidência, seguidas
pelas contusões, lacerações e fraturas. Os inúmeros relatos de casos referentes
à ocorrência de lesões (e. g. lesão visceral, ruptura diafragmática, lesão da
artéria femoral, paraplegia) em ciclista de montanha revelam que esta
modalidade esportiva expõe mais o ciclista às lesões agudas se comparada às
outras modalidades. Desta forma, apesar do ciclismo de montanha apresentar
menor velocidade média, o risco de lesões mais graves é relativamente maior. As
quedas em sua maioria devem-se à passagem em valas e buracos, perda de tração e
controle, velocidade excessiva em curvas, falha mecânica, bem como à tentativa
de evitar colisão com outro ciclista, carro ou objeto estacionário4-10.
Os
resultados observados apontaram que o uso de capacete como medida de segurança
contra lesões na cabeça é fundamental e que a utilização de capacetes com
proteção facial é eficiente em reduzir os riscos de fraturas orofaciais6,11-14.
Além disso, o uso de protetores bucais é uma alternativa para proteger o
ciclista contra lesão dento-alveolar15. Quanto ao comprometimento motor, cinco
casos de lesão medular foram relatados em ciclistas de montanha10,16. Dos
órgãos lesionados destacaram-se: baço17,18, fígado, intestino delgado19, rins,
pâncreas18 e pulmão20. Lesões mais incomuns são de artéria femoral21, artéria
cavernosa22 e artéria pudenda23 além de desenvolvimento de síndrome compartimental24-26
e lesões oculares27,28.
As
fraturas são as lesões mais temidas por ciclistas e os segmentos que apresentam
maior incidência de fraturas são: clavícula, costela e extremidade distal do rádio.
A primeira e a segunda decorrem de trauma direto do ombro e tórax contra o solo
e a terceira deve-se à tentativa de apoio no solo durante a queda. As
principais fraturas estão listadas na Tabela 1. O retorno ao esporte após lesão
como fraturas (e. g. clavícula) e rupturas ligamentares no ombro geralmente é
demorado, tendo em vista a necessidade de atendimento médico especializado e
submissão a um procedimento cirúrgico, seguida por reabilitação
cinético-funcional após período de imobilização.
Tabela 1.
Sumário das principais fraturas em ciclistas
DISCUSSÃO
De
todas as lesões agudas, as escoriações apresentam maior incidência, seguidas
pelas lacerações, contusões e fraturas30,34, sendo os membros superiores os
segmentos mais lesionados, seguidos pelos membros inferiores, face, cabeça,
cervical e tronco34. As lesões que afetam a continuidade óssea ou articulação
ocorrem com maior frequência em membros superiores2,13 e a traumatologia está
relacionada ao reflexo de proteção durante a queda.
As
lesões decorrentes de queda em sua maioria devem-se à passagem em valas e
buracos, em especial os encobertos por poça de água, perda de tração e controle
(tanto no cascalho quanto no asfalto), velocidade excessiva em curvas, falha
mecânica, bem como à tentativa de evitar colisão com outro ciclista, carro ou
objeto estacionário4-10. Segundo Mellion1 e Kronisch, Pfeiffer e Chow36 a
manutenção do equipamento em perfeitas condições de uso pode reduzir a
incidência das lesões decorrentes de falha mecânica, principalmente em pneus4,5,36,
comum na modalidade downhill36, guidão36, garfo4, suspensão dianteira36 e
freios4. Das lesões por queda, 40% ocorrem em declives4 e fatalidades no
ciclismo perfazem aproximadamente 6,3% dos acidentes, frequentemente associado
a lesões na cabeça, as quais apresentam incidência de 31% a 65%50.
ESCORIAÇÕES,
LACERAÇÕES E CONTUSÕES
No
ciclismo profissional a maioria das colisões em competições resultam em
escoriações, contusões ou lacerações18,28,34,36,51, lesões que, em geral, não
são graves o suficiente para impedirem que o ciclista complete a prova52. As
escoriações são mais comuns em face lateral do tronco e dos membros superiores
e inferiores17,25,53. O uso de luva protege o ciclista contra escoriações nas
mãos em caso de queda53; todavia se o ciclista apóia com o cotovelo ao invés de
utilizar as mãos, a bursa olecraniana pode se lesionar, levando ao edema e
bursite52,54. A lesão da bursa pré-patelar por trauma direto do joelho contra o
solo leva a face anterior do joelho a um edema significativo, contudo este
mecanismo de trauma é incomum no ciclismo55,56.
Escoriações
em áreas com proeminência óssea, como trocânter maior, tendem a ser profundas e
mais graves, principalmente quando expõe o osso subjacente, condição cuja
conduta médica deve priorizar o tratamento da osteomielite25. Os casos mais
graves de escoriações, conhecidos por road rash, envolvem grandes
superfícies corporais com lacerações profundas contaminadas por detritos com
sinais de eritema e presença de exsudato2,17,40,53,55.
Os
traumas em tornozelo e pé provocados pelo raio da roda1,30,57 estão
relacionados à realização de ajustes mecânicos com a bicicleta em movimento1 ou
acidentes envolvendo grupos de ciclistas que pedalam lado a lado. Este tipo de
lesão decorre de uma entorse do tornozelo entre os raios da roda da bicicleta,
gerando escoriações de gravidade variável, podendo acompanhar-se de perda de
pele, exposição dos tecidos profundos, como tendão de Aquiles, além de fraturas
e amputações2,58,59.
FRATURAS
E LUXAÇÕES
O
programa de treinamento dos ciclistas raramente incorpora exercícios de
impacto. Paralelamente a esta característica, a demanda nutricional exigida
pelo ciclismo profissional pode levar a um desequilíbrio de minerais
essenciais, incluindo o cálcio, quando a dieta estabelecida pelo ciclista não é
balanceada. Essa condição, combinada à inatividade quando não estão treinando
com a bicicleta, pode predispor o ciclista profissional ao desenvolvimento
precoce de osteopenia, expondo-o a um maior risco de fratura60,61. Além da
baixa densidade óssea, o risco de fratura aumenta proporcionalmente ao aumento
da velocidade de impacto em quedas.
Quando
o ciclista sofre uma queda é natural tentar proteger-se e minimizar o impacto
levando a mão espalmada ao solo, todavia a sobrecarga axial sobre o punho
hiperestendido deixa o escafóide mais vulnerável à fratura ou luxação62,63. A
falta de um diagnóstico precoce de fratura do escafóide por levar o osso à
pseudoartrose e osteonecrose63. Por outro lado, apesar de incomum, outra
disfunção que também pode decorrer da descarga de peso associado à velocidade
de impacto das mãos ao solo durante a queda é a luxação posterior da
articulação gleno-umeral34,36,39,53,64. A falta de apoio das mãos, como reflexo
de proteção, leva o ciclista ao contato direto do ombro contra o solo, condição
que favorece a luxação da articulação acromioclavicular e fratura da clavícula31,34,39,40,48,64,65.
Taylor e Shakespeare37 relataram um caso de múltiplas fraturas em membro
superior esquerdo de um ciclista que foi atingido por um carro. As lesões se
resumem em fratura de metacarpo, capitato e fratura de Galeazzi associada à
luxação do trapezóide.
Um
dos resultados mais proeminentes no estudo de Scheiman et al.10 foi o elevado
número de lesões devido à queda ao subir ou descer da bicicleta, causando mais
de 40% de todas as fraturas de fêmur e pelve. Bass e Lovell33 descreveram a
ocorrência de fratura acetabular em dois ciclistas após caírem sobre o membro
inferior esquerdo, por não conseguiram desprender o pé
do
pedal. Segundo Barnett32 quando um ciclista cai diretamente sobre o trocânter
maior o acetábulo pode sofrer fratura, como resultado do impacto desta
estrutura contra a cabeça do fêmur.
Callaghan
e Jane47 descreveram uma lesão atípica em ciclista de montanha. De acordo com
os autores um ciclista sofreu uma queda e fraturou a base do terceiro metatarso
e luxou a articulação tarsometatarsiana (Lisfranc). O mecanismo de trauma
proposto pelos autores consiste na flexão plantar associado à tentativa de se
equilibrar sobre a bicicleta e evitar a queda, todavia o ante-pé foi o primeiro
a bater no chão sofrendo uma compressão longitudinal.
Lesões
na cabeça e face atualmente são menos graves devido ao aumento do uso de
capacete, todavia, alguns ciclistas ainda negligenciarem o uso deste acessório
justificando que o mesmo despenteia, aquece a cabeça e seja desconfortável50,51,66.
A ventilação, peso50,66, conforto e designe são variáveis que atualmente têm
sido tratadas com mais afinco pelos fabricantes, visto que atualmente os
capacetes apresentam mais aberturas para favorecer a ventilação, juntamente com
sistemas de suspensão para proporcionar o ajuste necessário à perimetria
cefálica50, absorver a energia cinética e amortecer o impacto em caso de queda48.
Ajustar o capacete adequadamente à cabeça é imprescindível, pois, caso
contrário, o capacete pode sair da cabeça durante a queda67,68.
Lesões
graves na cabeça representam a maior parte dos óbitos causada por acidente
ciclístico2, e quando fatalidades relacionadas ao esporte são reportadas, é
comum que um acidente envolvendo automóvel e ciclista seja a causa2,12. Se após
queda o ciclista apresentar sintomas de confusão, tontura, diplopia, perda de
consciência, sonolência excessiva ou cefaléia o mesmo deve ser prontamente
avaliado2, pois estes sintomas podem representar concussão cerebral, contusão
ou hematoma, condições que exigem atendimento médico emergencial2,8,30,51. Em
acidente que envolve trauma em cabeça é fundamental proceder a estabilização da
coluna cervical até que exames de imagem comprovem ausência de fratura craniana
ou vertebral, pois este segmento da coluna é o que apresenta maior mobilidade e
consequentemente maior risco de lesão2,16,40,53. De acordo com Kathrein et al.38
um ciclista de montanha sofreu uma queda e bateu a cabeça contra o solo, vindo
a procurar atendimento médico no dia subsequente à queda em decorrência da
cervicalgia e sangramento pelo nariz e boca. Ao exame o médico diagnosticou
fratura do processo odontóide (fratura tipo II), que foi reduzida e
estabilizada com dois parafusos. Segundo os autores, após o período de
reabilitação o ciclista apresentou amplitude de movimento da coluna cervical
preservada. Heyde et al.43 também relataram um caso de fratura em coluna
cervical em um ciclista com espondilite anquilosante. Apesar de o ciclista ter
sido submetido à cirurgia para reparação da lesão e fratura, foi a óbito dias
depois em decorrência de complicações. Os autores sugeriram que ciclistas com
espondilite anquilosante sejam cautelosos com a prática do esporte, pois estão
mais sujeitos à lesão em coluna cervical em decorrência da osteoporose, rigidez
e cifose. Apesar da alta susceptibilidade da coluna cervical à lesão, a
literatura científica tem registrado apenas cinco casos de paraplegia em
ciclistas de montanha decorrente de queda10,16.
Um
estudo de McDermott69 com 1710 ciclistas revelou que a utilização de capacete
reduziu o risco de traumatismos cranianos em 39% e o risco de lesão facial em
28%. A diferença entre a incidência de fraturas de crânio comparadas às
fraturas de face sugere que os capacetes convencionais de ciclismo oferecem
significativa proteção contra lesão cerebral, entretanto pouca proteção contra
fraturas faciais6,9,13,48. A utilização de capacetes com protetor facial reduz
a incidência de lesões faciais6,11,13 (e. g. fratura do arco e complexo
zigomático), do osso nasal12,14 e Le Fort14. Relacionado à topografia do
zigomático, Saito et al.70 descrevem um caso de luxação da bigorna após queda.
Um
estudo realizado na Áustria (de 1991 a 1996) revelou que os acidentes
ciclísticos representaram 31% de todos os acidentes relacionados ao esporte e
48,4% de todos os acidentes de trânsito11. De acordo com a pesquisa as lesões
em sessenta ciclistas de montanha pouco se assemelharam estatisticamente com as
apresentadas pelos quinhentos e dois ciclistas de estrada (road bikers):
55% contra 34,5% de fraturas faciais, 22% contra 50,8% de lesões
dento-alveolares e 23% contra 14% lesões em tecidos moles. A fratura em terço
médio de face dominante nos ciclistas de estrada foi do zigomático (30,8%),
dado que coincide com
achados
de Yamamoto et al.9, enquanto os ciclistas de montanha obtiveram 15,2%
de fraturas Le Fort I, II e III. Fraturas do côndilo mandibular foi a mais
frequente, representando de 10,8 a 50% dos casos de fratura em terço inferior
de face11,13.
De
acordo com Müller et al.15 5,7% (27/473) dos ciclistas participantes da
pesquisa havia sofrido lesões dentárias traumáticas na prática esportiva. Por
outro lado, 52% (246) tinham consciência do fato de que o dente avulsionado
podia ser reimplantado; 6,3% (30) tinham conhecimento sobre o kit salvamento
para o dente; 71,9% (340) estavam familiarizados com protetores bucais e apenas
4,4% (21) eram usuários de protetores bucais, o qual, a propósito, deve ser
incentivado no ciclismo devido ao considerável risco de lesões orofaciais15.
As
lesões em abdômen e tórax são incomuns e costumam ser graves2. O baço é o órgão
que apresenta maior ocorrência de lesão em acidentes ciclísticos17,18, seguido
pelo fígado, intestino delgado19 e rim18. Karbakhsh-Davari, Khaji e Salimi18 relataram
a realização de nefrectomia e esplenectomia em ciclistas hospitalizados após
acidente. Na região abdominal é comum a ocorrência de hematoma hepático após
colisão contra o bar end65,71, acessório colocado nas extremidades do
guidão, em bicicletas de montanha, com função de oferecer ao ciclista uma
segunda opção para o posicionamento das mãos. De acordo com Nehoda et al.71
a ocorrência de lesão hepática em oito ciclistas austríacos motivou a
realização de uma campanha local inibindo a utilização deste acessório. Os
resultados observados após campanha mostraram significativa redução de lesão
hepática. O’Connor et al.20 relataram um caso de pneumotórax em ciclista
decorrente de luxação retroesternal da clavícula, lesão rara e potencialmente
capaz de lesionar grandes vasos, traquéia, esôfago e pleura.
Trauma
direto do guidão na região abdominal pode ocasionar ruptura da musculatura da
parede abdominal e levar à herniação da alça intestinal72,73. Magrill e
Paterson74 descreveram laceração em fígado e pâncreas em ciclista de montanha
após ter sido atingido pela extremidade do guidão sobre a margem inferior da
última costela, na região abdominal. Alvarez-Segui, Castello-Ponce e
Verdu-Pascual75 relataram um caso de ruptura diafragmática seguida de morte.
Segundo testemunhas o ciclista estava a uma velocidade de 20 a 30 km/h quando
parou repentinamente e foi arremessado sobre a mesa (avanço) e guidão. Aos
primeiros socorros por transeuntes, o ciclista estava dispnéico e, embora não
apresentava lesões externas evidentes, foi a óbito antes da unidade de resgate
chegar. A autópsia identificou escoriações nas palmas das mãos e duas contusões
no joelho, sem sinal de traumatismo crânio-encefálico e de coluna cervical. Na
cavidade torácica e abdominal observou-se ruptura do diafragma costal e do
tendão central, estando, os pilares preservados. Como conseqüência desta
ruptura, as vísceras abdominais projetaram-se à cavidade torácica ocasionando
uma compressão cardiopulmonar. O esterno, costelas e demais vísceras torácicas
e abdominais não apresentaram lesões75.
QUEIMADURA
POR SOL
Lesões
de pele são comuns em queda, mas as decorrentes de queimadura pelo sol1,29,53 acometem
5,4% dos ciclistas, segundo estudo realizado por Weiss29. Os lábios, ombros,
braços e coxas são as superfícies do corpo mais sujeitas à queimadura29,76,
tornando o uso de protetor solar imprescindível53,77. O uso de protetor labial
deve ocorrer principalmente no lábio inferior pela maior exposição ao sol.
Envelhecimento precoce da pele pode ser um problema para ciclistas que não se
protegem contra os efeitos nocivos dos raios solares53. Apesar dos benefícios
do protetor solar contra queimaduras, de acordo com Weiss29 o seu uso pode
diminui a capacidade de evaporação do suor da superfície da pele, resultando em
um aumento na temperatura corporal e diminuição do desempenho. Todavia, se o
protetor solar for aplicado apenas em braços, coxas e lábios, o desempenho
esportivo, aparentemente, não sofre redução significativa29.
Moehrle76
avaliou a exposição de atletas aos raios ultra-violetas. O estudo foi realizado
usando um dosímetro biológico (filme com esporos de Bacillus subtilis)
em triatletas que participaram do Ironman no Havaí, em 1999. Os atletas
apresentaram queimaduras pelo sol, apesar do uso de filtros solares resistentes
à água (FPS 25+). A proteção adequada por meio de uso de camisetas de manga
longa, filtros solares resistentes à água, bem como realização de treinos e
provas que evitam ao máximo a exposição ao sol é uma medida preventiva que deve
ser tomada por atletas e organizadores do evento ciclísticos.
LESÃO
VASCULAR
Sarfati et al.21 descreveram um caso de lesão da artéria femoral por trauma agudo no ciclismo decorrente de queda, ocasião na qual o ciclista se projetou à frente da bicicleta colidindo a região inguinal com a extremidade de guidão, posicionado perpendicular ao plano frontal do ciclista. Galosh et al.22 e De Rose et al.23 relataram os três casos de priapismo por lesão vascular decorrente por trauma agudo, dois por impacto contra o quadro da bicicleta (tubo superior) e um contra o guidão.
SÍNDROME
COMPARTIMENTAL E LESÕES OCULARES
A
síndrome compartimental é uma disfunção rara no ciclismo24-26,78 e acomete
principalmente o compartimento posterior profundo26 e anterior da perna24,25 como
resultado de traumas diretos com objetos ou por esforço intenso
(exercício-induzido)26,79. O aumento da pressão intracompartimental é
característica da disfunção e pode levar à isquemia24-26 e neuropraxia24,26.
Dor, parestesia, cãibras, edema e fraqueza muscular são sinais e sintomas
comuns26 e o diagnóstico é confirmado pela mensuração da pressão do
compartimento em três etapas: antes do exercício (≥ 15 mmHg), a 1 (≥ 30 mmHg) e
5 minutos após o exercício (≥ 20 mmHg). A fasciotomia é o principal método para
estabilização em casos de síndrome compartimental diagnosticada24,80,81.
Lesões
oculares por corpo estranho - inseto, poeira ou cascalho - são incomuns no
ciclismo17,27,28, pois o uso de óculos costuma não ser negligenciado2,17.
Quando o olho é atingido por um corpo estranho, alojando-o, a visibilidade fica
temporariamente comprometida53, porque o contato do corpo estranho com o olho
desencadeia o reflexo córneo-palpebral, responsável pelo fechamento das
pálpebras bilateralmente, reação que pode levar o ciclista a sofrer um
acidente. O risco de acidentes desta natureza é maior em estradas de fazenda,
onde a quantidade de insetos é maior, comparado ao meio urbano e rodovias53.
CONCLUSÃO
Apesar
do ciclismo ser um esporte de muito baixo impacto não é raro a ocorrência de
lesões agudas, de gravidade variável, geralmente resultante de quedas. Todavia,
medidas preventivas como controle da velocidade e não negligenciar o risco de
queda, principalmente em percursos desconhecidos, pode ser útil em evitar
acidentes. A evidência científica de que o capacete protege a cabeça e face de
lesões mais graves está atualmente bem esclarecida, razão pela qual tem
aumentado o número de usuário deste equipamento de segurança. Apesar da
proteção oferecida pelo capacete a incidência de lesão em face não tem sido
reduzida na mesma proporção dos traumatismos cranianos, pois os capacetes
geralmente não oferecem proteção para terço médio e inferior de face.
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