terça-feira, 12 de novembro de 2013

Laranjas em ação

Bom, este fim de semana foi repleto. Tivemos a participação dos laranjas em provas no Paraná, em Campos do Jordão, Búzios, Niterói e no Rio de Janeiro.

Lívia Trivizol participou da 2ª Etapa da Night Run 10k obtendo o 2º lugar na sua faixa etária e 30ª posição no geral completando a prova em 01:16:48.

Em Búzios, Wislann foi para 42k solo. Iniciou a XC Run Búzios ao lado da Valeska Velloso e foi com ela até o km 30, encontrou o Marcos Thunder e juntos foram até o final, com Thunder completando a prova em 110º (20º na faixa etária) e  Wislann em 111º (26º na faixa etária) no geral, com 05:39:06 e 05:39:08 respectivamente.

Já a Val, apertou o passo chegando em 6º lugar no geral e em 1º na sua faixa etária com o tempo de 05:25:50.

Outra que optou pelo vôo solo dos 42k, Letícia Drusedau completou a prova em 07:09:21, obtendo a 27ª colocação no geral e o 2º lugar na faixa etária.

Não acabou por aí… Tivemos a participação em duplas e quarteto. A começar com Henrique Villela que percorreu sua perna do percurso em 01:56:36 e junto com seu parceiro Rafael completaram em 03:45:45 na 4ª posição geral nas duplas masculinas.


O Fabrizio Rubinstein junto com o Eduardo Fontes completaram a distância em 04:12:58, chegando em 11º lugar. Theo Battaglia completou o percurso com a sua dupla em 04:25:34 obtendo a 16ª colocação.



Maria Clara Daniel e Pedro Lorenzo Roncisvalle chegaram em 35º no geral nas duplas mistas com o tempo de 05:16:14, enquanto Maria Cecília Erthal e Marcus Vinicius obtiveram a 50º posição com 05:29:37. Pedro Scripilliti e Adriana Dex chegaram na 14ª posição geral em 04:50:48.

 

Melina Guedes (01:12:43), Raquel Loja (01:18:21), Lívia Quintela (01:28:32) e Michele Lube (01:33:49) completaram a prova em 05:33:25, obtendo a 12º lugar geral em 43 quartetos femininos. Janaina Mendonça (01:23:16), Luíza Fontes (01:26:31), Lucilia Gouvea Vieira (01:24:56) e Paula Villela (01:45:56) chegaram na 20ª colocação.


Marco Capitão (01:02:03), Maria Clara Junqueira (01:18:22), Maria Vasconcellos Rocha (01:19:46) e Fernando Junqueira (01:15:40) completaram a prova em 04:55:51 na 13ª posição.



Enquanto rolava isto tudo, Ricardo Ferreira estava em Tijucas do Sul, no Paraná participando da Trail Run dos Ambrósios. Fechou a prova na 17ª posição geral, 4º na faixa etária com o tempo de 01:29:50.

Na Copa VO2 2013, em Campos dos Jordão,  Antonio Marcelo , "Portuga " com 2:01 , Toti Cunha, que terminou a prova em 2º na sua faixa etária e 60º no geral com o tempo de 02:06. Eduardo Zayen fez em 02:22, Miguel Machado em 02:15 e  Mauro Costa em 02:41 fizeram bonito. E como de praxe  Eduardo Facó , foi destaque em sua categoria.


De volta ao estado do Rio de Janeiro, Laura Marques correu a Meia-Maratona Embratel na categoria dupla, fazendo 10k em 01 hora cravado.

No Rio Triathlon, Pedro Pessoa completou a prova em 01:23:08 e chegando na 203º geral e 45º na faixa etária. Marcello Netto fez em 01:06:19, sendo o 27º no geral e 5º na categoria. Cristiano Moreira foi o 77º no geral e 15º na faixa etária com o tempo de 01:11:32. 

Marco André foi 57º no geral e 11º na faixa etária, chegando com 01:09:25. Roberto Mendes foi 182º no geral e 30º na faixa etária com 01:21:48. O Avi também fez a prova, foi 197º no geral e 27º na faixa etária com o tempo de 01:22:51.

A Joana Figueiredo foi a 30ª no geral e 5ª na faixa etária com o tempo de 01:34:54. Priscila Paiva fez a prova em 01:44:27 chegando em 4º na sua faixa etária. Micheli Sobis fez a prova em 01:32:25, sendo a 27ª no geral e a 1ª na sua faixa etária.

Cláudia Kligerman completou a XCO Copa das Favelas em 5º lugar. Já Wellington de Oliveira Silva chegou em 29º no geral.

Parabéns a todos!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013



Caros atletas após suas provas envie - nos seus resultado e fotos para serem divulgados em nosso site:  resultadoswt@gmail.com

ATLETAS EM VIAJEM AO CHILE – BOA VAAGEM

 ATLETAS XC BUZIOS E DESAFIO DA SERRA DE CAMPOS !!! BOA PROVA

PROGRAMACAO DE SABADO


Ciclismo / Tri

Barra: bate e volta em guaratiba  - Saída as 7:00 no renato estrella

Pedal  do BG , sera com a Prof Rita   Prof Rita: saída 7:00 no renato estrela

O Ciclista Claudio Clarindo estará saindo da loja do Renato Estrella as 7:00 da manha rumo, sem escalas , a SAO PAULO.

Os interessados e que possam participar irão acompanha-lo ate o topo da serra da grota funda

Sera um pelotão controlado !!!

IRON 2014 – enviado na planilha master   ( sugiro não ir para a estrada pois é feriado)



PROGRAMACAO DE DOMINGO

Corrida :7:30 no recreio dos bandeirantes


Inicio na tenda que estará apoiando os atletas do Triathlon Rio

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Laranjas em ação

Neste fim de semana um grande contingente de laranjas correram a Rio Up Run.

A mulherada mandou bem mais uma vez. Michele Curvelo chegou em 29º posição no geral e em 2º na categoria com o tempo de 50:14. Mesmo tempo da Maria Clara que chegou em 30º no geral e em 6º na sua faixa etária.
Melina Guedes Cavalcanti foi a 32ª no geral e 7ª na faixa etária fechando com 50:51. Já a Raquel Loja foi a 41ª no geral e 9ª na faixa etária completando o percurso em 52:48. Tempo esse que também foi feito pela Lucilia Gouvea Vieira chegando em 43º no geral e 5º na sua faixa etária. 

Theo Battaglia, Marco Capitão e Pedro Pessoa, também correram a prova. Theo chegou em 44º no geral e em 13º na sua faixa etária com o tempo de 38:18. Já o Capitão completou a prova em 46:10, enquanto o Pedro a completou em 149ª no geral, 19º na faixa etária com o tempo de 46:36. 


Lá fora, Diana Cabral tentou fazer um sub4, mas lá no km 35, suas pernas tomaram conta do ritmo e ela fechou a Maratona de Nova Iorque em 4:07, feliz com a prova que fez.

Além de todos os laranjas já citados, Priscila Paiva, participou, no domingo, da Ubatuba Trail Run 15k.

A prova começou na Praia de Ubatumirim, atravessou vária trilhas que dão acesso a outras praias menores e terminou no Promirim. Teve subidas técnicas, descidas tranqüilas e a travessias de dois rios, num deles a nado com tênis e mochila nas costas.

O tempo que ela fez, não importa… Segundo a própria Priscila "o dia estava especial com um lindo céu azul e o mar tranqüilo com águas cristalinas… O importante é que me diverti muito e curti cada minuto deste dia" e para nós é isso que importa.

Parabéns a todos os nossos alunos pelos resultados obtidos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Caros atletas após suas provas envie - nos seus resultado e fotos para serem divulgados em nosso site:  resultadoswt@gmail.com


DOMINGO TEM DIANA CABRAL NA MARATONA DE NY!!!

PROGRAMACAO DE SABADO

Ciclismo / Tri

Barra: bate e volta em guaratiba  - Saída as 6:45 no renato estrella

Pedal  INICIANTES  Prof Rita: saída no infobarra as  7:05

Ciclismo montanha  / Desafio da serra de campos  / Chile – pedal da barra ou 3hs de montanha livre ( com cristo cx dagua e heliponto no percurso)

IRON 2014 – enviado na planilha master   ( sugiro não ir para a estrada pois é feriado)

MTB – vargem grande ( Prof Eduardo) 6:45 no renato estrella / 7:20 na padaria Alfa Belle no recreio dos bandeirantes (praia do recreio )

CORRIDA

Cruces / uphill  mizuno / buzios / 30k Ilha grande  - JB , vista, mesa , canoas , niemeyer,e Leblon
 meia de búzios:  JB , vista, mesa , bifurcação , mesa , vista e JB
10kmd e búzios: JB, vista , mesa , vista , JB


PROGRAMACAO DE DOMINGO

AQUARIO NO POSTO 6 EM COPA :7:30 DA MANHA

CORRIDA NO MESMO HORARIO e local do AQUARIO para todos : 12 a 16KM

Corrida na Pedra do Sino ( Prof Eduardo ) – a ida do atleta esta condicionada a um contato com o Prof Walter e Prof Eduardo por email

CICLISMO  - todos , 2hs livres


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escolhendo seu tênis

A corrida é um dos esportes mais praticados mundialmente e, a princípio, qualquer pessoa pode correr, certo?

Sim, se antes consultar um médico para saber sobre o estado geral da sua saúde e procurar a orientação de um profissional de Educação Física.

Além destes cuidados, a escolha do tênis é fundamental para uma boa performance e manutenção da sua saúde.

Mas como um tênis é constituído?

Um tênis é constituído por seis partes: cabedal, palmilha, entressola, solado, amarração e talão.

- O cabedal é a parte superior, o corpo do tênis incluindo a lingüeta e tem como função a proteção e o conforto do seu pé.

- A palmilha é responsável pelo posicionamento adequado do seu pé dentro do tênis.

- A entressola que garante a dispersão da forças decorrentes da pisada e o controle de movimentos, fica localizada entre o cabedal e o solado, sendo a parte onde se encontra os sistemas de amortecimento.

- O solado ou sola, é a parte do tênis que fica em contato direto com o solo e garante estabilidade e a tração necessária durante a pisada.

- O sistema de amarração é a estrutura formada pelo cadarço e os passantes, fundamental para a firmeza do seu pé dentro do tênis. No caso dos tênis de corrida são utilizados cadarços mais finos e passantes na forma de furos que se concentram na área de maior mobilidade durante a corrida - a lingüeta, para que garantam firmeza sem aperto.

- Por último, está o talão, a estrutura que sustenta o calcanhar e posiciona o tornozelo corretamente dentro do tênis e deve apresentar um reforço especial para assegurar uma passada mais firme.

Lembre-se de que o tênis tem a função de dispersar as forças decorrentes da pisada - amortecer o impacto - e estabilizar os movimentos, evitando a pronação - virada para 'dentro' ou a supinação - virada para 'fora'.

Deve respeitar a morfologia do seu pé e o padrão da sua pisada, além de ser adequado ao tipo de treino ou prova - tempo, solo, distância - no(a) qual você irá usá-lo.

Por falar em tipo de pisada, você sabe qual é a sua?

Existem três tipos de pisada: a pronada, a neutra e a supinada.
Fonte: Pé Sem Dor
A pisada pronada, para 'dentro', acontece quando seu pé, assim que toca o chão, apóia-se no seu lado mais interno e contorciona para dentro, utilizando o hálux - 'dedão do pé', para ganhar impulso.

Modelos: Nike LunarGlide+ 5, Asics Gel Kayano, Mizuno Wave Nirvana.

Já a pisada neutra é quando toda seu pé toca o chão apoiando o lado externo e se movendo levemente para dentro, seguindo em linha reta até a elevação do hálux, no movimento final de impulsão.

Modelos: Nike Pegasus, Mizuno Wave Creation, Asics GT 2160, Asics Gel Cumulus 13, Adidas Adios 2.0, Adidas Boston.

Finalmente, na pisada supinada, para 'fora', seu pé toca o chão no lado externo do calcanhar e continua o movimento usando o lado mais externo, ganhando impulso no quinto pododáctilo, vulgo 'dedilho'.

Modelos: Asics Gel-Nimbus, Adidas Supernova Glide, Nike Vomero.



Existem vários modelos de tênis de corrida indicados de acordo com a flexibilidade do arco plantar, para cada tipo de pisada, de treino ou de prova.

Sem contar os tênis minimalistas, com muito menos controle de movimento, visando a simulação de uma corrida descalço, como: Adidas AdiPure,  Asics Gel Blur 33, Saucony Kinvara, Nike Free Run, entre outros.

Cabe a você escolher a marca e o modelo que mais se adequa a suas necessidades. O importante é experimentar, sempre que for possível, com meias que geralmente utiliza durante suas corridas e levar em conta o espaço na biqueira necessário para o movimento de seus dedos, bem como o perfeito ajuste no seu pé.

Divirta-se sempre e bons treinos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Laranjas em ação


O fim-de-semana foi repleto, além dos treinos, a laranjada foi geral em provas de corrida, ciclismo, duatlon, triatlon, no Brasil e exterior. Parabéns a todos os nossos alunos e atletas que, com empenho, se dedicaram nos treinos e mandaram muito bem nas provas.

No Brasil Ride a dupla de laranjas Carla Lavigne e Paulo Freitas terminaram na 5ª colocação após 42h 39m e 08s de prova.

Já no AP Trail Run Adriana Dex e Valeska Velloso ficaram em 2º e 4º respectivamente. Maria Cecília Erthal chegou em 1º na sua categoria, enquanto Pedro Scripilliti, Andréa Ramos, Eduardo Teixeira, Marcus Dantas, Priscila Paiva e Marcos Linberg tiraram onda.

Laranjas no AP Trail Run
No além-mar, Lucilia Gouvea Vieira completou a Meia-maratona de Lausanne em 02:06.

No Ironman 70.3 Miami, os laranjas Gustavo Costa e Douglas Gouveia completaram a prova em 5:33, Jefferson de Decco Teixeira fez em 5:42,  Paulinho Afonso completou em 5:48, João Eduardo Lopes em 5:53 e Duda Monteiro fechou com 5:58.

De volta ao Brasil, Lívia Trivizol com 01:07:47 e Drault Ernanny com 00:52:00, correram os 10km da Meia-Maratona Mizuno. Nos 21 km,  Pedro Hugo Cunha fechou com 01:52, Duda Bravo com 02:07 e Ricart com 02:09, enquanto a Laura correu os 10 km do Circuito Athenas em 01:02.

No Desafio da Mesa do Imperador, 18 laranjas participaram nas modalidades speed e duatlon tanto no masculino, quanto no feminino.

Marcelo Goyannes foi 8º no geral na speed com 17:58:30. Antenor Mayrink Veiga e Eduardo Zayen foram 2º e 3º colocados na sua faixa etária. Lauro Wollner foi o 5º na sua.

No duatlon speed,  Sergio Nordskog Duarte ficou com a 3ª colocação geral fechando em 00:48:17. Fabrízio Rubinstein Tinoco e Theo Katz Battaglia chegaram em 4º e 5º, respectivamente com 00:48:38 e 00:52:04.

As meninas não podiam ficar de fora, cinco de nossas bravas laranjas competiram na speed: Maria Isabel chegou em 3º, Bruna Schoch em 5º e Carla Wollner em 6º, Monica Bernard em 8º e Joana Figueiredo em 11º. Monica Bernard ainda completou o duatlon em 2º com  01:03:23.

Desafio da Mesa do Imperador
Speed (masculino)
Geral  Colocação Faixa Etária  Tempo
08 Marcelo  Goyanes 05 00:17:58:30
12 Antenor Mayrink Veiga 02 00:19:04:25
19 Guilherme di Giorgi Toffoli 06 00:20:38:48
20 Cleber Lúcio Cordeiro 07 00:20:49:57
21 Eduardo José Berardo Zaeyen 03 00:21:04:71
26 Sergio Nordskog Duarte 09  00:22:01:01
28 Fabrízio Rubinstein Tinoco 11 00:22:12:02
29 Thomaz Magalhães 12 00:22:18:00
32 Theo Katz Battaglia 13 00:22:36:52
37 Lauro Wollner 05 00:23:10:04
41 Nei da Silva Esteves 07 00:24:25:09
47 Mauricio Cortes Simões 16 00:25:26:46
49 André Luiz Carvalho Estrella 18 00:25:44:94
51 Alexandrino Gayoso da Silva Marcel 18 00:25:59:45

Duatlon Speed (masculino) Corrida Bike Total
03 Sergio Nordskog Duarte 00:26:15 00:22:02 00:48:17
04 Fabrízio Rubinstein Tinoco 00:26:22 00:22:12 00:48:34
05 Theo Katz Battaglia 00:29:28 00:22:36 00:52:04

Speed (feminino)
Geral Colocação Faixa Etária Tempo
03 Maria Isabel Cristóvão Prado 03                    00:24:06:47
05 Bruna Schoch 01 00:25:05:28
06 Carla Wollner 02 00:26:56:14
08 Monica Espirito Santo Bernarde 04 00:28:47:95
11 Joana Figueiredo 03 00:33:53:67

Duatlon Speed (feminino) Bike Corrida Total
02 Monica Espirito Santo Bernard 00:28:47 00:34:36 01:03:23

domingo, 27 de outubro de 2013

O Hawai é aqui 2012 / 2013

Maio 2013 Ironman Brasil 

Ao cruzar a linha de chegada de mãos dadas com o coach em Floripa, a nossa vaga pra Kona estava garantida. Novamente faríamos parte da prova mais emocionante do circuito mundial do Ironman. Não dava pra acreditar!! Todo o esforço dos treinos, acordar cedo, unhas roxas, tudo…tudo vale a pena pra se estar lá. Eh um encanto inexplicável, uma energia positiva que transborda a alma. 




Kona 2013- diário de um sonho



Eh imprescindível chegar com antecedência no Hawaii. Primeiro, para se adaptar ao fuso horário, são 7 horas a menos e, segundo, para participar de toda a festa que antecede a prova. No inicio a cidade esta bem pacata, mas com o passar dos dias vai se transformando, se enchendo de gente nova, de atletas treinando pra cima e pra baixo, de musicas hawaianas ouvidas pelas ruas, de dança, num clima de celebração, alegria e descontração. Todos que estão na ilha tem a prova em comum, estão unidos pelo mesmo objetivo e faz parecer que somos parentes de alguma maneira. Meu irmão, Karina, Sr e Sra Coisinha, Simão e Tina também voaram pra lá p saborear um pouco disso tudo e me apoiarem no dia D e isso foi fundamental para que eu fizesse uma boa prova. Esse ano estava tranquila, sem medo, com vontade, certa de que conseguiria enfrentar mais esse desafio. Já havia nadado, pedalado e corrido por la, passado pelo calor, pelo vento e tudo isso me deixou mais confiante. 

13 outubro 2013 Ironman World Championship

Linha de largada... touca na cabeça, números tatuados nos braços, roupa laranja embaixo do swimsuit e muita alegria no coração. Estava extremamente feliz por estar ali comemorando mais essa vitória. Percursionistas havaianos ditavam o ritmo da festa... e o som se misturava com a batida acelerada dos nossos corações... Era arrepiante! As 7h o tiro do canhao nos convidou para dar as primeiras braçadas e lá fui eu no meio daquela multidão afoita por um espacinho dentro d’água. Entrei pela esquerda e diferente do que esperava, nadei quase todo o tempo sozinha, sem sustos. Parecia que o mar ia se abrindo pra eu passar...Só embolei um pouco ao contornar os barcos, mas não tem como ser diferente. Eh um funil só! A agua do mar estava quentinha, cheia de peixinhos, transparente... uma delicia. Quando sai da agua olhei pra o relógio e me surpreendi com o tempo que fiz, foi melhor do que eu esperava fazer. 


Transitei rápido e parti para o pedal. Pensava a cada instante: aqui eh igual Floripa, a mesma distancia e não ha com o que se preocupar. Surpreendentemente os primeiros 90 km foram tranquilos, sem vento... inacreditável. Ficava procurando e esperando ansiosa os sensores de tempo do chão, pois sabia que ali vcs poderiam me rastrear e ficar um pouco mais junto a mim...como se fosse um portal, onde pudéssemos eu, o Walter e vcs estarmos juntos sobre a mesma bicicleta. Fechei os 90km com 2h30min e pensei... “ beleza... vou fazer os 180 igual ao meu tempo em Floripa”. Rsrs...Ah, ta..!... ia sim....




Começou a ventar contra no km 110 e dali ate o final foi desesperador! Comecei a rir de mim mesma....tinha esquecido de que por mais que vc esteja preparado, que queira fazer a prova em x tempo, etc... eh a ilha quem manda, eh ela que vai ditar o ritmo da prova… não adianta brigar. Ir contra toda a forca de Kona pode custar muito caro e te derrubar antes do final como vi acontecer com vários atletas. Esse era o meu maior medo, passar do limite antes do fim. 

Transitei rapidinho e fui correr. Estava bem feliz com o meu pedal, mas tinha feito muita forca e sabia que pagaria na corrida. Nos primeiros 3 kms achei que não conseguiria chegar... estava quente, precisava de sal e encontrar um ritmo seguro para correr os últimos 39km. Meu corpo não queria ir, mas minha cabeça estava muito focada e ele não teve opção a não ser continuar. Pensei nos amigos de treino, nas corridas juntas, no Beber e no Tiago me dando pace e.... no Miguel sentadinho tomando Stella...e eu ali naquele calorão todo..! rsrs Queria matar o Miguel...!! rsrsr 

Corri mais com o coração do que com as minhas pernas... com muita vontade de chegar e abraçar meus amigos que esperavam por mim. Foi emocionante! A Karina me estendeu a bandeira do Brasil... meu irmão jogou um colar lindo havaiano sobre meu corpo...e assim dei meus últimos passos. Passei pelo pórtico devagarinho, saboreando todo o suor e dedicação que tive para chegar ate ali. 

Desenhei um enorme coração no ar em homenagem a todos os amigos que ficaram esperando a minha chegada. Corri para a câmera de filmagem e gritei bem alto para o Walter “eu te amo coach!” Estava trasbordando em lagrimas de alegria por representar novamente a nossa Assessoria em terras havaianas. 

Meus amigos queridos, vocês não tem ideia de como me ajudaram... de como estiveram presentes em cada braçada, pedalada e passada que dei. Vcs foram priomordiais para o meu sucesso. Muito obrigada a todos pela imensa torcida, pelas inúmeras mensagens de carinho, pelo incentivo e por fazerem parte da minha vida de uma maneira tao especial. Obrigada ao Lauro Wollner pela parceria nos treinos e pela felicidade espontânea eterna em me ver competindo!! Ahoha Lauritooo!!! Obrigada a Daniela Vivacqua da REI por preparar mais uma roupinha maravilhosa de competição e a minha nutricionista Laura Breves por me tornar capaz.

E eh claro, meu eterno agradecimento a você Walter, pela sua competência em me treinar, por ser o profissional que eh, pela nossa parceria nos treinos e competições, por toda paciência em tempos de desespero, pelos conselhos, e acima de tudo por querer me transformar em uma atleta cada vez melhor. Tenho muito orgulho de ter sido “ feita” por vc e de vestir a nossa camisa laranja.. e sempre sera assim. Muito obrigada do fundo do meu coração.

Quando fui para a cerimonia de entrega de prêmios e ouvi os campeões falarem sobre as suas experiências, fiquei pensando no que representaria o Ironman na minha vida. Mais do que uma prova longa, o ironman eh uma prova de autoconhecimento, eh um mergulho em si mesmo, eh o entendimento de quem se eh e das suas limitações... eh um jeito de viver, um estilo de vida, uma religião, onde tudo se torna possível quando realmente acreditamos, queremos e fazemos acontecer. Hoje posso afirmar que essa prova eh meu vicio, minha realização como atleta amadora que sou, minha alegria... e certamente muitos e muitos outros virao....e quando me perguntarem em Kona quantas vezes estive lá, talvez eu possa dizer...10, 12, 15x como tantos outros atletas que lá conheci.

sábado, 26 de outubro de 2013

TREINO DE CORRIDA DOMINGO DE MANHA


Local: Lagoa Rodrigo de Freitas, no ponto da tenda da lagoa ( entre as duas pistas de skate, em frente ao clube AABB)

Horario: 7:30 da manha 

para todos os atletas de: ironman, meio iron  maratona, meias maratonas , cruces, uphill mizuno, maratona NY - 15kms

desafio do pateta: 21kms

demais atletas: 10kms

CONTAMOS COM SUA PRESENÇA 

o reabastecimento de Powerade estara disponivel, na tenda

TREINO DE CICLISMO - aqueles que forem pedalar na parte da manha, ATENÇÃO - Havera uam prova na mesa do imperador, portanto, nao conte com aquele espaço para treinos. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tour de France 1996 Stage 16 EPO Hautacam

PROGRAMACAO DE SABADO


Ciclismo / Tri

Barra: 80km no plano
Saída as 6:45 no renato estrella

Pedal do BG: saída no infobarra as 7:15

Ciclismo montanha  / Desafio da serra de campos  / Chile - Sumaré via Alice, cristo , floresta, açude e vale

IRON 2014 – enviado na planilha master  

CORRIDA

Cruces / maratona da mizuno / maratona de búzios / meia de búzios:  18kms livre no plano

Atletas cruces, complementam com 20 min de areia fofa

Uphill mizuno : 24kms livres no plano

10km de  búzios e demais corredores:  10km no plano + 20 min areia fofa

PROGRAMACAO DE DOMINGO


Corridas: será publicado sábado a tarde no site. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"Two Seconds": Paralympic hero Alex Zanardi on the race of his life



Alex Zanardi: Laureus World Sportperson of the Year with a Disability Nominee
March 2, 2013
It remains one of the iconic images of the 2012 Games. A man, his legs missing from the knee down, sits on the sun-baked tarmac of Brands Hatch. He holds his hand-cycle above his head with what seems Herculean strength. His smile is one of pure joy.
That man was Alex Zanardi. He had just won the Paralympic gold in the hand-cycle road race on the very track he once raced motor cars. The picture would appear the next day in newspapers around the world.
“I’m not new to big celebrations,” or “Zanardi moments” as the former racing driver calls them. “But behind that picture you could tell the meaning of my gesture after everything I’d done in my life and finally ending up in London at the Paralympic Games.”
Alex Zanardi celebrates winning his first of two gold medals at London 2012

Zanardi’s achievements on the track in summer 2012 have led to his Nomination for this year’s Laureus World Sportsperson of the Year with a Disability Award. Now Zanardi is looking forward to Monday evening on March 11 when he will find out if his achievements that day will be enough to win the Laureus Award.
“We’re talking about something so prestigious, something really big. But I know the other Nominees are at least as deserving as myself. [The Academy] have a hard choice to make, my heart will be feeling with great intensity when the decision is announced.”
And as a former racing driver himself, what are his thoughts on Sebastian Vettel, who is Nominated in the Laureus Sportsman of the Year category?
“An amazing talent. To some degree I envy him, I wish I had been as good!
“There are a lot of guys, myself included, after winning a World Championship, would just go around with a bunch of girls, a big gold watch, drinking champagne in discos showing off. But this kid is only interested in winning again. This is what makes him a real champion and someone who deserves the Laureus Award.”
Having shown time and time again an ability to defy the difficulties life has thrown at him, many would say something similar about Zanardi too.
To sports fans the world over in the nineties, the name Alex Zanardi was synonymous with motor racing. He raced in Formula One, and also became a popular driver in the Champ car series, winning the world title in 1997 and 1998.
But on September 15, 2001, as the Champ season took drivers to the Lausitzring in Germany, Zanardi entered the cockpit for a race that would change his life forever.
He started from the back of the grid, but a brilliant individual performance saw him gain position after position. By the closing laps, Zanardi led the pack.
As he merged onto the track following a late pit stop, however, his car spun out of control. He was crushed between two others.
Zanardi lost both legs in the accident, and calls his subsequent rehabilitation the “darkest days” of his life.
But despite the incredible trauma he had suffered, he remembers sport as a source of great hope and strength.
As he returned to health, Zanardi was offered the chance to test drive a racing car for the first time since the crash; an opportunity that would have a profound impact on him. “The very first car was designed so I could do everything with my hands,” he recalls, “I was busier with my fingers than Hendrix with his guitar. [But] on the first lap I took, I realised I would become a professional racing driver once again.”
He did exactly that.
Zanardi’s return to motor racing led to his winning the Laureus World Comeback of the Year Award in 2005.
Zanardi receiving the Laureus World Comeback of the year Award in 2005

Two years later and looking for his next challenge, Zanardi then took advantage of being in New York on motor racing duties during the city’s 2007 Marathon. He had taken up hand cycling, a Paralympic event, only a month earlier, but he entered the Marathon in the category regardless. It was a decision that would put him on the road to Olympic victory just five years later at London 2012, an achievement he calls “a dream come true.”
And as a self-confessed “expert fan” of the Olympics and Paralympics, he was equally moved by the Games in London as a whole.

“The real value that can be inspirational for us is the fact we are watching people who have taken life as a huge opportunity to improve themselves... [This is] the Paralympic message. Everyone clearly had disadvantages at the start compared to other people. But when you see a girl like Cecilia Camellini swimming, completely blind, when you see them competing, you can’t help but be inspired.
“The message of the games was ‘Inspire a Generation’. I believe it did.”
But if children across the world now dream of replicating Usain Bolt’s ‘lightning’ pose following the Games, budding hand cyclists will similarly look to that image of Zanardi, his cycle lifted above his head with one hand, as their celebration of choice.
It is an image he admits “went on to become a mark of the Games”, but what was the man feeling himself at that moment on the Brands Hatch track?
“I stepped out of my cycle, and actually had another ‘Zanardi moment’ by kissing the asphalt.
“As soon as I touched the asphalt with my lips, it was like touching uncovered wire, you get the electricity. The warm asphalt was setting off images, moments of my life.
The famous 'Zanardi Moment' when Alex kissed the Brands Hatch tarmac having just won Paralympic gold in 2012

“I saw myself as a little kid doing my first laps in a go-kart. And I saw my dad next to me because he was my mechanic. My first race wins. The difficult moments. Then racing with a car and making pole position at Brands Hatch in 1991, 21 years before [the Games] and hoping I’d end up in F1. Then getting into F1 but losing my ride. Then enjoying success in the US. Then the accident, the recovery… The asphalt, it’s been like an element, a consistency in my life.”
“All that happened in two seconds. It was incredible, an intense moment.”
Copyright 2013 Laureus. Permission to use quotations from this article is granted subject to appropriate credit being given to www.Laureus.com as the source 

Tour de France 2010: Le Tourmalet, étape 16 du 20 juillet.

Revista digital Triathlete


sábado, 19 de outubro de 2013

texto escrito por Andre Caula


A prova argentina La Mision ocorre há 9 anos na Cordilheira dos Andes, na Patagônia Norte da Argentina, e é famosa pelas suas características peculiares. Muito mais do que uma competição, a essência desta corrida é mais semelhante a uma peregrinação, onde cada atleta deve gerenciar suas forças, escolher quando e onde descansar, apreciar a paisagem e enfrentar os caprichos do clima, porém sempre com o objetivo de concluir o percurso dentro do período de tempo limite. A corrida tem sua distância original de 160km, com cerca de 8.500 metros de desnível percorridos em quatro dias e três noites. E pela primeira vez, a prova chegou no Brasil em suas versões mais curtas, o Short e o Half Mision, com 40 e 80km respectivamente. O local escolhido não poderia ser mais perfeito, a Serra Fina, um dos maiores desníveis topográficos do território brasileiro, passando pela quinta montanha mais alta do Brasil, a Pedra da Mina, com 2.798 metros de altitude.



Com este espírito, nosso grupo, formado por Eu, Dudu, Roger e Ashbel, partiu para a cidade de Passa Quatro (MG). Chegamos e fomos direto pegar nosso kit, composto de camisa e numeral, o essencial, simples assim. A Salomon, patrocinadora do evento, não se deu ao trabalho nem de fabricar a camisa, nem mesmo de oferecer ao vencedor algum material, como um par de tênis por exemplo. Se limitou a oferecer descontos na vendinha montada no local. Mais tarde comemos uma pizza na cidade vizinha de São Lourenço e fomos descansar.



No dia seguinte, acordamos bem cedo e seguimos para a praça de Passa Quatro. Depois de nos deixar lá, Dudu que não iria participar da prova seguiu para o Paiolinho e para a Pedra da Mina, onde acamparia até o dia seguinte. Ainda na praça (900m), ouvíamos as palavras do organizador Sidney Togumi sobre a importância da auto-suficiência, a escassez de água deste percurso e que não importava se você chegasse em primeiro ou em último, o que importa em última análise, era concluir o curso, pois "chegar é ganhar”. A informação de que o tempo para conclusão da prova tinha passado de 24 para 26 horas, ao invés de me acalmar, me assustava. 



A largada ocorreu pontualmente as 11 horas, e todos os atletas do Short e do Half seguiam juntos acompanhando o "carro madrinha" durante o trecho urbano do percurso. Logo após cruzar a rodovia e chegar na estrada de terra batida, tive que parar para tirar a segunda pele que vestia, pois o calor já era intenso. 


Com uma mochila muito mais pesada do que o de costume, cheia de comida, água e itens obrigatórios como casaco, capacete, headlamp e kit de primeiros socorros, conseguimos correr lentamente até passar pelo Refúgio Serra Fina e alcançar a Toca do Lobo (1.570m) após cerca de 14km. Assim como a maioria dos atletas, nos alimentamos e reabastecemos nossos reservatórios com água cristalina do riacho que cruzamos. 


Continuamos por uma trilha íngreme, passando pelo morro do Cruzeiro (1.783m) e Quartzito (2.020m), e seguimos caminhando sobre a fenomenal crista que liga este último ao Alto do Capim Amarelo (2.491m). Apesar da subida impiedosa, os atletas estavam animados e gritavam palavras de incentivo. E foi neste clima festivo que conheci a Sra. Tomiko Eguchi de 63 anos e uma energia de garota, que vibrava com o visual esplendoroso da região. 




No Capim Amarelo, nos separamos dos Camisas Vermelhas do Short Mision que seguiam em direção ao Tijuco Preto e de volta a Passa Quatro. Uma breve parada para alimentação e admirar aquela vista indescritível. Os staffs faziam a checagem do material obrigatório para seguir a viagem. Entre os Picos, nós descíamos bem para então, voltar a subir ainda mais alto. 


Roger e Ashbel, seguiam bem a minha frente e a partir daí, os atletas ficavam mais espaçados e o desafio tomou um aspecto bem mais solitário. Tinha me preparado mentalmente para viver aquela situação e estava bastante confortável. Tentava avançar o máximo possível, tentando aproveitar a luz do dia. Ainda neste percurso, encontrei os novos amigos Giuliano Bertazzolo e Daniel Mesquita, e com um papo formidável e descontraído, alcançamos juntos, a área de acampamento conhecida como Maracanã. Me sentindo muito cansado, infelizmente não consegui acampanhá-los por mais tempo e voltei a ficar só.


Em um trecho de floresta, reencontrei o Roger e o Ashbel, me aguardando em plena meditação. Seguimos juntos e, com o dia ainda claro, conseguimos atingir o Melano (2.496m). Então, o sol começou a se por e acendemos nossas lanternas. Ficamos surpresos, quando olhando adiante com a headlamp na cabeça, avistamos aqueles vários pontos brilhantes que se confundiam com estrelas e marcavam nosso caminho. Com a altitude e o anoitecer, também chegaram o frio e o vento O percurso era agora praticamente sob pedras e alguns trechos de lama escorregadia. Antes de alcançar o ponto mais alto da prova, atravessamos um pequeno riacho, e reabastecemos mais uma vez nossos reservatórios. Então, após algum tempo de subida técnica, finalmente chegamos a Pedra da Mina (2.798m), cerca de 30km da largada. Um vento impiedoso nos castigava e, provavelmente, levava a temperatura a valores muito baixos ou negativos. Com uma falsa sensação de que o pior já tinha passado, começamos a descer. Logo reencontramos o Dudu acampado no alto da montanha. Descansamos um pouco e nos alimentamos. Interromper a atividade física, mesmo que brevemente, me fez congelar. neste ponto, o Roger, sentindo os efeitos de uma gripe que ainda não tinha superado, resolver abandonar a prova. As vezes, a sabedoria está em escutar nosso corpo e preservar nossa integridade. Eu e Ashbel, nos despedimos de nossos parceiros e seguimos viagem.


Uma descida escura e infinita nos aguardava. Segurando firmemente o capim de anta, chutando as pedras, torcendo o pé, caindo no chão, nós seguimos lentamente junto com Daniel e Giuliano. Cruzamos novamente com a Sra. Tomiko, agora mais melancólica. Aos poucos o terreno foi melhorando, e voltamos a correr, nos afastando do grupo. Depois de algum tempo, atingimos o Paiolinho (1.506m) no km 38. Lá encontramos, alguns corredores que abandonaram a prova, entre eles, nosso amigo Mauro que tinha passado mal. Tomamos uma sopa quente e seguimos por uma estrada de terra. Com a monotonia da visão limitada do faixo de luz a minha frente, dava breves cochilos, porém continuava correndo, como se meu corpo e minha mente estivessem desconectados.


Assim alcançamos o ponto do IBAMA, no km 50. Diversos atletas, jogados pelo chão, descansavam naquele cenário de batalha. Paramos para abastecer e comer. Resolvemos dormir por 30 minutos. Levantamos e entramos na floresta sombria. Saímos da floresta e enfrentamos uma longa e interminável subida na estrada de terra, onde presenciamos um lindo amanhecer. No fim da estrada de terra, outro PC e início de trilha. Já exautos, não acreditávamos naquela subida, mata acima. Ashbel resolveu desistir e retornou para o último PC. Continuei sozinho, ainda determinado. Em pouco tempo, minha convicção havia se disipado. A subida era cada vez pior. Me lamentava. Não conseguia ingerir mais nada sólido e os poucos suplementos em pó ou em gel que ainda possuía, já não eram suficientes. Um enjôo, uma exaustão física e mental, e uma fome inquietante me consumiam. Derrotado, me deitei sozinho no mato, pensando o que eu estava fazendo ali. Escuto um som de gente se aproximando, olho para baixo e reconheço aquele capacete azul surrado, Ashbel. Como não havia ponto de resgate, no último PC, ele teria que retornar ao PC IBAMA, quase 10 km voltando. Desistiu de desistir! Pronto, não havia como retroceder. Seguimos juntos, reclamando e xingando, até chegar no topo do ameaçador Tijuco Preto (2.350m). Ufa, finalmente, descida. Minha felicidade não durou muito. A descida era uma espécie de tobogã de lama. Segurando as cordas colocadas pela organização, seguimos morro abaixo. Chegamos ao último PC antes da chegada, o Refúgio Serra Fina, com cerca de 22/23 horas de prova. A ansiedade e a vontade de terminar aquele sofrimento, fizeram o Ashbel partir em velocidade os 12 últimos quilômetros até a praça. Eu mantive a calma, me alimentei e me hidratei, e continue combinando momentos de corrida com caminhada até concluir a prova. Pronto, "Missão Cumprida", dizia a medalha! Um dia de Insanidade, passava pela minha cabeça.




TREINO DE CORRIDA NO DOMINGO

TRAIL RUN COM O PROF EDUARDO

HORARIO: 7:00 DA MANHA

LOCAL: MESA DO IMPERADOR

LEVAR bastante liquido e comida, vai ser lonnnnnnnngo